Sumidoiro's Blog

01/06/2010

NO ALTO DAQUELA SERRA

Filed under: Uncategorized — sumidoiro @ 8:04 am

♦ Viagem ao passado nas asas da genealogia. 

Capela da Soledade, pertinho do céu.

No alto da Soledade tem uma capela, dedicada à Virgem Maria, cuja particular devoção remonta aos primeiros tempos do cristianismo, quando os cristãos, ao abandonar as catacumbas, passaram a praticar seu culto livremente. Nessa época, apareceram os primeiros crucifixos, como símbolos da redenção. Mais tarde, começaram a colocar, junto à cruz, a imagem da Virgem Dolorosa, que recebeu a denominação de Senhora da Soledade, palavra de origem latina, que significa solidão, tristeza e abandono, por extensão saudade do que foi perdido.

De dentro da Soledade avista-se Belo Horizonte, em último plano.

A Mãe de Deus é representada com os olhos lacrimosos voltados para o céu ou para a cruz. Algumas vezes, aparece nas suas mãos o Santo Sudário, como em um dos passos da Via Sacra, na cena do encontro com Jesus, chorando com um lenço na mão. São essas as imagens simbólicas da devoção à mãe sofredora, que sente na própria carne e sofre a solidão do abandono, pela condenação do Filho à morte, com a imensa dor se prolongando por três dias enquanto o corpo esteve sepultado.

Capela da Soledade em ruínas, por volta do ano de 1970.

NOBRE ORIGEM

Há uma história – ou será lenda? – sobre quatro irmãs, Damiana Josefina Margarida de São José, Justina, Quitéria e Isabel, vindas de Piracicaba, que teriam chegado a Sabará ou mais provavelmente a Santa Luzia, com o intuito de pagar promessa à Nossa Senhora da Soledade.

Descrevendo suas origens genealógicas, o historiador Hélio Vianna(1) contou que Damiana era sua trisavó e que chegara a Minas Gerais, na segunda metade do século XVIII. Destacou que Isabel a tia-trisavó – estaria ligada à família de dona Joaquina do Pompéu(2), mas não avançou nos esclarecimentos. Esta versão foi muito divulgada e também circularam outras semelhantes.

A ilha do Faial, em um postal antigo, e a duquesa de Palmela.

Diziam, que Damiana seria de origem nobre portuguesa. Uma suposta ligação à casa real remeteria ao morgadio(3), que teria possuído na Ilha do Faial − Açores −, até quando houve sua mudança para o Brasil e, então, fora transferido para a duquesa de Palmela(4). Entretanto, a insuficiência de dados sobre a ligação entre as duas fragiliza tal conjectura. Apesar do pouco que se sabe, faz tempo que muitos pesquisadores têm insistido no assunto, sempre embaralhando fatos e personagens. O resultado é que, com o incentivo daqueles que almejam o parentesco, as fantasias foram se propagando. De qualquer forma, a versão certamente revestida de poesia, serve de pista para o avanço nas investigações.

A avó de Joaquina do Pompéu é Isabel Maria Guedes Pinto e José Rabelo Castelo Branco seu avô. Se verdade for o que indicou Hélio Vianna, seria possível recuperar mínima parte da ancestralidade de Damiana − tia-avó de Joaquina do PompéuVendo o sobrenome de Isabel, consequentemente, Damiana teria a acrescentar o Guedes Pinto ao seu Josefina Margarida de São José

Fundos da capela da Soledade, por volta de 1970.

RETIRANDO A POEIRA DO TEMPO

É certo que Damiana casou-se, no Brasil, com Manuel Pacheco Ribeiro, natural de Santa Luzia. Ele tinha formação em nível superior e tem sido também chamado de dom Pacheco Ribeiro. Dele existe comprovação da ancestralidade na linha paterna, perfazendo três gerações portuguesas. Na linha materna, são conhecidas duas gerações portuguesas e uma brasileira.

Padre Dâmaso Pacheco Ribeiro encomenda a alma da inocente Verônica, na matriz de Santa Luzia.

Manuel Pacheco Ribeiro tinha um irmão chamado Dâmaso Pacheco Ribeiro, ambos nasceram em Santa Luzia. Quando Dâmaso habilitou-se ao sacerdócio, na igreja católica, foi realizada a investigação das suas origens, denominada “de genere et moribus”, entrando na berlinda também o irmão Manuel. O processo(5) está arquivado na Arquidiocese de Mariana (MG) e revela a naturalidade de ambos:

“… Dizem Damazo Pacheco Ribeiro e Manoel Pacheco Ribeiro, n.ais, baptizados na Capella de S.ta Luzia, filial da Freg.a de S. Antonio do Bom Retiro da Rossa Gr.de deste Bispado de Mariana…”

Ainda mais, indicava a morada e os nomes dos pais:

“Diz o P.e Damazo Pacheco Ribeiro proximam.te ordenado de Presbitero he natural e batizado na Freg.a de S. Ant.to Bom Retiro de Roca Gr.de e morador na mesma no Arraial de S. Luzia, f.o legitimo de Faustino Luiz Pacheco e Josefa Maria Ribeira…” 

E, também, a data de nascimento de Dâmaso, 23 de outubro de 1756:

“Julgo o habilitando Damazo Pacheco Ribeiro habilitado de vita et moribus com idade de 23 annos (?) […] completar em 23 de outubro deste presente ano […] (Lavrado em) 5 de Agosto de 1779 // (Assin.) Ignacio Correa de Sa (?)

