Sumidoiro's Blog

01/05/2013

TEM COISA NO VAZIO

Filed under: Uncategorized — sumidoiro @ 7:51 am

♦ E mais um mundo de ilusões 

[Para Marina e Bruna]

“O norte estende sobre o vazio; e (Deus) suspende a terra sobre o nada.” – Jó 26:7

Há que se esforçar para compreender o vazio e, ainda mais, o nada. Os filósofos têm pelejado para conceituar o nada. Vira e mexe, vêm com uma nova explicação. Os físicos, que são mais objetivos e desconfiam de tudo que é supostamente imaterial, não acreditam no nada, só no cheio e no vazio. Por isso, sempre estão descobrindo alguma novidade no universo. Os místicos, mais descontraídos em lidar com essas questões, têm boas explicações para os mistérios do nada e também do vazio. Os estetas, especialmente os artistas, são encantados com o nada e, particularmente, com o vazio, que agora vamos ter o prazer de conhecer. 

Post - Tem coisa no vazioUm monge da Idade Média metendo a mão no buraco do firmamento.

Os conceitos de vazio são variados, mas todos advêm das sensações que trazem aos humanos a natureza. Alguns deles são intangíveis para as mentes mais desavisadas. O astrônomo Camille Flamarion(1) referiu-se, de maneira jocosa, à lenda de um vazio chamado buraco:

“Um ingênuo monge da idade média contou que, em uma das suas viagens, à procura do paraíso terrestre, atingiu o horizonte, onde o céu e a terra se tocam. Ali existe um buraco que une os dois e através do qual se passa engatinhando, sob a cobertura do céu… Ora este belo pórtico não existe! Já elevei-me em balão, mais alto que o Olimpo grego, sem jamais alcançar essa fenda que fugia à medida que eu a perseguia, tal e qual as maçãs escapavam de Tântalo(2).”

Em tempos mais antigos, acreditou-se que os olhos possuíam um sistema apropriado a trazer o mundo ao espectador. Para captar as imagens, lançavam no ambiente externo um fluxo de partículas, encarregadas de fazer uma “leitura” dos objetos e, em seguida, elas retornavam trazendo uma mensagem. Essa concepção ingênua foi sendo substituída por teorias mais sensatas. Hoje, se sabe que os olhos são como uma câmera fotográfica, que capta energia eletromagnética e repassa ao nervo ótico que, por sua vez, envia estímulos elétricos ao cérebro, para serem ali interpretados. O resultado são representações mentais dos objetos possuidores de forma, que são multiplicadas de várias maneiras, pelo desenho, pela pintura, pela escultura, etc.  Cada técnica tem suas naturais limitações, pois replicartodas as coisas na sua completude é praticamente impossível. 

Post - Marina & BrunaMarina, dois anos de idade; Bruna, quatro, esta possui maior domínio de forma e contraforma.

Ver exige aprendizado e também é uma arte, a de saber lidar com a forma. A primeira etapa da construção de qualquer forma passa pela sua configuração(3) ou o que se denomina contorno exterior. Mesmo num simples borrão de tinta existe esse contorno, que pode ser interpretado como uma linha. Além disso, a forma possui, articuladamente, extensão (tamanho), textura e cor. E a cor, perceptualmente, é definida por três parâmetros: saturação, tonalidade e brilho. 

Os bebês nascem praticamente sem visão e levam algum tempo para adquirir total capacidade sensorial. Pouco a pouco, sobre um fundo onde havia nada, seus olhos percebem figuras que vão tomando corpo. As primeiras imagens são borradas, sem detalhes e em variações de cinza, o mesmo que brilhos, em nomenclatura de cor. Ou seja, ainda não têm capacidade de discernir as formas com maior abrangência.

Post - Visão do bebêDesenvolvimento da visão no bebê.

Só conseguem enxergar o que está entre vinte a trinta centímetros diante dos olhos e este é o motivo do interesse que têm pelos rostos humanos. Os ganhos de visão são relativamente rápidos e, já no primeiro mês, as imagens vão ficando coloridas e ganhando contraste. Os sucessivos ganhos passam pela definição dos contornos, nitidez das figuras, percepção de cores e volumes.

O discernimento cromático também se faz em etapas, começa pelo vermelho, passando pelo amarelo e depois o verde, que são as cores correspondentes às ondas mais longas do espectro visível. O azul e o violeta são os últimos. E, no momento em que os dois olhos passam a trabalhar de maneira coordenada, adquirem a percepção de profundidade.

