Sumidoiro's Blog

08/07/2011

O CAPITÃO E SUA FAMÍLIA

Filed under: Uncategorized — sumidoiro @ 7:04 am

♦ Uma genealogia

Conhecida família, com raízes em Curvelo (MG), teve início com Evaristo Antônio que, ao ser batizado, ganhou o patronímico Paula. O prenome veio do personagem da Grécia antiga, o Antônio igual ao pai. O Paula foi invenção, inspirada em santo da igreja; se explica, o progenitor era Antônio Dias Ferreira, um religioso. Formando o tronco familiar, o patriarca Evaristo Antônio de Paula e sua mulher Ritta Cassimira Pereira da Silva geraram treze filhos, dois falecidos ainda pequeninos.

Os irmãos Carolina, Evaristo e Tertuliano.

Substanciais informações sobre as origens foram obtidas no testamento do pai de Evaristo, que faleceu quando era vigário em Curvelo. A mãe se chamava Euphrosina Maria Alves da Fonseca. Deixaram, além de Evaristo, outro filho, que recebeu o pré-nome Tertuliano, acrescido do Ferreira do pai e mais um Pena, obra talvez da pura imaginação. Foi batizado como Tertuliano Ferreira Pena. Nasceu também uma menina, a mais velha dos três, que recebeu o nome de Carolina Maria da Circuncisão. Ela não é citada no testamento, tornando mais tênue a afirmativa da paternidade, embora não haja dúvida de que todos tinham o sangue de Euphrosina.

O historiador Antônio Gabriel Diniz, escrivão e oficial de registro de imóveis, em Curvelo, fez a seguinte anotação em uma ficha dos seus arquivos: “numa verba de seu testamento, o major Modesto José de Souza(1) deixou aos três irmãos Evaristo, Tertuliano e Carolina, filhos de minha comadre Flausina [Euphrosina], o valor em quantia de 50$000 a cada um. O fato do major Modesto, então sargento-mor, ter participado como segundo testamenteiro, aumenta a credibilidade dessas informações.

Apesar do pai ter sido reticente sobre o assunto, sempre se soube que os irmãos eram filhos do religioso. Dele receberam apoio financeiro e educação, além dos estímulos para cultivarem os bons hábitos de caráter. Pouco é conhecido sobre Euphrosina, mas não há como negar o empenho materno na boa criação dos filhos, desde que o vigário não podia assumir abertamente a paternidade. Foi assim que se tornaram cidadãos respeitados e admirados. Carolina, particularmente, tornou-se pessoa de muitas virtudes e bem-querida em toda Curvelo.

Trecho de cópia do testamento de Antônio Dias Ferreira.

A controvertida imposição do celibato nunca funcionou e o padre Antônio, com alguma sutileza, manifestou em seu testamento que não se submetia à continência. Em cópia do documento, autenticada por Antônio Gabriel Diniz, escrivão, em 23 de Janeiro de 1954, consta o seguinte:

“Em nome da Santissima Trindade, Padre, Filho e Espirito Santo em quem eu, Padre Antônio Dias Ferreira, firmemente creio, em cuja fé protesto viver e morrer como bom e fiel Catolico, estando em meu Juizo, senhor de mim e de todas as minhas potências e faculdades mentais, vou fazer este meu testamento. […] Sou cidadão Brasileiro, natural da Vila de Pitangui e filho legitimo de Antonio Dias Ferreira e de Dona Maria Esteves Rodrigues. Sou Paroco Encomendado(2) desta Freguesia de Santo Antonio de Curvelo, onde resido, na qual acontecendo falecer, o meu testamenteiro ordenará meu funeral sem pompa, assistido pelo meu Reverendo Coadjutor, que tão bem será encarregado de celebrar por minha alma três missas Paroquiais. […] Deixo forra a minha escrava Laura, parda, de idade cinco anos e dez meses, filha de uma crioula de nome Renovata, que vendi ao Senhor Candido de Souza Vianna(3)[…] A crioula Maria, que rematei em praça, servirá à dita Laura, dez anos, em cujo termo se lhe passará carta de liberdade e ao dentro deste prazo, a dita crioula tiver filhos, tão bem gozarão da liberdade – Rogo, ao Senhor Candido de Souza Vianna e a Senhora Dona Antônia, mestra de meninas, queiram no momento do meu falecimento, fazer a esmola de puxar as duas inocentes Laura e Maria para debaixo de suas honrosas sombras e patrocínio. Não tenho certeza ter tido filhos, tanto no estado secular, como depois de ter recebido a Unção Sacerdotal.”

Assinatura do padre Antônio em ata lavrada no Tabuleiro Grande, 13.11.1842. 