Altar da Virgem da Soledade.

Escarafunchando a família, o mesmo processo comenta sobre o estado de saúde do pai dos investigados:

“… Certifico em como o Alferes Faustino Luiz Pacheco se acha molesto de cama no uso de remedios por causa de uma dor de cabeca e febre que principiou por uma dor de ouvido e se acha declarado em uma hemicrania (na metade do crânio) com sintomas graves que pode ameacar perigo de vida por se achar re(…?) aos remedios, e ser a queixa diuturna por causa de algumas complicacoes que tem para o referido (…?)rdo de que sendo (…?) de juizo debaixo do juramento da minha Arte. Arraial de Santa Luzia 25 de Abril de 1780 // Antonio Barbosa Rego Cirurgiao”

Registro de óbito de Bernardo, casado com Angélica Maria Ribeiro.

Do casal Manuel e Damiana, com segurança são conhecidos dois filhos, Faustino Luiz Pacheco Ribeiro e Angélica Maria Pacheco Ribeiro. Ainda muito jovem, com cerca de dezessete anos, Angélica conheceu o já bem vivido Bernardo de Souza Vianna, então com 24 ou 25 anos de idade e que já tinha um filho, chamado Antônio de Souza Vianna, fruto de união(6) com Teresa Moreira. Após breve namoro, Bernardo e Angélica chegaram ao casamento, no qual tiveram comprovadamente dois filhos, Bernardo (o moço, ou Bernardino) e José, ambos assinavam Souza Vianna. É possível que tenha existido também uma filha, chamada Ritta(7), falecida aos 57 anos, solteira, tal como consta no registro de óbito. Foi sepultada dentro da matriz de Santa Luzia.

Árvore genealógica de Angélica Maria Ribeiro.

Os filhos de Bernardo − Antônio, Bernardino e José −, iniciaram a grande descendência dos Souzas Viannas. O primeiro, Antônio, casou-se com Josefa Fernandes de Azevedo, natural de Matozinhos (MG). Antônio e Josefa tiveram nove filhos, seis homens e três mulheres, todos nascidos no Sumidouro(8). Quando se tornaram adultos, foram para Curvelo (MG) e região, lá constituindo novos ramos familiares. José, filho de Angélica com Bernardo, casou-se com Maria Cândida da Assunção e tiveram quinze filhos. O segundo, Bernardino, casado com Maria Madalena do Nascimento, ao que se sabe, gerou apenas um filho. A maioria dos descendentes, no início, viveram em localidades que hoje compreendem as cidades de Santa Luzia, Vespasiano, Lagoa Santa, Matozinhos e Pedro Leopoldo.

Na Soledade, uma das pinturas da Virgem com o menino Jesus.

Em meados do século XX, fazendo um relato sobre origens familiares, a luziense Maria da Glória Teixeira da Costa(9), aos 74 anos de idade, assim falou:

“Em 1700, uma bugre […] batizada na […] Nossa Senhora da Soledade, […] teve o nome de Isabel […], casou-se com um português que chamava-se João Velouzo. Tiveram muitos filhos que formaram família em Sabará. Eu sei que a de quem descendemos chamava-se Mariana, casada com o português Luiz de Abreu, continuaram como fazendeiros na Solidade (sic), esta fazenda ainda existe.”

Seu irmão, genealogista Francisco Teixeira da Costa, endossou aquelas palavras e acrescentou que o fundador da fazenda da Soledade foi esse João Veloso, portanto é muito provável que tenha sido o edificador da famosa capela.

Teto da sacristia da Soledade.

Evidenciando a importância do lugar, continuou Maria da Glória:

“Vieram também para o Brasil dois portugueses que eram primos, João Ribeiro da Fonseca e Antonio da Fonseca Ferreira(10)[…] Antonio seguiu para Sabará e casou-se na  fazenda da Soledade com Josepha de Abreu e teve de dote a fazenda da Carreira Comprida […] Josepha […]Antonio […], dos quais descendemos, tiveram alguns filhos…”

Em vermelho, caminho da Soledade. Em laranja, divisa Sabará / Santa Luzia. (de mapa de 1939 – APM)

SALVA POR MILAGRE

Nossa Senhora da Soledade é a Mater Dolorosa, também conhecida como Nossa Senhora das Dores, da Piedade, das Lágrimas e ainda outras denominações. Sobre a capela escreveu o historiador Affonso Ávila(11):