Aos seis meses de idade, a visão já está semelhante à dos adultos quando, então, a criança está pronta para ir mais além e enfrentar os desafios do vazio. Entre um e dois anos de idade surge grande interesse em explorar o mundo, em ouvir e olhar. Elas reconhecem objetos e figuras nos livros, conseguem rabiscar com o lápis, ou seja, estão aptas para desenhar.

Os sucessivos ganhos passam pela definição dos contornos, nitidez das figuras, percepção de cores e volumes. O discernimento cromático também se faz em etapas, começa pelo vermelho, passando pelo amarelo e depois o verde, que são as cores correspondentes às ondas mais longas do espectro visível. O azul e o violeta são os últimos. E, no momento em que os dois olhos passam a trabalhar de maneira coordenada, adquirem a percepção de profundidade.

Aos seis meses de idade, a visão já está semelhante à dos adultos quando, então, a criança está pronta para ir mais além e enfrentar os desafios do vazio. Entre um e dois anos de idade surge grande interesse em explorar o mundo, em ouvir e olhar. Elas reconhecem objetos e figuras nos livros, conseguem rabiscar com o lápis, ou seja, estão aptas para desenhar.

Chegada a hora da primeira escola, as crianças se envolvem no aprendizado da escrita. Para elas é a continuação do prazer nato de desenhar. Este é o momento crucial para compreender o que é forma e espaço, porque a escrita sempre foi desenho, que é arte de fazer registros gráficos − figuras − na superfície plana. Então, no momento em que consegue traçar a letra bonita, significa que atingiu meio caminho andado para futuros aperfeiçoamentos estéticos. Triste é que, nessa fase, os adultos costumam repassar aos pequeninos regras, vícios e conceitos equivocados que, infelizmente, foram assimilando no correr de suas vidas.

Post - ManuscritosAcima: livro manuscrito em letras góticas; abaixo: letras carolíngias, as primeiras minúsculas.

Post - AlephEscrita é coisa séria e não pode ser tratada com desleixo. Todos os signos gráficos são frutos de longa elaboração e não aconteceram por mero acaso. As letras do nosso alfabeto trazem marcas das suas origens, que remontam aos tempos em que o homem pintava nas paredes das cavernas. A letra A, por exemplo, vem do desenho de uma cabeça de boi: é só girá-lo para perceber a figura com os chifres. Esses resquícios da pictografia permanecem em cada letra, como no redondinho O, que vem de olho. Sua expressividade atinge o auge quando está cheio de si mesmo ou de vazio: forma e contraforma. É pena, mas com o advento do teclado do computador, estão rareando as belas caligrafias e, pior, no meio dessa barafunda desapareceu a milenar arte do manuscrito.

Bela iniciativa teve o grande imperador Carlos Magno(4), que foi analfabeto até a idade adulta. Aquele homem inteligente teve a ideia luminosa, qual seja, a de encomendar ao monge Alcuíno uma letra especial para os documentos do seu império. E foi assim que surgiram as letras minúsculas, também chamadas de carolíngias − de Carlos Magno −, que são as ancestrais das usadas atualmente. Esse conjunto de letras, pelo apuro da forma, é considerado ainda hoje um primor de “design”.

Post - EnsoCaligrafia japonesa e “enso” .

A própria matéria, de que é feita a natureza, é permeada de vazios. Nesse sentido, as teorias da percepção ensinam que as formas se constituem num contraponto entre cheio e vazio, ou dizendo de outra maneira, toda forma tem uma contraforma. Os povos orientais, especialmente da China e Japão, têm muita sensibilidade visual e se educam para saber lançar seus olhares ao mundo. O conhecido símbolo taoísta chinês “yang-yin” é uma das muitas representações da dualidade presente em todas as coisas.

No Japão, monges e artistas profissionais praticam a arte “zen”, que é considerada um exercício espiritual no sentido mais profundo. Ela exige muitos anos de disciplina e meditação, para aqueles que visam uma realização interior. Um dos temas mais interessantes da arte “zen” é exatamente o círculo denominado “enso”, que é a mais perfeita representação de cheio e vazio. Traduz a natureza cíclica da existência, bem como a totalidade e a conclusão, porque fecha-se em si mesmo. A maioria dos exemplos de “enso” estão ligados à caligrafia.