Prossegue no testamento:

“…que o remanescente dos meus bens seja divido em dois quinhões, dos quais será a Laura herdeira de um […] e do outro será herdeira a Senhora Frauzina [Euphrosina] Maria da Fonseca(4), moradora no Curato do Taboleiro Grande(5), mãe do Senhor Evaristo Antônio de Paula e Senhor Tertuliano Ferreira Pena, com quem ela distribuirá igualmente o referido quinhão. – Declaro que o Senhor Evaristo Antônio de Paula já está indenizado do trabalho que teve com uma pequena criação de gado que tive no Bagre(6). […] Rogo ao Senhor Candido de Souza Vianna queira ser meu primeiro testamenteiro, em segundo lugar ao Senhor Sargento Mor Modesto José de Souza, em terceiro lugar, ao Senhor Coronel Jerônimo Martins do Rego […] Vila de Curvelo, vinte de Abril de mil oitocentos e cinquenta e cinco // Padre Antônio Dias Ferreira

As mulheres sempre foram muito sagazes e Euphrosina, por sua conta e risco, incorporou ao sobrenome o Dias do padre, que usava com muita satisfação. Na certidão de óbito do seu filho Evaristo consta desta forma: Euphrosina Dias da Fonseca.

Registro de óbito de Evaristo, filho de Euphrosina Dias.

Detalhe importante sobre a citada escrava do padre, foi revelado por um neto(7) de Evaristo, quando escreveu:

“… Laura morava em companhia do capitão Evaristo como uma pessoa da família. Tinha o apelido de Aia. Teve uma filha, cujo pai ignoro, chamada Raimunda.”

O testamento foi aberto dezenove dias após a lavratura, o que significa ter o padre Antônio pressentido sua morte:

“… Abertura – Certifico que, por não estar na terra o Ilustríssimo Senhor Doutor Juiz Municipal, para se dar cumprimento, em presença do Senhor Delegado de Policia, cumprindo as disposições funerárias, abri este testamento […] Vila de Curvelo, nove de maio de mil oitocentos e cinquenta e cinco. O coadjutor Fernando Augusto de Figueiredo // Felicíssimo de Souza Vianna.”

AS RAÍZES

Em 1839, o religioso esteve na Fazenda Bom Despacho(8), situada entre Sete Lagoas e Tabuleiro Grande, onde se desenvolveu a atual cidade de Fortuna de Minas(9). A região pertenceu a Santa Quitéria. Naquela fazenda, o padre Antônio Dias Ferreira recebeu duas procurações da fazendeira Escolástica Moreira da Silva a quem prestaria favores. Aceitou representá-la no cartório da vila de Santa Quitéria – hoje Esmeraldas – para efetuar o registro de cartas de liberdade(10) de dois escravos.

Registros em Santa Quitéria, em 18.04.1840, de cartas de alforria assinadas na fazenda Bom Despacho, em 24.03.1839.

Consta no primeiro documento:

“… neste Arraial e Freguesia de Santa Quiteria […] registo uma carta de Liberdade conferida por Dona Escolastica Moreira da Silva a sua escrava Lucia cujo theor eh o seguinte. Digo eu […] e por não poder escrever pedi ao Padre Antonio Dias Ferreira que esta por mim passasse e como testemunha tão bem assignasse. Bom Despacho, vinte e quatro de Março de mil oitocentos e trinta e nove … //… aos dezoito de Abril de mil oitocentos e quarenta […] eu […] Escrivão e Tabelião de Notas deste Juizo que o escrevi, li, conferi e assigno. // José Ribeiro da Fonseca.”

E no segundo documento:

“… neste Arraial e Freguesia de Santa Quiteria […] registo uma carta de Liberdade conferida por Dona Escolastica Moreira da Silva a seu escravo Justino cabra cujo theor eh o seguinte. Digo eu […] e por não poder escrever pedi ao Reverendo Antonio Dias Ferreira que esta por mim passasse e como testemunha tão bem assignasse. Bom Despacho, vinte e quatro de Março de mil oitocentos e trinta e nove … //… aos dezoito de Abril de mil oitocentos e quarenta […] eu […] Escrivão e Tabelião de Notas deste Juizo que o escrevi, li, conferi e assigno. // José Ribeiro da Fonseca”.

Esses registros mostram a presença, do padre Antônio tanto na Fazenda Bom Despacho quanto na vila de Santa Quitéria, entre os anos de 1839 e 1840. Entretanto, não há como afirmar, naquele intervalo, onde estaria residindo e exercendo suas atividades pastorais. Está comprovado que assumiu a função de capelão cura em Tabuleiro Grande – distrito de Curvelo –, no ano de 1840. Nessa época, Evaristo tinha 5 anos de idade. Uma petição(11) à câmara municipal, faz crer que estaria vivendo a pouco tempo no lugar e que assumira o posto no início daquele ano. Diz assim o documento:

“… Petição do Rv.do Antonio Dias Fereira acompanhada de um assignado de varios habitantes da nova Freguezia do Taboleiro Grande, pedindo que a Camara ateste se o peticionario tem serviços na actual Freguezia do Curvello e particularmente na novamente (recentemente) creada, se nella se acha residindo como Cappelão Cura, bem como …

Detalhes: A) Petição do capelão cura Dias Ferreira para atestar residência; B) Parecer solicitado pelo vigário Costa Lanna e padre Antônio.  

