Sumidoiro's Blog

01/07/2013

RETRATO EM UM SONETO

Filed under: Uncategorized — sumidoiro @ 7:49 am

♦ Perfil de Alfredinho

Abre-se esta página para homenagear Alfredo Marques Vianna de Góes. Entre muitas coisas, foi poeta, historiador e genealogista e, especialmente por isto, o autor deste Blog lhe é devedor de valiosas informações que deixou sobre nossos antepassados. Por palavras de Abílio Gomes, vai aqui pintado o retrato de um grande homem, espiritualista, que era mais conhecido como Alfredinho.

Post - AlfredinhoAlfredo Marques Vianna de Góes, em idade madura e aos vinte e dois anos de idade.

HISTÓRIA EM UM SONETO

            “Quando o tempo passa e a gente sente que já começa a viver de reminiscências, há momentos de suave e doce enlevo, nos quais ressaltam da retina da lembrança, figuras, episódios e fatos pitorescos, que coloriram a paisagem distante da existência. Constatamos, também, quão efêmera é a vida e como há pessoas que por ela passam como se atravessassem uma longa noite escura, sem deixar marca de sua presença. Outros há, entretanto, que se destacam pelo lado positivo de sua atuação. São os idealistas e grandes de coração, que souberam trazer os olhos sempre abertos aos problemas do mundo, espargindo luzes pelos caminhos, estendendo os braços em largos gestos de bondade e entendimento.

No círculo de nossa vivência comunitária, destacam-se aqueles que, alheios a querelas e discórdias, só se encontram no campo aberto das causas justas e nobres. Muitos nomes poderia aqui citar. Entretanto, para desobrigar-me de antigo compromisso, quero, neste trabalho, referir-me à grande figura humana de Alfredo Marques Vianna de Góes. Dificilmente se depara com alguém que não o conheça ou que dele não tenha, pelo menos, ouvido falar. De Belo Horizonte às barrancas do São Francisco, seu nome transformou-se em legenda. Sua presença é dessas que congregam, entusiasmam, fazem roda. Sua bravura cívica seu poder de comunicação, seus judiciosos conceitos, sua palavra inflamada fazem-no de todos ouvido e acatado. Conseguiu vencer barreiras do tempo sem criar arestas. Não tem inimigos. E, se os tivesse, seria capaz de a todos perdoar. Procura sempre honrar as antigas e somar novas amizades, zelando pelas sadias tradições de nossa gente.

Conheço-o há mais de trinta anos. Moramos sob o mesmo teto. Partilhamos o mesmo pão. Fomos companheiros de longas jornadas pelos ínvios sertões das Gerais, enfrentando o pó das estradas, o sol causticante e o calor dos chapadões agrestes, num trabalho árduo e penoso, em que sempre os resultados compensavam. Sua maior compensação era estar junto aos seus amigos sertanejos, sondando-lhes o íntimo da alma, fazendo suas pregações cívicas, derramando entusiasmo e otimismo por onde passávamos.

Depois de nos casarmos em famílias ligadas por antigos laços de afetuosa estima, ele fixou-se em Belo Horizonte e eu em Sete Lagoas. Nossa casa, a sua casa. Sua casa, em Belo Horizonte, sempre acolhedora e amiga à nossa chegada, onde vó Guigui, sua doce e enternecida progenitora, me recebia como a um filho e em cujo ambiente a sua adorada e querida Carolina, a rainha do lar, com toda bondade, classe e porte de princesa que Deus lhe deu, compunha com o Alfredo o mais belo e admirável casal que já conheci e a que tanto quis bem.

Ele sempre envolvido com sua literatura, as suas composições poéticas, o seu curso de direito. Dedicava-se ao setor de seguros, convicto de que, antes de uma profissão lucrativa, estava exercitando uma função social de alta relevância, já que colocava os bens terrenos em posição secundária. Sua maior preocupação foi sempre no sentido de ajudar os amigos nas horas incertas e difíceis. Daí, o ter chegado a essa fase da vida sem acumular bens materiais, apesar de sua reconhecida capacidade, do seu talento e das inúmeras oportunidades que lhe foram presentes.

Dele contam-se episódios notáveis, sobre um dos quais quero aqui dar meu testemunho. Suas finanças não iam nada bem. Sabedor da situação, um amigo comum o convocou, dando-lhe a distribuição do “Sal Indiano”, com representação exclusiva para toda a região do norte de Minas. Fizeram cálculos e concluíram que o negócio seria dos mais rendosos e lucrativos. relacionou as praças principais e anotou os nomes das pessoas que lhe serviriam como ponto de apoio. Para Sete Lagoas, coube-me a honra de ser o escolhido. Apareceu-me numa sexta-feira em nossa casa, portando uma pasta repleta de papéis e o coração carregado de esperanças. Fez-me, entusiasmado, uma exposição dos seus planos. Tudo combinado, estabelecemos que, no dia seguinte, às sete horas da manhã, iniciaríamos nosso trabalho.