Post - Escrita chinesaExercício de caligrafia chinesa.

Saber articular no espaço a figura e o fundo é importante tanto para escrever quanto desenhar. Machado de Assis(5) poetava e escrevia muito bem, em todos os sentidos. Ao colocar suas criações no papel, tinha plena consciência do que estava fazendo: tinha apurado senso de figura e fundo. Quando fez  “Círculo vicioso” − o poema −, tratou bem as suas letras. Tanto a letra O, quanto o minúsculo a, ficaram muito agradecidos por terem suas anatomias respeitadas, com a devida redondez. As demais companheiras também não tiveram do que se queixar, foram todas muito bem tratadas e mantiveram sua elegância. Mais que isso, logo nos traços da primeira linha, mostrou carinho ao introduzi-las na dança das palavras:

“Bailando no ar, gemia inquieto vagalume…”

No jogo do cheio e do vazio também tem que haver ritmo e o escritor soube fazê-lo muito bem. O ritmo está ali presente, na escrita do poeta, porque é um dos elementos estéticos necessário a qualquer forma de arte e, sem ele, não há como fazer boa composição. No trecho do poema (abaixo) pode-se ver sua desenvoltura gestual, ao articular os bem elaborados sinais gráficos. Note-se, por exemplo, os espaços entre as palavras cadenciando o movimento. Tanto cuidado tem explicação: quando Machado era menino, as professoras lhe ensinaram a usar o lápis, começando pelo modo de segurar gentilmente o instrumento, com polegar e o indicador. Por isso, é claro, havia mais pessoas com boa caligrafia, diferentemente dos dias atuais, quando se escreve com as pontas dos dedos martelando os teclados.

Post - Machado de AssisCaligrafia de Machado de Assis.

Quem não percebe o vazio vê mal e se comunica mal. Um dos pecados mortais da caligrafia provém desse desprezo pelo vazio, quando se perde a boa relação de forma e contraforma, e as letras são destruídas. Por exemplo, muita gente tem coragem de transformar um O em I. Aproveitando a oportunidade, é bom verificar que o rotundo O tem vazio dentro e fora de si e, coitado do mirrado I, seu vazio está por fora. Também os espaços, tanto entre as letras, quanto entre as linhas devem ser respeitados. É o que se chama espacejamento − entre letras ou palavras − e entrelinhamento − entre as linhas. O costume de inclinar as letras, para imprimir velocidade na escrita, é muito comum, mas é preciso fazê-lo com parcimônia. Inclinar demais, como se estivem sendo empurradas por uma ventania, destrói a contraforma. Nesse caso, vale o ditado de que a pressa é inimiga da perfeição. A revista Superinteressante publicou um alerta:

“Caligrafia ruim pode fazer mal à saúde. Só em 2007, o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas registrou 1853 casos de intoxicação por erro de administração de remédios ou doses erradas. Desses, estima-se que 10% sejam consequência de “garrancho médico”. Para Florisval Meinão, da Associação Médica Brasileira, a letra ilegível vem da faculdade: ‘Os estudantes têm de anotar muitas coisas muito rápido durante quase dez anos de formação. Não há caligrafia que resista’. Para Reinaldo Ayer, do Conselho Regional de Medicina de São Paulo, o problema se agrava pelo uso de jargões incompreensíveis. Isso leva a casos como o de um paciente de Adamantina (SP), que foi comprar Dipirona, para gripe, e levou Digoxina, para o coração. Além dos farmacêuticos, os próprios médicos se confundem com os garranchos. Segundo uma pesquisa da Unifesp, 34% dos prontuários escritos à mão são mal interpretados pelos colegas de jaleco.”

Post - Receita médicaLetra de médico.

Uma pesquisa, realizada no Hospital de Clínicas de São Paulo, constatou que 25% dos pacientes daquela instituição têm enorme dificuldade de entender prescrições cristalinas, como esta: “Tomar o medicamento diariamente, durante uma semana”. Muitas pessoas não sabem o que significa “diariamente”, outras têm dúvida sobre o significado de “durante a semana”.  Perguntam: “Sábado e domingo contam?” A garranchografia, somada à incapacidade de ler, aumentam o risco de que a medicação deixe de ser feita com o remédio indicado e da maneira correta. Com o crescente número de analfabetos funcionais no país, os equívocos podem ser fatais. 