“… Representa uma das mais singulares construções religiosas dos primórdios de Minas Gerais. Sua linhas rústicas, de acabamento pobre e tosco, pouco se assemelham à arquitetura ainda que a mais despojada e primitiva de outras capelas remanescentes do início do Ciclo do Ouro. À exceção do corpo saliente da nave, a planta parece repetir antes o partido improvisado e singelo de um tipo humilde de casa rural ou de arrabalde ainda hoje comum no interior do Estado, não lhe faltando sequer dependências de uso doméstico, a exemplo de aposentos e cozinha. Supõe-se por isso que, além da destinação religiosa, tenha servido também, em tempos recuados, como abrigo ou ao pouso de tropeiros. A hipótese não é de todo improvável, pois foi a capela plantada, em lugar elevado, à margem da tortuosa e velha estrada entre Sabará e a atual cidade de Santa Luzia, no trajeto, portanto, de um dos chamados ‘caminho dos currais’ que ligavam os primeiros núcleos de mineração, como a antiga Vila Real, às pioneiras fazendas de gado do sertão de Sete Lagoas e Curvelo.

Vale no entorno da Soledade.

A mais remota referência localizada sobre a capela da Soledade é o registro do batizado ali realizado a 28 de dezembro de 1727, do menino Luís, filho de João Queiroz, […]  Se são desconhecidos ou mesmo inexistentes fontes relativas a essa capela anteriores àquele ano, as notícias posteriores são mais frequentes, indicando ali uma atividade religiosa regular. […]  Entrando o século XIX, a capela continuaria a ter ativa função, preocupando-se as autoridades eclesiásticas sabarenses com sua conservação […] Em 1946, encontrando-se […] em lamentável […] estado de conservação, determinou o atual IPHAN(12) […] que se fizesse obras necessárias…”

Padre Manuel batiza na Soledade.

Quanto ao uso das referidas dependências, pode-se aventar outra hipótese. Por situar-se distante tanto de Sabará, quanto de Santa Luzia, servia para a recepção confortável aos fieis. A edificação era utilizada também como moradia para o capelão e tal fato está anotado em um documento(13), que aponta o padre Manuel Nunes Netto ali instalado, no ano de 1741. Um registro de batismo(14), do ano anterior − 1740 −, documenta o exercício da atividade:

“Aos dezasseis dias de […] de mil setecentos e q(uarenta) […] Senhora da Soledade, de minha licença o Pe. Manoel […] (san)tos oleos a Anna, filha legitima de João Gonçalo […] Jesus. Forão padrinhos o mestre de campo […] e fiz este assento. // O coadjutor Romeu Vaz Ferreira de Carvalho.”

Padre Manuel, morador na Soledade.

A anotação (acima) sobre o residente, diz:

“Aos vinte dias do mês de junho de mil setecentos e quarenta e um anos, nesta Villa Real de Nossa Senhora da Conceição do Sabará […] o Padre Manoel Nunes Netto, natural da Freguesia de São Mamede de Negrellos […] morador e capelam na capela de Nossa Senhora da Soledade…”

Na Soledade: batismo de José. Na matriz: batismo de Eduvirges, filha de escrava da fazenda Soledade.

QUERIDA CAPELA

Outro homem importante de Sabará, José Gonçalves de Abreu, tinha especial carinho pela Soledade. No dia 11.12.1777, ali batizou(15) seu filho Anastácio José, como está registrado:

“Em onze de Dezembro de mil setecentos e setenta e sete na Capela de Nossa Senhora da Solidade, […] o Reverendo Joao Faustino de Oliveira Fontoura […] baptizou, e poz os Sanctos oleos a Anastacio innocente, filho legitimo do Tenente Coronel Joze Goncalves de Abreo, e de sua mulher Dona Anna Maria da Conceicao […] nasceo em vinte e trez de Novembro do ditto anno…” 

O menino cresceu e apareceu. Na idade adulta ganhou proeminência como político, militar e homem muito ativo na comarca de Sabará. Deixou muitos descendentes. Tornou-se conhecido como capitão Anastácio e sua história será revelada em futuro Post.       

Soledade ao luar.

PERTINHO DO CÉU  

Muito mais do que está neste breve relato aconteceu sob a proteção da Virgem da Soledade e a história da sua capela não pode morrer. Quem for visitá-la, poderá ver a delicadeza e a simplicidade da construção, onde transformaram menos em mais, daí surgindo o seu encanto. Fica no alto da montanha, a 1.101 metros de altitude. O cenário é deslumbrante, avistando-se Belo Horizonte, Santa Luzia, o pico da serra da Piedade e algumas povoações mais ao longe. É um recanto de paz e tranquilidade, perfeito para a meditação, para orar e – porque não? – pagar uma promessa, como fez a família de Angélica.

Por Eduardo de Paula

Colaboração de Berta Vianna Palhares Bigarella e Vânia Lúcia de Oliveira.

• Clique com o botão direito e leia mais: “Dois Anastácios”.

Nasceu Eufrásia(16),

irmã de Joaquina do Pompéu.