Indica uma ata(12) de reunião da câmara que, em 14.07.1840, era vigário o padre Costa Lanna e o padre Antonio apenas capelão:

“Parecer da Comissão […]  foi aprovado, bem como os projectos de attestações, sollicitadas pelo Vigario Costa Lanna e Padre Antonio Dias Ferreira …

É sabido que, a partir de 1843, Antônio foi promovido ao vicariato(13) dessa paróquia. Durante sua passagem por Tabuleiro Grande e depois em Curvelo, o padre esteve próximo do poder civil e da política, não podia ser diferente, pois era essa a tradição da igreja. No ano de 1840 foi indicado como um dos jurados de Tabuleiro Grande(14), conforme ata da câmara municipal:

“Termo de sorteio dos Jurados // Aos quinze dias do mez de Agosto de mil … quarenta annos […] nesta Villa do Curvello […] indicando o dia doze de outubro proximo futuro […] para dar principio a segunda reunião de Jurados deste Termo […] designou os seguintes Cidadãos: […] Antonio Dias Ferreira …”

Padre Antônio Dias Ferreira indicado jurado da Vila do Curvelo, em 15.08.1840. 

No Arquivo Público Mineiro há vários documentos que comprovam sua participação em eventos da câmara municipal, nas duas comunidades. O texto de uma ata(15) diz o seguinte:

“Ata da Eleição que se procedeu para Eleitores da Parochia da Freguezia de N. S. do Carmo do Taboleiro Grande […] no dia 13 de Novembro de 1842 […] na Igreja Matriz, reunida a Assembleia Parochial […] celebrou o Parocho della o Reverendissimo Antonio Dias Ferr.a missa ao Divino Espirito Santo, satisfeitas assim as formalidades…”.

Assinam, em primeiro lugar o presidente e, em seguida, o vigário Antônio. Na sequência, procedida a escolha do colégio eleitoral, o vigário e Bernardo Ferreira Pinto obtiveram cinquenta e cinco votos, cada um, e foram os mais votados.

Padre Antônio, em Tabuleiro Grande, eleito com cinquenta e cinco votos para o colégio eleitoral. 

Evaristo era o segundo filho, nascido em 26 de maio de 1835 e se tem dito que foi em Tabuleiro Grande, mas não há como comprovar. No atestado de óbito consta, de maneira vaga, como “natural deste distrito” de Curvelo, cuja abrangência incluía vários povoados. Os documentos mostram que Antônio, o seu progenitor, esteve na Fazenda Bom Despacho em 1939, logo depois, em 1940, na vila de Santa Quitéria e, no mesmo ano, em Tabuleiro Grande. Portanto, Euphrosina e Antônio podem ter se conhecido em qualquer lugar, entre o percurso que vai de Santa Quitéria a Tabuleiro Grande, onde tiveram os três filhos. As datas em referência e a geografia falam nesse sentido.

No testamento, o padre Antônio disse ser natural do termo de Pitangui, uma das mais antigas e importantes vilas de Minas Gerais. Era homônimo do pai, também Antônio Dias Ferreira, casado com Maria Esteves Rodrigues. Não fora a invenção do padre, os Paulas de fato assinariam Ferreira. Finalmente, não há mais dúvidas, o capitão Evaristo, curvelano de coração, tem profundas raízes na região de Pitangui, que sempre foi terra de muitos Ferreiras.

Evaristo já trabalhara numa criação de gado no Bagre, de propriedade paterna, conforme consta no testamento. A localidade, primitivamente denominada Piedade do Bagre, pertenceu a Curvelo e, hoje, se chama Felixlândia. Quando perdeu o pai Evaristo tinha 20 anos de idade. É evidente que em duas décadas de convivência esteve sob influência do pai, o que certamente influiu na sua formaçãoDurante dois anos, de 1853 até quando veio a falecer(16), em 1855, o padre Antônio foi vigário em Curvelo. Entretanto, não há como precisar quando Evaristo passou a viver no lugar.

HISTÓRIA DE RITTA

Recolhimento de Macaúbas e Ritta Cassimira (Pereira da Silva) de Paula.

Ritta Cassimira(17) nasceu em Curvelo. Perdeu o pai quando era muito jovem e sua mãe se sacrificou para que pudesse estudar. Naquela época, eram poucas as mulheres que recebiam alguma instrução formal, mas a menina foi matriculada, em 19.02.1859, com 10 anos e sete meses de idade, no educandário do Recolhimento de Macaúbas “para aprender tudo que no mesmo se ensina”.

Localizado em Santa Luzia (MG), foi o primeiro colégio feminino de Minas Gerais. A viagem até lá se fazia a cavalo e durava vários dias. O estabelecimento, ainda existe, mas apenas com a finalidade de mosteiro das irmãs de Nossa Senhora da Conceição. A distância rodoviária, hoje, de Curvelo a Macaúbas é cerca de 160 km. Na impossibilidade de dar assistência de perto à menina, sua mãe nomeou como “correspondentes” os amigos Raimundo Coelho Ferreira, em Santa Luzia, e o capitão José Gonçalves Giraldes, em Raposos.