Levantei-me cedo e aguardei sua chegada: sete horas, oito horas, nove horas, nada… Preocupado, fui ao Vitória Hotel, onde se hospedara. Localizei o seu quarto e bati à porta. Lá dentro, uma voz firme se fez ouvir: “- Entra!” Fazia um calor enorme. Entrei. Sentado sobre a cama, sem camisa, apenas de cueca, com as pernas cruzadas, lembrando a figura de Buda, meu amigo lá estava, passivo e tranquilo. Na mão direita, uma caneta, enquanto a outra segurava um caderno. Inteiramente absorto, distanciado de tudo e de todos, nem ao menos se dignou a levantar a cabeça para me saudar. Apenas me disse com os olhos fixos na página do caderno: ‘- Você chegou no momento exato. Ajude-me a encontrar a palavra que preciso para o fecho deste soneto.’

Fiquei estático e indaguei a mim mesmo: ‘- Terá enlouquecido?’ Com precaução, aproximei-me e ele, com ênfase, declarou o soneto incompleto, para, ao final, exclamar com euforia: ‘- Achei! A palavra é avatar.’E foi assim que surgiu uma de suas mais belas composições poéticas, que intitulou Ad immortalitatem. Levantou-se, aprontou-se e me disse: ‘- Não posso ficar por mais tempo. Tenho que ir a Belo Horizonte levar este trabalho.’Pegou o primeiro ônibus e partiu. E nunca mais se falou em ‘Sal Indiano’. Ele sempre foi assim, as coisas do espírito tendo prevalência sobre os interesses puramente materiais.

O encontro do termo avatar, que procurava com tanta ânsia no quarto do hotel, provocou, naquele instante, por estranha coincidência sinonímica, uma metamorfose em seus planos, devolvendo-o ao seu natural habitat, ao seu ilimitado mundo de sonhos e de iniciativas nobres e generosas. Junto se achou aos, que bons como ele, o sabiam entender e compreender a grandeza do seu coração.

Reunindo esses puros de espírito, fundou a Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais, sodalício que preside desde sua instituição e através do qual, juntamente com seus pares, vem prestando um inestimável serviço de ordem cultural ao nosso estado e ao país. Ali deixará fixada, ‘ad immortalitatem’, a marca do seu talento e de sua nobilitante trajetória pelo mundo. Ali continuará poeta, como nasceu e viveu.

‘Sou tua irmã invisível, sou tua alma divina e este é o livro da sua vida. Encerra as páginas escritas das tuas existências passadas e as páginas em branco das tuas existências futuras’. ” (1) —  No Livro dos Mortos, Egito.

 Sete Lagoas, agosto, 1973Abílio Gomes.

Post - MúmiaFigura no Livro dos Mortos, pelo escriba Huneter, do ritual funerário dos egípcios. (British Museum)

Ad immortalitatem

Sinto a saudade vã de recôndita era… / De um mundo onde, talvez, tenha vivido outrora. / E sei, por intuição, que a morte não supera / a vida, que transcende o espaço e o tempo em fora.

A vida é como o tempo! uma emoção espera… / Se o sol se põe, depois a noite incide a Aurora. / Se um ser morre, renasce, alhures, noutra esfera, / e assim, como expirou, exsurge e revigora.

Então, noutro avatar, em nova natureza / Revive, ama e, no amor, realiza a humanidade. / e a vida continua — além da flama acesa

do milagre vital da entidade criada — /  por ser eterno o ser, essência e atividade / do próprio Deus que anima a gênese do Nada.

———

Post - Alfredinho miniatAlfredo Marques Vianna de Góes

Natural de Montes Claros (MG), *23.11.1908, e falecido em Belo Horizonte (MG), †14.10.1992. Sua família mudou-se para Curvelo (MG), quando ainda era criança, e ali terminou seus estudos de segundo grau, onde passou a juventude e também se casou, com Maria Carolina Guimarães. Tiveram dois filhos: Caroliano e Montezuma. Em 1935, mudou-se para Belo Horizonte, onde fez o curso de Direito. Além de homem de letras e genealogista, foi ativista cultural e um dos fundadores da Academia Montesclarense de Letras, na sua terra natal, como também da Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais, com sede em Belo Horizonte, em 08.04.1963. Desta foi presidente por quase vinte e oito anos, quando passou a presidente vitalício, tendo assumido o cargo de presidente executivo o vice-presidente Tasso Ramos de Carvalho. Sua atuação nessa casa foi marcante, tanto pela capacidade de liderança, como pelo dom da oratória. Participou também da Academia de Letras Municipais do Brasil e do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais. Recebeu diversas medalhas pelo mérito intelectual, entre elas a de Santos Dumont. Além da atividade de contista, cronista e poeta, teve intensa colaboração na imprensa mineira. Publicou, em 1987 o livro de contos, crônicas e poemas “Vultos e fatos do meu tempo”.