Registro pelo vigário Domingos José Coelho Sampayo, em Mariana (MG):

“Aos quatro de janeiro de mil sette centos e quarenta e nove, na Santa Sé desta Cidade, puz os santos oleos e baptizei sub conditione a Eufrazia inocente, que tinha nascido em vinte e seis de Dezembro do anno passado, e por se deter no parto a baptizou seu pae na ponta da cabeça, temendo que sahisse morta, filha legitima do Doutor Jorge de Abreu Castello Branco, natural de Vizeu, e de sua mulher Dona Jacinta Thereza da Silva, natural da Ilha do Fayal (lugar do morgadio de Damiana), onde nasceu por ocasião de virem de Portugal seus pais: neta pela parte paterna de José Rabello Castello Branco e de sua mulher Isabel Maria Guedes Pinto (irmã de Damiana), ambos moradores e naturais da cidade de Viseu; e pela materna de Gaspar José da Silva, natural da Villa de Sarnacelhe, Bispado de Lamego, e de sua mulher Dona Bernarda Maria da Conceição, natural da Villa de Mertola, Arcebispado de Evora; forão padrinhos o Doutor Francisco Angelo Leitão, Juiz de Fóra desta cidade e Dona Maria Clara Sobral, mulher do Capitão Domingos Fernandes de Oliveira, meus freguezes e vezinhos, de que fiz este assento que assignei.”

Fonte: RIBEIRO, Coriolano Pinto & GUIMARÃES, Jacinto − “Dona Joaquina do Pompéu”, Imprensa Oficial (MG), 1956, p. 49.

— NOTA: Nos textos produzidos pelo autor do Post − apenas neles − foi atualizada, na medida do possível, a grafia dos nomes. Nos caso de sobrenomes de mulheres, que às vezes se flexionam para o feminino, foi unificada na forma masculina. Ex.: Ribeira / Ribeiro. Mesmo entre os vários documentos apresentados ocorrem divergências de grafia.

(1) VIANNA, Hélio − “Digesto Econômico” (Associação Comercial de São Paulo), novembro, 1970, em “O mais antigo empresário brasileiro“, p.68 e 69. —  Na página 69, refere-se a Ary Florenzano que, na “Revista Genealógica Brasileira”, de São Paulo, nº 1, p. 132, primeiro semestre, 1940, já falava em “três ilhoas de Minas […] Ilha do Faial”. — Publicou a mesma versão no “Anuário Genealógico Brasileiro”, nº ?, p. 77, ao traçar a descendência de Francisco de Paula Fonseca Vianna (Visconde do Rio das Velhas), neto de Angélica & Bernardo de Souza Vianna. 

A versão de Hélio Vianna: “…Bernardo […] casou-se com Angélica Maria Ribeiro, filha do Licenciado (formado em nível superior) Manuel Pacheco Ribeiro e de […] Damiana Josefina Margarida de São José, natural e Morgada da Ilha do Faial, no Arquipélago dos Açores. Morgadio este que, com sua transferência para o Brasil, passou à parenta que seria primeira Condessa, Marquesa e Duquesa de Palmela […] d. Damiana Josefina veio para as Minas Gerais […] com as irmãs Justina, Quitéria (de que descendem os Moreira da Silva, de Pedro Leopoldo, Matozinhos e Santa Quitéria) e Isabel. Esta ligada à família da célebre matriarca d. Joaquina do Pompéu (D. Joaquina Bernarda da Silva Abreu Castelo Branco (*1752 +1824), casada com o capitão Inácio de Oliveira Campos.”

(2) A genealogia de Joaquina do Pompéu foi investigada por Coriolano Pinto Ribeiro e Jacinto Guimarães, autores de “Dona Joaquina do Pompéu”, Imprensa Oficial (MG), 1956.  Em 2003, Deusdedit P. Ribeiro de Campos, publicou um trabalho mais amplo, em “Dona Joaquina do Pompéu, sua história e sua gente”, edição do autor. Na página 81, no embasamento da sua investigação, refere-se aos ancestrais da família Abreu Castelo Branco, dizendo: “Sua origem remonta a Bernardo, de Viana do Castelo, que se casou com Ana Angélica, filha de Dom Pacheco Ribeiro […] que viera com sua mulher, a morgada Damiana Josefina Margarida de São José, ilhoa da Ilha de Faial. Dona Damiana tinha mais duas irmãs, Isabel e Quitéria, que, segundo consta, casaram-se e residiram em Viseu, Portugal. A família Abreu Castelo Branco é […] originária de Portugal. Isabel Maria Guedes casou-se com José Rebello Castellbranco.” // Nesse texto, cabem algumas correções. Não há certeza de que Bernardo seja natural de Viana do Castelo (Portugal), mas tudo indica que seus pais são desta cidade. Seu nome completo é Bernardo de Souza Vianna. Sua segunda mulher é, com certeza, Angélica Maria, mas não há documentos que comprovem o prenome Ana. O pai dela, a quem também chamam de d. Pacheco Ribeiro, é Manuel Pacheco Ribeiro. — Vide os Posts “Viana, a terra, o nome” – maio, 2010, “A família de Bernardo” – maio, 2011, e “Viannas e o Castello” – maio, 2011.