Consta do histórico escolar da aluna, identificada pelo número 83, que, no dia 17.04.1859, começou a frequentar as aulas de “musica vocal” e, em 26.11.1861, aulas de piano. Deve ter sido boa distração e deleite para espantar as dores da saudade. Antônio José Ribeiro Bhering, secretário da Instrução Pública, em relatório(18) ao Presidente de Minas, em 1854, descreveu Macaúbas como escola feminina inovadora, acrescentando:

“ahi se aprende a ler, escrever, contar” e, também, “lingua Franceza, Geographia, Musica, Coser, Bordar, Doutrina Cristã, e tudo que he necessario a uma boa Mãe de Familia.

A menina Ritta permaneceu em Macaúbas até 04.08.1862, se preparando para o casamento.

Detalhe da ficha de matrícula de Ritta Cassimira, em Macaúbas.

Em 1866, Ritta Cassimira Pereira da Silva, com 17 anos, se casou com Evaristo, que tinha 30 anos de idade. Era conhecida também pelo apelido de Nhasinha, filha do Tenente Antônio Pereira da Silva e de Ignez Maria da Conceição, também chamada de Sá Doninha(19). A sogra do capitão Evaristo foi mãe de criação de Raimunda Maria da Conceição, falecida aos 83 anos de idade, em 26.08.1954. Essa irmã de criação de Ritta Cassimira pertencia a várias irmandades e era muito virtuosa. Promoveu em Curvelo, por mais de quarenta anos, a procissão de Nossa Senhora das Dores(20).

Post - Evaristo vereador“Eu Evaristo, vereador, a escrevi”: ata de sessão da câmara de 08.01.1869.

HISTÓRIA DO CAPITÃO

Desde moço, Evaristo teve gosto pelo trabalho, além de fazendeiro exerceu a atividade de comerciante em Curvelo. Ele e o irmão Tertuliano Ferreira Pena, foram “dos primeiros […] que enriquecidos no trato honesto e laborioso do comércio […] fizeram fortuna e se tornaram capitalistas” (21). Tornou-se membro da Guarda Nacional, investido no posto de capitão. Homem muito influente, também militou na política. Foi vereador pelo Partido Liberal em duas legislaturas(22).

Evaristo era habituado às lides do campo e conhecedor da natureza. Na sua astúcia, passou a suspeitar de um inseto como provável vetor de grave doença. Por volta dos seus 70 anos de idade, fez amizade com Cantarino da Motta, engenheiro-chefe das obras de construção da via férrea da Central do Brasil, que passara por Curvelo. Durante conversas com o amigo, comentou sobre as suspeitas que tinha do inseto que o povo denominava “barbeiro”.

Quando  a ferrovia atingiu a cidade de Lassance, inúmeros casos de malária passaram a impedir o andamento dos trabalhos. Para combater o surto da doença, chegou à localidade uma equipe de médicos, comandada por Carlos Chagas. Naquele momento, Cantarino repassou aos médicos o alerta de Evaristo, sobre o inseto ainda desconhecido no meio científico. Deram-lhe ouvidos e ocorreu a identificação da doença que, em homenagem ao seu descobridor, ficou conhecida como Doença de Chagas(23).

Estação Capitão Evaristo e, à direita, a memória demolida. 

O médico Sílvio de Paula Pereira, membro da Academia Mineira de Medicina, fez um relato(24) afirmando que ouviu de vários parentes do capitão Evaristo detalhes que não deixam dúvidas quanto à sua participação nos fatos que antecederam a descoberta da Doença de Chagas. Coube a ele, inclusive, coletar os primeiros insetos que foram enviados ao Rio de Janeiro, a pedido de Carlos Chagas. Esses insetos, recordavam alguns filhos do capitão Evaristo, teriam sido ofertados ao cientista em caixas de papelão, que serviam para acondicionar cápsulas contendo quinino, usado contra a malária.

Casa de Ritta e do capitão Evaristo, depois Hospital de Emergência.

Numa homenagem ao capitão pelos seus feitos, particularmente por sua colaboração para a descoberta da Doença de Chagas, foi aprovada uma lei no Congresso Nacional, em 1954, mudando a denominação da estação ferroviária de Tamboril para Capitão Evaristo(25). A estação da estrada de Ferro Central do Brasil, próxima a Curvelo, foi demolida.

O capitão Evaristo foi um dos irmãos fundadores da Santa Casa de Caridade da Vila de Curvelo e colaborou na sua administração, exercendo várias funções(26). Após seu falecimento(27) mereceu uma homenagem, por sua atuação a favor das questões de saúde da comunidade. Foi na época da terrível epidemia da gripe espanhola(28), a doença que se disseminou pelo país a partir do ano de 1918. Nesse ano, o major Antônio Salvo fundou o Hospital de Emergência Evaristo de Paula(29), destinado àqueles que chegavam das regiões próximas a Curvelo à procura de socorro médico.