Até poucas décadas atrás, a necessidade do ensino da letra cursiva nos países ocidentais era inquestionável, e crianças passavam horas aperfeiçoando a letra em cadernos de caligrafia. Era de suma importância, tornar os traços legíveis e ser capaz de escrever de uma forma considerada bonita. Foi com a pedagogia moderna que a exigência da letra cursiva começou a ser questionada e desprezada. Com o tempo, cadernos de caligrafia caíram em desuso. As estatísticas têm mostrado que é crescente o número de jovens que só conseguem ler letra tipográfica e escrever no computador. Nos Estados Unidos já está havendo uma polêmica sobre a extinção da caligrafia dos currículos escolares. Em vários estados, o debate está fervendo, com prós e contras.

No dia 18.07.2011, o jornal Estado de São Paulo publicou uma notícia:

“O ensino da letra cursiva será opcional em Indiana e deverá ser banido definitivamente nos próximos anos. A decisão deve ser seguida por mais de 40 Estados americanos, que também consideram esta forma de escrever como ultrapassada. Na avaliação deles, é mais importante se concentrar no aprendizado das letras bastão. O argumento dos defensores desta lei […] é de que, hoje, as crianças praticamente não necessitam mais escrever as letras com caneta ou lápis no papel. Seria mais importante aprenderem a digitar rapidamente, já que quase toda a comunicação acontece por meio de letras de fôrma nos celulares e computadores.”

Post - No museuCada um tem seu chapéu, cada qual o seu espaço (Pintura: René Magritte).

No ano seguinte, em 12.11.2012, o site TakePart.com lançou um alerta:

“O avanço da tecnologia pode significar a falência da escrita cursiva nas escolas. Na terça-feira, o Kansas Board of Education, irá examinar sua possível eliminação do currículo. No lugar, os distritos escolares poderão colocar ênfase na digitação. Em todo o país, o elaborado cachinho pendurado na letra Q e elegância do traço do Z, estarão desaparecendo dos anais da história.”

Nesse teatro do absurdo, educadores e pesquisadores entraram em cena contrapondo com fortes argumentos e, um deles, é que a memória do passado, preservada em manuscritos, ficaria inacessível para essa nova classe de iletrados. Teriam que contratar tradutores − uma nova profissão − para verter textos em letras de fôrma. Os historiadores, por exemplo, seriam profissionais de pés quebrados, pois não conseguiriam ler a carta de Caminha e nenhum outro documento antigo. As letras cursivas de ontem e de hoje seriam os hieróglifos de amanhã.

Pelo andar da carruagem, tende a aumentar o número de cegos produzidos por muitas escolas modernas. São aqueles que ignoram o vazio, não vêem nada, não escrevem nada, não falam nada e acabarão fechando-se em si mesmos, no seu vazio interior. Cuidado! As formas merecem mais consideração, inclusive o insignificante pingo do i. Ponto final!

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Certa feita, numa conversa entre amigos, o O confidenciou ao I:

“- Eu nada seria sem o vazio!” 

Texto e arte por Eduardo de Paula

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Post - BuracoDo nada, tudo

← Concepção artística de um buraco negro.

“Na semana passada, comecei uma discussão do que chamo o ‘problema das três origens’, focando inicialmente na questão da origem da vida. Apesar de estarmos longe de saber como a matéria inerte tornou-se viva na Terra primitiva ou de como fazê-lo no laboratório, considero essa a mais fácil das três questões.

A origem da vida é algo que podemos estudar de fora para dentro, para ter uma visão externa e objetiva do que ocorre. Mesmo que seja impossível saber exatamente como a vida surgiu na Terra, podemos investigar os possíveis caminhos bioquímicos que levam a não vida à vida. No caso do Cosmo e da mente, as coisas são mais sutis.

Pelo que sabemos, todas as culturas tentaram narrar o processo da origem do mundo. Conforme exploro no livro ‘A Dança do Universo’, os mitos de criação sugerem um número pequeno de respostas possíveis para a origem do mundo.

Todos pressupõem a existência de alguma divindade ou poder absoluto capaz de criar o mundo. Na maioria dos casos, esse poder absoluto é um deus ou grupo de deuses. Em alguns, o Universo é eterno, sem uma origem no tempo; já em outros, o Cosmo surge do nada, de uma tendência inerente de existir.

Esse nada pode ser o vazio absoluto, um ovo primordial ou a luta entre o caos e a ordem. Nem todos os mitos de criação usam uma intervenção divina ou pressupõem que o tempo começa em um momento do passado.