(3) Morgadio ou morgado é uma forma de linhagem familiar. No morgadio os domínios senhoriais eram inalienáveis, indivisíveis e impartilháveis por morte do(a) titular, transmitindo-se nas mesmas condições, primeiramente, ao descendente varão primogênito. O objetivo era a perpetuação do poder econômico familiar. Incluía vínculos de terras, rendas e outros utensílios, frutos de uma determinada profissão. Em Portugal, os morgadios foram extintos por d. Luís I, em 19.05.1863.

(4) GAMA, Eugênia Francisca Xavier Telles da − Duquesa de Palmela (*04.01.1798, Lisboa), filha da marquesa de Niza e Cascais, condessa da Vidigueira e de Unhão, d. Eugênia Xavier Telles da Gama e de Domingos de Lima, da casa dos marqueses de Ponte de Lima (no distrito de Viana do Castelo). Corria em suas veias o sangue mais ilustre de Portugal, o mesmo de Vasco da Gama e de João das Regras, o primeiro navegador português. / Fora prometida em casamento com o conde de Assumar, filho do marquês de Alorna, que morreu prematuramente. Frustrada a programada união, então casou-se, aos doze anos de idade, com d. Pedro de Souza Holstein, que veio a se tornar conde, marquês, depois duque de Palmela. (segundo J. B. de Almeida Garret, em “Memoria historica da excellentissima duqueza de Palmella”, Imprensa Nacional, Lisboa, 1848, p. 5 e 6).

(5) DINIZ, Roberto Belisário – Pesquisa na Arquidiocese de Mariana (MG): vide, ao final do Post, a transcrição do processo “de genere et moribus”

(6) Vide os Posts “Viannas e o Castello” e “A família de Bernardo”.

(7) VIANNA, Ritta de Souza – Arquivo da Cúria Metropolitana de Belo Horizonte – Óbitos em Santa Luzia, 1825/1873, fl. 144 verso: “Aos vinte e seis de Abril de mil oitocentos e cinco sepultou-se dentro desta Matris de Santa Luzia, Ritta de Souza Vianna, de idade de 57 annos; solteira, a qual faleceo com os Sacramentos da Penitencia e Extrema Unção e foi encomendada Parochialmente, do que se fes este assento, que assinei. / O Vigário José Joaquim Teixeira.” // Vide o Post “A família de Bernardo” – maio, 2011

(8) Sumidouro − Arraial fundado pelo bandeirante Fernão Dias, em 1675. Hoje pertence ao município de Pedro Leopoldo.

(9) COSTA, Maria da Glória Teixeira – Falecida, filha de Maria Cândida Teixeira Vianna e do senador Manuel Teixeira da Costa, neta do comendador Manuel Teixeira da Costa. 

(10) FERREIRA, Antonio da Fonseca − Português, da ilha da Madeira, casado com Josefa de Abreu Veloso, proprietários da fazenda da Carreira Comprida (Santa Luzia). Pais de: Maria Cândida da Assunção, Antônio, Manuel, Joaquim, Joaquina (todos com sobrenome Fonseca Ferreira). / Informação de Maria da Glória Teixeira da Costa.

(11) ÁVILA, Affonso − Revista “Barroco”, Editora UFMG, 1976, nº 8, p. 52 a 54.

(12) IPHAN − Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

(13) Torre do Tombo /Lisboa − Tribunal do Santo Ofício, Inquisição de Lisboa, proc. 252, p. 13.

(14) Arquivo da Cúria Metropolitana de Belo Horizonte − Batismos em Sabará, 1726/1740, p. 186.

(15) Pesquisa de Jorge da Cunha Pereira − Arquivo Eclesiástico de Mariana − Processo Matrimonial de Anastácio José Gonçalves de Abreu e Francisca Marciana de Assis e Castro, nº 74.796, arm. 31, pasta 7.480; inclui extrato da certidão de batismo de Anastácio José, retirada do livro 6, fl. 45v.

(16) CASTELO BRANCO, Eufrásia Leonor Guedes da Silva Sobral Abreu (primogênita). Demais irmãos: Ana, José, Agostinho, Joaquina (do Pompéu), Francisco Jorge, Floriana, Domiciano e Germano.