O hospital funcionou, durante dois anos, na antiga casa do próprio patrono, sob a direção do médico Benjamin Jacob de Souza. Não fora o “Hospital Capitão Evaristo […] e a reabertura, embora em obras, da Casa de Caridade, a gripe espanhola teria sido uma calamidade em Curvelo.”

FILHOS DE RITTA E EVARISTO

Elvira, a mais velha; Aristóteles e Alcibíades (4° e 5° filhos) repetiram os nomes de dois meninos falecidos.

Lavínia, Sylvia, Eurípides, Clarice.

Nicolina, João Baptista, Mercedes, Ritta.

O casal Evaristo Antônio de Paula e Ritta Cassimira teve os seguintes filhos: Elvira, (Aristóteles*), Aristóteles, (Alcibíades*), Alcibíades, (Antônio*), Lavínia, Sylvia, Eurípides, Clarice, Nicolina, João Baptista, Mercedes e Ritta, gente com muita história para ser contada(30).

— * Falecidos prematuramente.

Leia mais, clicando com o botão direito: “Ao luar do sertão”; “O capitão e a doença de Chagas”.

Por Eduardo de Paula

Colaboração: Berta Vianna Palhares Bigarella

(1) SOUZA, Modesto José de – Natural de Santa Luzia (MG), major da Guarda Nacional, foi um dos mais valorosos homens do Curvelo antigo, lutador pela criação da Vila do Curvelo; faleceu aos 64 anos de idade, em 18.12.1863.

(2) ENCOMENDADO: diz-se do padre que é nomeado interinamente para reger uma paróquia (em oposição a colado).

(3) VIANNA, Cândido de Souza – Natural da Quinta do Sumidouro (bat. 29.04.1822 / †17.11.1882), filho de Antônio de Souza Vianna e de Josefa Fernandes de Azevedo, casado com Maria Cândida Pereira da Costa (†05.08.1896), filha de José Pereira da Costa e de Júlia Hypolita Pereira da Silva.

(4) FONSECA, Euphrosina Maria da – Corruptela: Frausina.

(5) Tabuleiro Grande, atual Paraopeba (MG).

(6) O historiador Antônio Gabriel Diniz informou: Padre Antônio Dias Ferreira faleceu em 08.05.1885 e foi sepultado na Matriz de Santo Antônio (Curvelo); nos seus últimos momentos foi assistido pelo seu coadjutor e sucessor, padre Fernando Augusto de Figueiredo.

(7) Piedade do Bagre, atual Felixlândia (MG).

(8) PAULA, Eduardo Vianna de – (*19.05.1909, Curvelo / †13.04.1991, Belo Horizonte), neto de Evaristo Antônio de Paula e de Ritta Cassimira Pereira da Silva, filho de Alcibíades de Paula e de Virgínia Vianna. – [Em 2011, relato de Heloísa de Paula Pinto, neta do capitão Evaristo: “Conheci a filha de Aia, chamavam-na “Raimunda de Aia”. Era uma doceira, mulata e gorda. Produzia amendoins açucarados, embalados em cartuchos de papel, que eram oferecidos durante as coroações nas igrejas.”]

(9) CAMPOLINA, Margaret Aparecida Gonçalves dos Santos – Historiadora (Fortuna de Minas) / Depoimento em 07.07.2011: “Escolástica era filha do alferes Antônio Moreira Barbosa e sobrinha do padre José Moreira dos Santos, irmão da sua mãe Anna Moreira da Silva. Bom Despacho é denominação de uma fazenda tradicional de Fortuna de Minas (MG), hoje Fazenda dos Macacos, que se mantém conservada. O nome tem origem em uma capela construída em louvor a Nossa Senhora do Bom Despacho, pelo padre José, tio de Escolástica.”

(10) FORTUNA DE MINAS – Os desbravadores da região foram familiares do visconde de Caeté, onde tornaram-se possuidores de inúmeras fazendas. A ocupação territorial da atual cidade teve início por volta de 1842, por doação de terras para a construção da primeira capela e do cemitério. A cidade foi elevada a distrito de Sete Lagoas em 30.11.1912. Passou a pertencer ao município de Inhaúma em 27.12.1948. Foi emancipada como município em 31.12.1962.

(11) Extraído do livro n° 2 de escrituras, procurações e testemunhos, do curato de Santa Quitéria, aberto em 26.03.1838, pelo juiz de paz Francisco de Paula Moreira da Silva: p. 56, 56v, 57 e 57v.

(12) Arquivo Público Mineiro – CV- 006: Petição, p. 63. 

(13) Arquivo Público Mineiro – CV- 006: Termo de sorteio de jurados, p. 6 v e 68.

(14) DINIZ, Antônio Gabriel – “Dados para a história de Curvelo (II)”, Ed. Comunicação, 1975, p. 411 e 412: Em “sua provisão, datada de vinte de agosto de 1843, consta ter sido nomeado ‘vigário da nova Freguesia de Nossa Senhora de Taboleiro Grande’, sucedeu-lhe no paroquiato o padre Camilo de Lelis Ribeiro (provisão de 12 de setembro de 1846).”

(15) Arquivo Público Mineiro – CV-006: Termo de sorteio de jurados, p. 68.