Seus pais são Francisco Bento Nogueira de Góes e Guiomar Octalia Marques (Guigui). Alfredo se orgulhava, sobremaneira, da sua ancestralidade oriunda da histórica Quinta do Sumidouro, pois era descendente, pelo lado materno, dos Marques Ferreiras e dos Souzas Viannas, gente daquela terra.

Antepassados: Silvério Marques Ferreira e Esméria Nogueira da Gama → filho: Manoel Marques Ferreira, casado com Anna Claudina de Souza Vianna (filha de Antônio de Souza Vianna e Josefa Fernandes de Azevedo), ambos naturais da Quinta do Sumidouro) → filho: João Baptista Marques Ferreira, casado com Hermogênea Ignacia de Magalhães Buitrago (filha do capitão-mor Manoel Caetano de Cerqueira Pinto e Brígida Ignacia de Magalhães) → filha: Arminda Marques, casada com José Herculano de Lima → filha: Guiomar Octalia Marques.

 [Veja, em http://docsdosumidoiro.wordpress.como Post: Genealogia Souza Vianna (IV)]

Post - CarolinaMaria Carolina Guimarães de Góes

Nasceu em Curvelo, na fazenda do Paiol, em 1910, e faleceu prematuramente, com sessenta e um anos de idade, em 18.09.1971, em Belo Horizonte. Era filha de José Teixeira Guimarães e de Maria José Mascarenhas Diniz Guimarães. Cultivava seus dons da pintura e da poesia. Os ascendentes maternos eram famílias muito conhecidas na região de Curvelo: Mascarenhas, Dinizes e Guimarães. Seu ancestral, o coronel Domingos Diniz Couto foi, nos tempos da Curvelo antiga, o maior fazendeiro da região e fundador de inúmeras fazendas. O viajante e aventureiro inglês, Richard Burton(2), na sua “Viagem de Canoa de Sabará ao Oceano Atlântico”, em 1867, fez questão de conhecer o coronel Couto, quando passou pela região, e dele traçou um pequeno perfil:

“O Coronel Domingos é um grande apreciador de bons solos; admira-se que ele continue a trabalhar para acrescentar mais terras às suas terras, mas isso tornou-se parte da sua vida. Tem cerca de quarenta léguas quadradas e, viajando rio abaixo (rio das Velhas) durante três dias, iríamos atravessar ainda suas propriedades. Além da fazenda de Jequitibá é, também, dono das fazendas de Ponte Nova, na barra do Jequitibá, a cerca de seis léguas de distância; do Paiol (onde nasceu Maria Carolina) com cem negros; Bom Sucesso, com mais de trezentos, e Laranjeiras.” (3)

A artista Maria Carolina encantou-se com a fazenda Bom Sucesso, que muito frequentava, e lhe dedicou um poema:

Fazenda do Bom Sucesso

O casarão conservado, / Há mais de um século erguido, / É lembrança do passado / E foi tão bem construído.

A gameleira eu bem digo, / Com tantos galhos copados, / Servindo sempre de abrigo / Aos casais de namorados.

Solitária a igrejinha, / Lá longe no descampado,/ mas há sempre uma andorinha, / Voando para o seu lado.

Bem perto corre um regato, / De água azul tão limpinha… / Onde vai nadar um pato, / Com a sua branca patinha.

E logo mais à tardinha, / O dia já se findou, / Corta os ares uma rolinha / Cantando “fogo pagou”.

Carolina Guimarães de Góes – Belo Horizonte, 1969

Pesquisa e arte de Eduardo de Paula

Colaboração: Berta Vianna Palhares Bigarella

———

(1) O pensamento foi divulgado pelas palavras de Léon Denis, no seu livro “Depois da morte”, e constaria de um papiro da tradição egípcia do “Livro dos mortos”. São livros que apresentam preceitos mágicos e ladainhas versando sobre os destinos dos que morreram. Serviam para orientar as pessoas a percorrer os caminhos necessários para atingir o reino de Osíris, divindade que era símbolo do renascimento da alma. Léon Denis foi um espiritualista francês (*01.01.1846 †12.03.1927) e, após a morte de Allan Kardec, tornou-se um dos principais expoentes do espiritismo. A citação completa é esta: “Sou tua irmã invisível, dizia ela, sou tua alma divina, e isto é o livro [o papiro] da tua vida. Ele encerra as páginas cheias das tuas existências passadas e as páginas brancas das tuas vidas futuras. Um dia as desenrolarei todas diante de ti. Agora me conheces. Chama-me e eu virei.” / Fonte: DENIS, Léon − “Après la mort − exposé de la doctrine des esprits” – Paris, 1893, Librairie des Sciences Psycologiques, Huitième mille, p. 39.

(2) BURTON, Richard Francis − (*19.03.1821 †20.10.1890) Inglês: geógrafo, explorador, tradutor, escritor, soldado, orientalista, cartógrafo, etnologista, espião, linguista, poeta, esgrimista e diplomata. Viajou e explorou em Ásia, África e Américas. Conheceu Domingos Diniz Couto em 1867.

(3) As fazendas Bom Sucesso, Laranjeiras e Paiol, ficam em Presidente Juscelino (MG). Situa-se entre os municípios de Santo Hipólito, Santana de Pirapama, Curvelo e Inimutaba.

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14 Comentários »

  1. Eduardo,
    Muito interessante a saga deste seu primo. Belos e sonoros poemas.
    Maria Marilda – Lagoa Santa, MG

    Comentário por maria marilda pinto correa — 01/07/2013 @ 11:22 am | Responder

    • Marida:
      Quem conhecia Alfredinho ficava amigo à primeira vista.
      Muito obrigado pelo comentário e um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 01/07/2013 @ 3:40 pm | Responder

  2. Eduardo,
    Este “Post” foi especial para mim. Além da bonita homenagem ao Alfredo Marques Vianna de Góes, há o texto escrito por uma pessoa conhecida (Abílio Gomes), permeado com lindas poesias. O cenário, que me é familiar, levou-me a viajar no tempo…
    Parabéns! Abraço amigo, Ivana.

    Comentário por Ivana Maria de Aguiar Ribeiro — 02/07/2013 @ 2:54 pm | Responder

    • Ivana:
      Fico alegre por você ter gostado. Eu também conheço o cenário de Sete Lagoas, onde passei dias muito agradáveis.
      Muito obrigado e um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 02/07/2013 @ 6:25 pm | Responder

  3. Parabéns novamente, Eduardo! Tive muito gosto em ler.
    Abraço, Margaret Campolina.

    Comentário por Margaret Campolina — 03/07/2013 @ 10:09 am | Responder

    • Olá Margaret:
      Muitíssimo obrigado. Aguarde o próximo Post.
      Um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 03/07/2013 @ 5:26 pm | Responder

  4. Que maneira deliciosa de visitar a história! Adorei o blog!

    Comentário por Luiz Henrique Vieira — 01/01/2014 @ 2:12 pm | Responder

    • Luiz Henrique:
      Muito obrigado pelo estímulo. Se continuar tendo fôlego, lançarei pelo menos um Post a cada mês.
      Um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 01/01/2014 @ 6:57 pm | Responder

      • Bom trabalho pra você! Estaremos acompanhando o resultado de sua pesquisa.
        Um abraço,

        Comentário por Luiz Henrique Vieira — 02/01/2014 @ 11:33 pm

      • Luiz Henrique:
        Mais uma vez muito obrigado. Vou em frente.
        Um abraço do Eduardo.

        Comentário por sumidoiro — 03/01/2014 @ 9:28 am

  5. Eduardo: Parabéns pelo grande trabalho de Sherlock Holmes… Estive alguns anos atrás em Paris, justamente procurando as cartas de Claussen ao Museu de História Natural, pois, na época, tínhamos um projeto de escrever um livro sobre Peter Claussen. Desde então, realmente muitas coisas foram descobertas. Sensacional! Parabéns mais uma vez e continuarei acompanhando o blog. Abraços,
    Leda Zogbi – São Paulo.

    Comentário por Leda Zogbi — 09/03/2014 @ 9:24 pm | Responder

    • Leda:
      Seu entusiasmo e tanta gentileza me animam a continuar nessa diversão de pesquisar e ir aprendendo com a história. Digo isto, porque não sou historiador por formação. Tenho vários Posts em andamento e espero não decepcionar meus leitores.
      Muito obrigado e um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 09/03/2014 @ 9:56 pm | Responder

  6. Que dizer? Apenas dar os parabéns por nos ofertar um trabalho tão minucioso e de leitura agradável e proveitosa. Como diria minha mãe, ” Que beleza.”

    Comentário por sertaneja — 29/03/2014 @ 2:41 pm | Responder

    • Sertaneja:
      Sua palavras me animam. Aguarde pelo menos um novo Post por mês.
      Muito obrigado e um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 29/03/2014 @ 5:22 pm | Responder


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