____________________

“De genere et moribus” de Damazo Pacheco Ribeiro (Arquivo Eclesiástico de Mariana)

Livro 8, fl. 25: “Thereza filha de Joao Duarte e de sua mulher Maria de Jesus nasceu aos dezoito de setembro de mil setecentos e coatorze foi bautizada solemnemente aos coatorze de outubro da dita era. Forao padrinhos: Joachim da Silva Salgado e Joana Leite mulher de Francisco Duarte. Em verdade fiz este assento, dia, era est supra. O Padre Antonio Fernandes”

Livro de assentos de casamentos da Freguesia de Roça Grande, livro 2, fl. 19 (ou 14): “Aos vinte tres do mes de novembro de mil setecentos e trinta hum na Capela de Nossa Senhora dos Humildes desta Freguesia de Santo Antonio do Bom Retiro de Rossa Grande com Provisao do Muito Reverendo Doutor Vigario da Vara desta Comarca feitas as três admoestacoes na forma do Sagrado Concilio Tridentino e Constituicao deste Bispado em minha presenca e das testemunhas abaixo declaradas e assignadas se receberao in facie Ecclesiae Manuel Rodrigues (!Ribeiro?) Guimaraens, natural e batizado na Freguesia de Santa Maria do Souto do Arcebispado de Braga filho legitimo de Antonio Francisco e de Antonia Antunes, com Thereza Teles Fayao, natural e batizada nesta Freguesia de Santo Antonio do Bom Retiro da Rossa Grande, filha legitima do Alferes Joao Duarte do Vale e de Maria de Jesus da Encarnação. Forao testemunhas presentes o Padre Manoel Dias Pacheco e o Padre Domingos Moreira morador em Santa Luzia desta Freguesia / O Vig.o Manoel Pereira Godim”  

Livro 3, fl. 104: “Aos coatorze dias de Janeiro do ano de mil setecentos e trinta e tres bautizei e pus os Santos Oleos a Josefa filha legitima de Manoel Ribeiro Guimaraens e de sua mulher Thereza Teles Fayao. Forao padrinhos Jose Ferreyra do Vale moradores em Santa Luzia desta Freguesia de Santo Antonio do Bom Retiro de Rossa Grande / O Coadjutor Gregorio Ferreira Barbosa”

Livro de assentos de casamentos da Freguesia de Roça Grande, livro 2, fl. 69v: “Aos vinte um de junho de mil setecentos e coarenta e cinco nesta Igreja e Matriz de Santa Luzia da Rossa Grande, feitas as tres canonicas admoestacoes na forma do Sagrado Concilio Tridentino e Constituicao deste Bispado sem impedimento algum, e com Provisao do Reverendo Doutor Amaro Gomes de Oliveira Vigario da Vara desta Comarca de Sabará, na minha presenca e das testemunhas abaixo declaradas e assignadas, as tres horas da tarde se receberao in facie Ecclesiae no fim do Ritual Romano Faustino Luiz Pacheco filho legitimo de Domingos Martins Pacheco e de Francisca Pinheira , natural e batizado na Freguesia de Nossa Senhora dos Anjos, Bispado de Lamego, e morador neste arraial de Santa Luzia, e Josefa Maria, filha legitima de Manoel Ribeiro Guimaraens e de Thereza Telles ja defuntos, naturais, moradores e batizados nesta Freguesia de Rossa Grande, Bispado do Rio de Janeiro, affim aos Santos Evangelhos que sabiao a Doutrina (?). Forao testemunhas Manoel dos Santos Pinto e o Sargento-Mor Jose Pereira do Vale, todos moradorees nesta Freguesia / O Vigario Antonio de Figueiredo” – – – – “E nao se continha mais em os ditos assentos que bem e fielmente transladei dos proprios a que me reporto e que juro aos Santos Evangelhos. Rossa Grande, treze de novembro de mil setecentos e setenta e sete. O Coadjutor Joachim Jose Ferreyra de Aguiar” – – […] – – “Jose Maria da Fonseca escrivao do juiz eclesiastico da Vila de Sabará e Sua Comarca (?) Certifico que em meu poder e cartorio se axam huns autos por que se habilitaram para receber o Sacramento do Matrimonio Faustino Luiz Pacheco e Josefa Maria Ribeira Teles e nele as folhas dezoito se ve a certidao de o teor seguinte = Eu o Padre Faustino Correia de Proensa natural e morador neste lugar de Freixada do Turrao Bispado de Lamego e termo da Vila do Castelo Rodrigo declaro e digo que he verdade que sendo eu Cura atual deste dito lugar batizei em casa por necessidade e perigo de vida a Faustino filho legitimo de Domingos Martins Pacheco e de sua mulher Francisca Pinheira. Moradores deste mesmo lugar e dali a poucos dias por se axar milhor o dito Faustino lhe pus os Santos Oleos solemnemente e isto foi feito em o mes de Novembro do ano de mil setecentos e cuatorze de que tudo estou muito bem lembrado e por senam axo asento do seu batismo no livro dos batizados o que socedeu por natural esquecimento e descuido inculpavel fasso esta declaracao […]