(16) Arquivo Público Mineiro – CV- 004, p. 100 e 100 v.

(17) Testamento de A. D. Ferreira lavrado em 20.04.1855, aberto em 09.05.1855: óbito ocorreu entre as duas datas.

(18) SILVA, Ritta Cassimira Pereira da – (*13.07.1848, Santa Luzia +20.03.1914, Curvelo). Registro de Óbito no Serv. Registral das Pessoas Naturais de Curvelo − Livro c-07, fl. 35v, n° 53: “Aos vinte e um de março do anno [1914] e logar já dito, compareceu Manoel José Lopes, provando com attestado do Pharmaceutico Christiano Penna, ter fallecido hontem a meia noite, soffrendo insufficiencia cardiaca, natural e residente nesta Cidade, com sessenta e seis annos de idade, Ritta Cassimira de Paula viuva do Capitão Evaristo Antonio de Paula, ignora a filiação. Vai ser sepultada no Cemiterio Municipal desta cidade. E fis este em que pelo declarante assigna-se Commigo Luis da Paz, escrivão que mandei escrever e subscrevo.”

(19) Arquivo Público Mineiro: “Seção Provincial” – 497; fl. 147 v. – Relatório do Secretário Antônio José Ribeiro Behring, da Secretaria Geral da Instrução Pública, ao Dr. Francisco Diogo Pereira de Vasconcellos, presidente da província de Minas.

(20) Informações sobre Sá Doninha: ficha do arquivo de Antônio Gabriel Diniz.

(21) Informações sobre Raimunda Maria da Conceição: ficha do arquivo de Antônio Gabriel Diniz.

(22) DINIZ, Antônio Gabriel – “Dados para a história de Curvelo (II)”, Ed. Comunicação, 1975, p. 208 e 209.

(23) PAULA, Evaristo Antônio de – Vereador em Curvelo, nas legislaturas de 07.01.1849 a 07.01.1853 e de 07.01.1869 a 01.10.1873, pelo Partido Liberal. Fonte: Arquivo Público Mineiro / Inventário do Fundo da Câmara Municipal de Curvelo, CV-017.

(24) Carlos Chagas comunicou, em abril de 1909, a descoberta de uma nova doença humana, que levou o seu nome. Vide Post “O capitão e a doença de Chagas”.

(25) Referência em artigo de Alcibíades Vianna de Paula, em “Curvelo Notícias”, agosto, 1977.

(26) Diário Oficial da União, 16.12.1955, p. 1, seção 1.

(27) E. A. P. foi um dos fundadores da Santa Casa de Misericórdia e do Hospital da Caridade – hoje Hospital Santo Antônio. Exerceu também as funções de escrivão do tesoureiro, mordomo da bolsa (encarregado de angariar fundos) e membro ativo da mesa administrativa. Fonte: DINIZ, Sílvio Gabriel – “Dados para a história de Curvelo (III)”, Imprensa Oficial de MG, 1989, p. 21 a 46.

(28) PAULA, Evaristo Antônio de – (*26.05.1835 / †18.05.1913, Curvelo). Registro de Óbito no Serv. Registral das Pessoas Naturais de Curvelo − Livro c-06, fl. 194, n° 80: “Aos desoito do mez [05] anno [1913] e lugar, compareceu Sebastião Pereira, provando com attestado do médico Doutor Antonio de Souza Vianna, ter fallecido hoje as treis horas da tarde, nesta cidade, natural deste districto, com setenta e oito annos de idade, em consequencia de anemia, Evaristo Antonio de Paula, casado com Ritta de Cassimira de Paula e filho natural de Euphrosina Dias da Fonseca. Vai ser sepultado em jazigo perpetuo no Cemiterio Municipal desta cidade. Deixou testamento. E fiz este em que assigna-se o declarante comigo Luis da Paz escrivão, escrevi.” 

(29) Gripe espanhola: grave pandemia, que afetou 50% da população mundial, com altíssima taxa de mortalidade.

(30) Hospital de emergência: “Curvelo Notícias” – jan/fev/2010 – p. 29. ; e “Dados para a história de Curvelo (II)”, p. 68 e 69. 

(31) A irmandade PAULA e conjuges: ELVIRA (*30.03.1867 +?) & Osório França Canabrava; ARISTÓTELES (*?.1868 +09.06.?); ALCIBÍADES (*?.1869 +11.11.?); ARISTÓTELES (*10.02.1871 +?) & Maria Carolina Barata & Alice Pereira da Silva; ALCIBÍADES (*02.12.1872 +28.10.1924) & Virgínia Vianna; ANTONIO (*22.06.1874,+?); LAVÍNIA (19.01.1876 +?) & Sebastião Pereira da Silva; SYLVIA (23.09.1877 +?); EURÍPIDES (*08.10.1878 +09.07.1941) & Martha Soares; CLARICE (*11.01.1884 +08.06.1965) & João Pinto de Carvalho Jr.; NICOLINA (*10.05.1886 +?) & Francisco Leal & Luiz Gonzaga Jr.; JOÃO BAPTISTA (*24.06.1887 +22.07.1942) & Cecília Alvarenga; MERCEDES (*02.08.1888 +26.01.1956) & Christiano Penna; RITTA [conhecida como irmã PAULA], da Congregação de São Vicente de Paulo [nome religioso, Thereza] (*07.03.1891 +17.06.1970).