Na visão científica, a origem do Universo faz parte da cosmologia. Imediatamente, encontramos dificuldades: se, em ciência, todo efeito é resultado de uma causa, podemos voltar ao passado até chegarmos na causa primeira.

Mas o que causou essa causa? Aristóteles, por exemplo, usou uma divindade, ‘o-que-move-sem-ser-movido’, que não precisa de uma causa. Ou seja, usou a intervenção divina. Como as observações atuais apontam para um Universo com um início no passado, o desafio dos modelos científicos de origem do Cosmo é justamente tentar driblar a questão da causa primeira.

Porém, mesmo supondo que isso seja possível, será que a resposta é aceitável ou definitiva? Se o Universo surgiu de uma flutuação quântica aleatória, resolvemos a questão da causa. No mundo quântico, processos ocorrem espontaneamente, como no decaimento de núcleos radioativos. Juntando a isso o balanço entre a energia positiva da matéria e a energia negativa da gravidade, essa flutuação pode ter energia nula: o Cosmo surge do ‘nada’.

Esse é o resultado de que tanto se vangloriam Stephen Hawking, Lawrence Krauss, Mikio Kaku e outros físicos. Mas não deveriam. É óbvio que esse nada quântico é muito diferente de um nada absoluto. Qualquer modelo científico pressupõe toda uma estrutura conceitual: energia, espaço, tempo, equações, leis…

Fora isso, hipóteses precisam ser testáveis e não sabemos como fazer isso com uma flutuação primordial. Não podemos sair do Universo e testar outras versões no laboratório. No máximo, modelos como esse chegam a uma compatibilidade com o que observamos.

A questão de por que este Universo e não outro continuará em aberto. O fato de a ciência oferecer tantas respostas não significa que ela deva responder a tudo.” Marcelo Gleiser(6)

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(1) FLAMMARION, Nicolas Camille – (Montigny-le-Roi, *26.02.1842 / Juvisy-sur-Orge, †03.06.1925), astrônomo francês.

(2) Na mitologia grega, Tântalo foi um mitológico rei da Frígia ou da Lídia. Certa vez, ousando testar a omnisciência dos deuses, roubou os manjares divinos e serviu-lhes a carne do próprio filho, Pélope, num festim. Como castigo foi lançado ao Tártaro, num vale abundante em vegetação e água, mas sentenciado a não poder saciar sua fome e sede. Sempre que aproximava-se da água, ela escoava e, ao tentar colher os frutos das árvores, os ramos se afastavam, movidos pela força do vento. Por isso, chama-se “suplício de Tântalo” ao sofrimento de quem deseja algo aparentemente próximo, porém, intangível.

(3) Configuração e forma: a língua inglêsa possui palavras mais apropriadas para nomear os dois diferentes conceitos. Configuração é “shape”; forma é “form”.

(4) CARLOS MAGNO (Carolus Magnus) − (*ca. 742 †28.01.814) – Rei dos francos e imperador do Ocidente, foi o primogênito de Pepino – o breve -, primeiro monarca da dinastia carolíngia.

(5) ASSIS, Joaquim Maria Machado de − (Rio de Janeiro, *21.06.1839 / Rio de Janeiro, †29.09.1908). Escritor brasileiro, considerado como o maior nome da literatura nacional. 

(6) GLEISER, Marcelo − Professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA). / “Do nada, tudo”: publicado na Folha de São Paulo, 24.03.2013.

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2 Comentários »

  1. Eduardo
    Muito emocionante. Li, reli e senti o conteúdo de elevado sentimento humano, que mostra sua consideração pelas nossas vidas. Muito bonito. Há que reler várias vezes. Bate fundo no coração e é nosso dever refletir. Como acertou com esse seu magnifico texto! Cumprimentos pelo presente que recebemos no dia do trabalhador! Sua grandeza de alma enaltece a verdade nesse post, redigido pela rara pessoa humana que você é. Parabéns!
    Maria Marilda Pinto Correa
    Cidadã de Lagoa Santa

    Comentário por maria marilda pinto correa — 01/05/2013 @ 10:50 am | Responder

    • Marilda:
      Suas palavras me emocionam. Recebi mais uma injeção de ânimo para continuar escrevendo. Espero não decepcioná-la ao colocar minha ideias em palavras. Muito obrigado e um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 01/05/2013 @ 11:48 am | Responder


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