Livro 5, fl. 193v: “Aos vinte tres dias do mes de Dezembro de mil setecentos e cincoenta e seis annos na Pia batismal da Capela de Santa Luzia filial desta Parochial Igreja de Santo Antonio do Bom Retiro da Rossa Grande de licenca minha o Padre Francisco Ribeiro bautizou e pos os Santos Oleos a Damazo innocente filho legitimo de Faustino Luiz Pacheco e de Josefa Maria Ribeira moradores nesta Freguesia. Netto pela parte paterna de Domingos Martins Pacheco natural e bautizado no lugar de Vilar Tropim termo de Vila de Castelo Rodrigo do Bispado de Lamego e de Francisca Pinheira sua mulher natural e bautizada no lugar de Manegoto termo da Vila do Pinhal do Bispado de Vizeu. E netto pela materna de Manoel Ribeiro Guimaraens natural e bautizado na Freguesia de Santa Maria do Soto, Arcebispado de Braga e de sua mulher Thereza Telles de Jesus natural e bautizada nesta mesma Freguesia de Rossa Grande, sendo entam do Bispado do Rio de Janeiro. Forao padrinhos o Mestre de Campo Jacinto Vieira da Costa desta dita Freguesia e Perpetua Maria de Vasconcelos mulher de Antonio Pinto da Mota da Freguesia de Sabará, de que fiz este assento que por verdade assignei. / O Vigario Encomendado Antonio de Araujo Carvalho”

Livro 8, fl. 25: “Thereza filha de Joao Duarte e de sua mulher Maria de Jesus nasceu aos dezoito de setembro de mil setecentos e coatorze foi bautizada solemnemente aos coatorze de outubro da dita era. Forao padrinhos: Joachim da Silva Salgado e Joana Leite mulher de Francisco Duarte. Em verdade fiz este assento, dia, era est supra. / O Padre Antonio Fernandes”

Fl. 1: “Genere Damazo Pacheco Ribeiro e Manoel Pacheco Ribeiro – 1776 ” — “Fl. 2: “Dizem Damazo Pacheco Ribeiro e Manoel Pacheco Ribeiro, n.ais, baptizados na Capella de S.ta Luzia, filial da Freg.a de S. Antonio do Bom Retiro da Rossa Gr.de deste Bispado de Mariana, filhos legitimos de Faus.to Luiz Pacheco, n.al e baptizado na Freg. da N. Sen.a dos Anjos do lugar da Freyxeda do Turrao, termo da Villa de Castello Rodrigo, do Bispado do Pinhal, e da sua mulher Josefa Maria Ribeyra, n.al e baptizada na m.ma Cap (capela?), Freguesia e Bispado delles supra. Nettos p.a p.te paterna de Dom.os Alvz’ Pacheco n.al e baptizado no lugar de Vilar Tropim do termo de Villa do Castello Rodrigo, Bispado de Pinhal, e de sua m.er Francisca Pinheira, n.al e batizada no lugar de Manigoto, termo e bispado da m.ma cidade de Pinhal. E pela materna netos de Manoel Rybr.o Guimaraens n.al, baptizado na Freguesia de S.ta Maria de Souto, termo da Villa de Guimaraens, Arcebispado de Braga, e de sua m.er Thereza Telles de Jesus, n.al e batizada na mes.ma Capella, Igreja e Bispado delles sup.es q. p.a melhor servirem a Deos N. S. querem professar o (?)itado eclesiastico, p.a o q.” […] – – – Logo depois dos testemunhos: “Doutor Manoel Luiz Ribeiro, vigario geral e (?) nesta cidade e bispado de Pinhal” […]

Habilitacões de genere – Damazo Pacheco Ribeiro – código 03-0421, ano: 1779, Santa Luzia / Roça Grande: “Diz o Padre Damazo Pacheco Ribeiro, batizado na Capela de Santa Luzia, filial da Roca Grande, que ele” […] – – – – Folha 6: “Testemunha: Capitao Antonio de Freitas Caldas, Casado, Natural e batizado na Freguesia de Sao Joao das Caldas (?), termo de Guimaraens, Arcebispado de Braga. Idade 53 anos pouco mais ou menos” – – – – (Damazo) “filho legitimo de Faustino Luiz Pacheco e de Josefa Maria” […] / Padre Antonio Izidoro da Silva Diniz (Testemunha:) Diogo Martins (?) Pereira” – – – – Segue, em página muito apagada: “Aos trinta e dous […] julho de mil setecentos…”, assinada por Damazo Pacheco Ribeiro, fl. 114” – – – Três páginas adiante, fl. 15 v: “Julgo o habilitando Damazo Pacheco Ribeiro habilitado de vita et moribus com idade de 23 annos (?) completar em 23 de outubro deste presente ano […] 5 de Agosto de 1779 (Assinado:) Ignacio Correa de Sa(?)” – – – – Fl. 18: “Diz o P.e Damazo Pacheco Ribeiro proximam.te ordenado de Presbitero e natural e batizado na Freg.a de S. Ant.to Bom Retiro de Roca Gr.de e morador na msma no Arraial de S. Luzia, f.o legitimo de Faustino Luiz Pacheco e Josefa Maria Ribeira […]” – – – – Fl. 19: “Aprovado como tambem em medicina – Certifico em como o Alferes Faustino Luiz Pacheco se acha molesto de cama no uso de remedios por causa de uma dor de cabeca e febre que principiou por uma dor de ouvido e se acha declarado em uma hemicrania (?) enxaqueca com sintomas graves que pode ameacar perigo de vida por se achar re(?) aos remedios, e ser a queixa diuturna por causa de algumas complicacoes que tem para o referido (?)rdo de que sendo(?) de juizo debaixo do juramento da minha Arte. Arraial de Santa Luzia 25 de Abril de 1780. / Antonio Barbosa Rego Cirurgiao”