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25 Comentários »

  1. Eduardo,
    Mais uma vez parabéns!
    Através de suas pesquisas vamos descobrindo um mundo desconhecido. Continue nos premiando com esses artigos!
    Isabela

    Comentário por isabela — 01/07/2011 @ 7:51 am | Responder

    • Isabela: Muito obrigado. Pretendo continuar com os meus textos. Alegra-me saber que tem gostado.
      Um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 01/07/2011 @ 9:07 am | Responder

  2. Eduardo, parabéns pelo texto! Sou historiadora em Fortuna de Minas e sua informação sobre Escolástica Moreira da Silva foi de muita relevância para minhas pesquisas. Onde encontrou a documentação sobre a alforria dos escravos?
    Margaret Campolina

    Comentário por Margaret Campolina — 06/07/2011 @ 3:33 pm | Responder

    • Margareth:
      Muito obrigado pelo comentário. Você sabe que ainda há muita coisa a ser investigada nessa grandiosa história das Minas Gerais. Vou lhe enviar os documentos, na íntegra, por email.
      Um abraço do
      Eduardo

      Comentário por sumidoiro — 07/07/2011 @ 12:23 pm | Responder

  3. Eduardo:
    Brilhante trabalho!
    Parabéns.
    M.M.

    Comentário por maria marilda pinto correa — 09/07/2011 @ 9:50 am | Responder

    • Marilda:
      Muito obrigado. Como sempre, seu estímulo muito me vale.
      Um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 09/07/2011 @ 5:16 pm | Responder

  4. Caro Eduardo:
    Estamos maravilhados com esse trabalho de pesquisa, tão bem realizado por você. Toda nossa familia agradece, por resgatar a história e nossa origem familiar.
    Heloisa e Rodrigo de Paula Pinto

    Comentário por Heloisa de Paula Pinto e Rodrigo de Paula Pinto — 12/08/2011 @ 1:29 pm | Responder

    • Heloísa e Rodrigo:
      O apoio e o entusiasmo de vocês me animam a continuar investigando e escrevendo.
      Abraços do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 12/08/2011 @ 6:36 pm | Responder

  5. Eduardo, parabens pelo trabalho sobre a familia!
    Achei interessante, voce continua sua pesquisa? Tem a árvore genealógica da família? Você tem mais informações sobre os descendentes?

    Abraços,
    Silvana

    Comentário por Silvana — 11/09/2011 @ 11:00 pm | Responder

    • Silvana:
      Muito obrigado pelo comentário. Estou empenhado em continuar a pesquisa, mas não posso afirmar se avançarei. É assim mesmo… Tenho muitas informações sobre os descendentes.
      Um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 12/09/2011 @ 9:16 am | Responder

  6. Eduardo, sou neta de Antônio de Paula Pereira, filho de Lavínia e Sebastião. Tive pouco contato com a família, pois meu avô morreu com aproximadamente 40 anos, deixando minha avó com sete filhos ainda pequenos. Se quiser informações estou à disposição.
    Abraços, Silvana.

    Comentário por Silvana — 12/09/2011 @ 5:25 pm | Responder

    • Silvana:
      Quero saber mais sobre Lavínia e Sebastião, sim. Vou lhe enviar uma mensagem através do seu email.
      Um abraço do
      Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 12/09/2011 @ 7:34 pm | Responder

  7. Eduardo,
    Parabéns pela pesquisa e por dividir conosco tanta história, você na qualidade de pesquisador, sabe alguma coisa sobre uma mulher chamada Jerônima, ela tem seu retrato na entrada da Santa Casa de Curvelo, pois dizem que ela doou lotes de terra para a construção da Santa Casa.
    E se você sabe alguma coisa sobre Francisco Gomes de Oliveira, conhecido em Curvelo como (Chico sem medo).
    Desde já agradeço a atenção e colaboração,

    Roberto Lucena

    Comentário por Roberto Lucena — 20/11/2011 @ 2:28 pm | Responder

    • Roberto: Obrigado pelo comentário. Possuo muitos documentos sobre Curvelo e gostaria de conseguir mais, pois é meu desejo escrever outras histórias. Vou anotar os nomes de Jerônima e Francisco Gomes de Oliveira e tentarei descobrir alguma coisa no meu arquivo. Ficarei atento.
      Cordialmente,
      Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 20/11/2011 @ 4:00 pm | Responder

  8. Parabéns pelo trabalho de amor. Como é importante dar o devido valor a nossos ancestrais. Fiquei com uma pergunta que espero possa ser respondida. Sempre soube que meu tio Antonio Fraga, era muito amigo do Sr. Evaristo de Paula. Lendo o texto vejo que não se trata do capitão, pois era bem mais velho. E também que não o amigo do meu tio não era filho do capitão. Seria neto? Quem é o pai do deputado Virgílio Guimarães de Paula? Qual é seu parentesco com o capitão? E a pintora Virgínia de Paula, seria da mesma família? Há também uma Valéria de Paula? Peço desculpas por tantas perguntas mas é que meu tio falava que este seu amigo tinha filhos com os mesmos nomes dos filhos do meu pai. Meu nome é Virgínia de Paula, tenho uma irmã de nome Valéria e tive um irmão chamado Virgílio. Quem seria este Evaristo amigo do tio Antonio?

    Comentário por Virginia Abreu de Paula — 30/04/2012 @ 10:02 am | Responder

    • Vírginia:
      Agradeço seu comentário. Você faz perguntas instigantes. Vou tentar responder algumas delas através do seu email.
      Um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 30/04/2012 @ 10:16 am | Responder

  9. Eu novamente. Conversando agora com minha irmã, ela me disse que me enganei quanto ao nome do amigo do tio Antonio. Ele se chamava Otávio. Nada a ver com Evaristo. Bom…eu era criança quando ouvi essa história. Algo fez com que eu confundisse…Quem sabe por tanto ver a placa Capitão Evaristo pela janela to trem. Quem sabe alguém disse que o seu Otávio era parente dele… Seria? Há algum descendente dele com o nome Otávio?

    Comentário por Virginia Abreu de Paula — 30/04/2012 @ 10:51 am | Responder

  10. Eduardo, sou neta de Edith de Paula, que era neta de Rita Cassimira de Paula. Estou montando a árvore genealógica da família no site heritage. Tenho uma cópia do testamento do padre Antonio Dias Ferreira e gostaria de esclarecer algumas dúvidas. Qual é o seu e-mail para contato?

    Comentário por Claudia Siebert — 17/07/2013 @ 6:26 pm | Responder

    • Claudia: Entrarei em contato com você.
      Um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 17/07/2013 @ 9:10 pm | Responder

      • Lamartine:
        Sua história é muito interessante. Vou entrar em contato com você por email.
        Um abraço do Eduardo.

        Comentário por sumidoiro — 13/12/2014 @ 9:32 pm

  11. Minha familia era do Sumidouro (RJ). Meu avô senhorzinho de engenho, não me lembro o nome dele mas, se não me engano, seria Antonio de Paula Vianna (conhecido como vôvo Nico, ele tinha uma “Pharmácia”, no lugar chamado de Ponte do Lambari”, isso mais ou menos em 1890. Meu pai nasceu em 1892 ou 1894. Havia tembém uma escola ao lado do sítio, que parece pertencia a senhora Zózima, não me lembro muito bem, pois era criança, uns 6 a 8 anos, Pois bem, meu pai trabalhou muitos anos na Prefeitura Municipal de Sumidouro, faleceu em junho de 1956, com 62 anos. o nome dele é Deocleciano de Carvalho Vianna. Tudo isso na época da Estrada de Ferro Leopoldina. Um primo meu era Tabelião no único Cartório de Sumidouro, ele se chamava Jerônimo Vianna. Meu pai chegou até trabalhar na antiquíssima ferrovia Expresso Federal. Lembro-me, quando criança e morava lá no sítio, esperava a Maria fumaça passar, era uma viagem por dia. Que saudade, era ainda uma criança, usando suspensórios e usando tamancos. Hoje, sei que existe um ambulatório dentário na cidade, com o nome de meu primo já falecido (Eduardo Vianna). Minha tia era muito conhecida na cidade (Gabriela Cordeiro Lemgruber). Minha tia e mãe que me criou. Muitas saudades. Quem quiser entrar em contato comigo: Lamartinevianna@bol.com.br
    Abraço a todos.

    Comentário por Lamartide de Carvalho Vianna — 13/12/2014 @ 7:52 pm | Responder

  12. Boa tarde.
    Estou pesquisando sobre a Gripe Espanhola em Curvelo. Li, em seu artigo, sobre Evaristo de Paula, que – de forma muito especial – participou dos trabalhos em combate à gripe. Peço-lhe referências sobre este acontecimento em Curvelo. Agradecido, Geraldo Rodrigues Álvares.

    Comentário por Geraldo Rodrigues Álvares — 11/04/2016 @ 12:37 pm | Responder

    • Geraldo:
      Por enquanto, as informações que tenho são as que estão no meu Post. Sei que, no Arquivo Publico Mineiro, há documentos da prefeitura de Curvelo. Seria um bom local para você pesquisar.
      Um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 11/04/2016 @ 12:57 pm | Responder

  13. Data: 11/02/2017 – seis anos depois e o caro Eduardo possuía informações muito importantes para uma pesquisa que realizamos para um filme! Seu trabalho é simplesmente maravilhoso…

    Comentário por Vania Perazzo Barbosa Hlebarova — 11/02/2017 @ 10:11 am | Responder

    • Vania:
      Muito obrigado pelo comentário.
      Um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 11/02/2017 @ 3:15 pm | Responder


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