Anúncios

13 Comentários »

  1. Gostei muito da descrição histórica do lugar.
    Trabalho com o censo de 1831 do Arraial de Soledade, que contava com 294 pessoas, divididas em 98 domicílios (fogos).
    As fotos também são maravilhosas.
    Muito bom.

    Comentário por Mario Rodarte — 03/03/2011 @ 1:05 pm | Responder

    • Mario: Obrigado pelo estímulo. Você sabe como é interessante a história antiga de Minas Gerais.
      Com os cumprimentos do
      Eduardo de Paula

      Comentário por sumidoiro — 04/03/2011 @ 9:24 am | Responder

  2. Tenho alguns documentos históricos da região da Comarca do Rio das Velhas. Tenho um processo judicial do Capitão-mor José de Araújo da Cunha Alvarenga, tio do Marquês de Sapucaí que posso mandar uma cópia se for de interesse. Sou descendente de Joaquim Antonio da Costa Araújo cujo registro da escrava consta do seu blog e tenho um documento dele de troca de uma escrava. Geraldo Costa

    Comentário por Geraldo Costa — 02/04/2011 @ 12:09 pm | Responder

    • Prezado Geraldo:
      Muito obrigado pelo seu interesse. Quero muito os documentos. Entrarei em contato com você.
      Com os cumprimentos do Eduardo de Paula.

      Comentário por sumidoiro — 02/04/2011 @ 7:26 pm | Responder

    • Boa tarde, o Geraldo Costa disse que tem um processo judicial do Capitão-mor José de Araújo da Cunha Alvarenga, voce consegui com ele? Caso tenha o tenha favar encaminhar por e-mail. Muito obrigado.

      Comentário por Wander — 03/03/2013 @ 3:17 pm | Responder

  3. Eduardo,
    muito interessante!
    Parabéns,
    Maria Marilda.

    Comentário por Maria Marilda Pinto correa — 01/06/2012 @ 9:05 am | Responder

    • Marilda:
      Muito obrigado. Quero continuar com meus Posts.
      Um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 01/06/2012 @ 11:01 am | Responder

  4. Lindo trabalho! Você nos faz conhecer lugares encantadores, como a linda e original capela da Soledade. É um incentivo a restauradores e arquitetos, na salvaguarda de tantas outras da região e que são nosso patrimônio histórico. Abrindo as portas do passado, você releva coisas super interessantes para as famílias mineiras citadas no seu esmerado trabalho.
    Gostei muito.
    Maria Rosa.

    Comentário por Maria Rosa Claussen Lagrange — 02/06/2012 @ 8:23 pm | Responder

    • Maria Rosa:
      Realmente, a capela da Soledade é um encanto. É preciso que mantenham-na bem cuidada, pois é importante relíquia do passado. Também é preciso valorizar as famílias. Se toda a natureza é composta de famílias, por quê alguns humanos têm ignorado até as suas próprias?
      Muito obrigado e um abraço do
      Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 03/06/2012 @ 11:16 am | Responder

  5. Eu queria saber mais sobre a família São José… Eu tenho o sobrenome São José em meu nome, herdei de meu avô Materno. Ele também era fazendeiro e seus descendentes vieram de Minas Gerais e do sul. Meu saudoso avô nasceu em 1915. E seu nome José Juvêncio Felizardo de São José. E do pai dele meu bisavô era Jeronimo Amâncio de são José. Como diz no site que D. Damiana Josefina Margarida de São José, Justina, Quitéria e Isabel, foram quem trouxe o Sobrenome São José para o Brasil e Minas Gerais. Será que eu poderia ser descendentes dessas Senhoras? Quem é Hélio Viana? Agradeço seu site é muito bom.

    Comentário por well — 17/08/2012 @ 2:41 am | Responder

    • Wellson: Vou responder as perguntas pelo seu endereço de email.
      Muito obrigado pelo elogio.
      Um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 17/08/2012 @ 9:29 pm | Responder

  6. Parabéns pelo trabalho. Na minha genealogia, por volta de 1780, saíram de Santa Luzia minha pentavó Margarida de Assumpção, casada com Paulino e foram para Morro da Garça. E ainda temos vários sobrenomes São José na família, talvez originárias de Portugal.

    Comentário por uilson albino — 18/09/2013 @ 1:00 pm | Responder

    • Uilson:
      Meus avós e minha mãe viveram no Morro da Garça. Todas essas histórias são muito interessantes.
      Muito obrigado e um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 18/09/2013 @ 3:04 pm | Responder


RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Blog no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: