Sumidoiro's Blog

01/04/2016

AULA DE CHATICE

Filed under: Uncategorized — sumidoiro @ 6:58 am

♦ Um pé na história, outro no ridículo

Ler a história com bom humor é ótimo. Serve para aprender a levar a vida sem exagerar no siso. Verdade é que, mais cedo ou mais tarde, muito do que está como sério de repente pode ficar ridículo. Vamos então pinçar no passado um personagem que colocou o riso na história. Uma das suas especialidades era fustigar seus semelhantes.

Post - Crates & Hipárquia Crates e Hipárquia, esbanjando chatice (Vila Farnesina, Roma).

Contam-nos os historiadores(1) que Crates – o filósofo cínico – foi um dos mais proeminentes discípulos de Diógenes. Nascido em distinta e rica família de Tebas, era filho de Ascondo.

Certa feita, assistiu à encenação de uma tragédia de Eurípides, em que um personagem, Télefos, abandonava toda sua riqueza para tornar-se um mendigo e viver na pobreza. Tão impressionado ficou com a representação que decidiu fazer o mesmo. Daí, tratou de dar melhor destino à sua fortuna, que ultrapassava pouco mais que 200 talentos, a moeda da época. Colocou-a, então, em mãos de um banqueiro, determinando que fosse resgatada de forma por demais extravagante.

Em primeiro lugar, poderia ser apropriada por filhos seus que se mostrassem incapazes. Mas, se tivessem elevação de alma para serem filósofos, nesse caso o dinheiro deveria ser distribuído entre os cidadãos de Tebas. No seu entendimento, filósofos não precisavam de dinheiro. Seus amigos, quando tomaram conhecimento de tamanha imprudência, tentaram dissuadi-lo, ao que ele reagiu enxotando-os da sua casa a pauladas.

Quando chegava o verão, Crates usava um pesado manto mas, no inverno, por mais intenso que fosse o frio, trocava-o por uma leve camisa. Seu objetivo era tornar-se forte na adversidade. Cultivava também outra mania: a de entrar nas residências, quaisquer que fossem e sem nenhuma cerimônia, apenas para reprovar nos moradores o que lhe desse na telha. E tanto isso fez, que ganhou o apelido de “Abre-portas”. Desse modo, havia adquirido uma das piores características do ser humano, qual seja, a de meter-se na vida dos outros sem ser chamado. Em resumo, era uma pessoa deveras muito aborrecida.

Fazia o mesmo nos bordéis onde, amiúde, adentrava intempestivamente, insultando sem dó nem piedade as prostitutas. Elas, por sua vez, não deixavam por menos e replicavam, lançando os piores palavrões ao filósofo. Aos que lhe perguntavam sobre os motivos que o levavam a esses confrontos vexaminosos, respondia:

“É um preparatório para as discussões com os filósofos. Quando necessário for, consigo de imediato e sem vacilar, responder aos seus insultos.”

Post -TébasTébas em ruínas e os espíritos de um casal de chatos pairando no ar.

Realmente, o sujeito era uma “canseira”… Apegado à sua filosofia extremada não bebia vinho, só água. Certo dia, seu companheiro Demétrio de Faleros enviou-lhe alguns pães e uma garrafa de vinho, mas Crates indignou-se com a gentil oferta. Devolveu tudo, imaginando que o amigo estivesse a imaginar que lhe faltasse o que beber. E mandou um recado com desdém:

“Oxalá no céu houvesse fontes em que jorrassem pães.”

Porém, apesar de tanta esquisitice, surgiu na sua vida uma tal de Hipárquia, que por ele se apaixonou, embora não houvesse aparentes motivos para tanto. Pelo contrário, Crates era desajeitado, mal vestido, corcunda e andava todo curvado. Vestia-se de farrapos, usava um capuz de pele de cordeiro, carregava um embornal com alguns pães e apoiava-se num cajado. Para completar, era muito feio.

A família da moça e mesmo ele, munido de sua poderosa filosofia, tentaram dissuadi-la de tal aventura, mas não obtiveram o resultado desejado. Assim sendo, Crates fez uma última tentativa. Levantou-se da cadeira, postou-se de pé diante dela, para que visse sua corcunda e, em seguida, lançou por terra sua veste em trapos, o embornal e o cajado. Exclamou então:

“Para que não diga que foi enganada, eis aqui o teu marido e tudo que possui, agora decida logo o que pretende. Se quiser ser minha mulher, fique sabendo que não terá outras riquezas.”

Completamente cega de amor, a teimosa da Hipárquia não hesitou e, por Crates, renunciou a tudo que possuía e, unindo-se a ele, tanto passou a viver na pobreza quanto também tornou-se uma cínica. Daí, vestiu-se com uns molambos e os dois passaram a cometer coisas as mais infames pelas ruas e praças públicas, sem respeitar quem quer que fosse. Ela, por sua vez, em alguns momentos chegou a superar o marido nos desaforos. Desse modo, a dupla tornou-se imbatível na arte de incomodar os outros.

Post - DiógenesVisitando Diógenes – mestre de Crates – em sua morada no barril.

É raro mas, em certos casos, a cegueira do amor faz por ignorar as misérias da vida. Foi o que ocorreu com aquele casal, viveram na pobreza material mas felizes, desfrutando a fortuna da filosofia. Por outro lado, os filhos dessa união, convictos de que possuíam a mesma sabedoria dos pais, tornaram-se adeptos das mesmas esquisitices.

Um momento admirável foi quando as filhas de Crates optaram por casar-se com dois dos seus discípulos. Mas, como o filósofo era um homem muito ético, deu aos noivos trinta dias para fazerem uma experiência, sem compromisso. Até mesmo para os males do coração Crates tinha receita certa e, por isso mesmo, assim filosofou:

A fome cura o amor ou ele se extingue com a idade e, se assim não acontecer, tome uma corda e enforque-se.”

E, desse jeito, comportou-se Crates, até o fim da vida, sempre trazendo consigo seu cinismo recheado de ideias inteligentes, amiúde provocativas e, ao mesmo tempo, desagradáveis. No seu leito de morte, quando sentiu chegar a hora final, teve a ousadia de cantar para si próprio:

Vai, corcovado amigo!
Baixando às mansões infernais,
Na sua exagerada velhice,
Dobrado e curvo.

Quinze séculos depois

Na filosofia, os brasileiros ficam longe dos gregos mas, nas extravagâncias conseguem competir com muita criatividade. Pois bem, entre eles, surgiu e multiplicou-se um tipo original, denominado “chato de galocha”, que se ocupa em atazanar um mundo de gente. Essa criatura enfadonha e grudenta prosperou notadamente na década de 1940, mas adaptou-se aos novos tempos e ainda é fácil encontrá-la por toda parte. O nome de batismo do tipo, sem exceção, foi substituído por o Galocha. A variação de um famoso ditado cabe-lhe bem:

“Um elefante incomoda muita gente, um Galocha incomoda muito mais.”

Vamos explicar o por quê da galocha(2)… É um calçado apropriado para caminhar na neve ou para enfrentar dias frios e chuvosos. A sua origem é muito antiga e foi na França que surgiu com o nome de galoche. Ainda é muito usada, não só lá, mas em todo o mundo. Por outro lado – na década de 1940 –, os brasileiros a aperfeiçoaram, produziram e popularizaram, dando-lhe o nome de Galocha Moderna. Essa versão, era apropriada para recobrir o calçado comum e diferia sobremaneira da sua ancestral.

Post - Galocha modernaPar de galochas e anúncio das “Casas Ranieri”, de Belo Horizonte (MG).

Durante a 2ª Guerra Mundial, houve uma grande demanda de borracha para abastecer as tropas ocidentais. A consequência foi um “boom” na extração de matéria prima das seringueiras da Amazônia para a produção de vários artefatos, principalmente pneus. No país, havia a fábrica de pneus Brasil, que começara produzir em 1934; a Goodyear, em 1939; e a Pirelli, em 1941. Devido à demanda interna e externa, essas indústrias implementaram grande produção.

Porém, naquele momento, alguns brasileiros de visão notaram que havia muita sobra de aparas de borracha e que poderiam ser reaproveitadas. Surgiu, então, a ideia de fabricar as tais galochas, que vieram a se transformar num sucesso de vendas. A revista norte-americana “Men’s Wear” publicou(3) uma notícia:

“Até que enfim, achamos um par de galochas tanto úteis quanto elegantes. Coube ao Brasil a iniciativa de modernizar a humilde galocha e o resultado é extremamente interessante. As linhas são bastantes modernistas e os saltos são retraídos. Feitas de pura borracha do Pará, oferecem extrema elasticidade e resistência, e são leves.

A casa Wanamaker’s, de Filadélfia, foi a primeira a vendê-las nos Estados Unidos. Chamam-se Galochas Modernas e estão sendo vendidas a 1$85 o par. […] Esse aperfeiçoamento no desenho de galochas, semelhante à invenção de linhas aerodinâmicas no modelo T dos Fords antigos, criou sensação na fleumática Filadélfia, onde o burguês raramente se alvoroça com novidades. Mesmo sem anunciar, e apenas expondo-as nos balcões, o lote inteiro saiu da loja nos pés dos fregueses.”

Galocha na sopaBlondie, a Lourinha: “Diário Carioca”, 03.01.1941 (por Chic Young).

Retrato do chato de galocha

Agora, a descrição do que era o tal chato de galocha, especialmente o que circulava nas grandes cidades brasileiras. Na época em que as pessoas andavam de bonde, ele sempre usava o transporte para se deslocar para todo lado. Era fácil e barato. Por isso, tornara-se um visitante contumaz, useiro e vezeiro em tomar café ou mesmo almoçar sem ser convidado. As melhores oportunidades para o ataque à mesa alheia surgiam nos dias chuvosos. Justamente quando toda dona de casa, por hábito e prazer, preparava as mais apetecíveis refeições.

Por outro lado, o indivíduo podia ser considerado uma espécie de barômetro humano. Se em tempo seco aparecia calçado de galochas, era anúncio de chuva certa. Contudo, pelo hábito de usar tais apetrechos, ficava indelevelmente marcado como pessoa insuportável, mesmo que despontasse sob sol escaldante e sem estar calçado.

Até que se sentisse pronto para agir, o chato tinha lá suas artimanhas visando ganhar a simpatia das vítimas. Entre elas, a simulação de pertencer a família importante, ser proprietário de muitos bens e ter diploma de curso superior. Na segunda etapa, paramentava-se para a investida infalível à mesa alheia e, para isso, contava com uma técnica apropriada. Vestia as tais galochas, mais capa de “shantung”, chapéu à prova d’água, guarda-chuva e, de modo a não ser identificado logo à primeira vista, óculos escuros lhe encobriam os olhos.

O costume antigo de não se trancar as portas durante o dia, facilitava sobremaneira o ataque do chato. Assim é que sempre podia adentrar de mansinho nas residências, arrastando suas galochas de borracha e pingando água pelo chão.

Pois bem. Quando os moradores percebiam sua presença, o chato de galocha já estava confortavelmente instalado à mesa, de prato feito e desfrutando das iguarias. Nesse instante, as donas de casa, notadamente pessoas muito dignas e educadas, se continham para não explodir. Mais adiante, ainda tinham o dissabor de ver o rastro d’água que o guarda-chuva molhado deixara pela casa.

Desse modo original, também a criatura brasileira tornou-se um Abre-portas, à semelhança do filósofo Crates. Distinguiam-se num detalhe, é que o chato de galocha não pronunciava impropérios mas, mesmo com a boca fechada, conseguia irritar o próximo. Um humorista(4) disse que essa espécie de gente sofria de chatice, a única doença que não dói no portador.

Post - CalçadosContra a tuberculose: cartaz (esquerda) pelo uso do “sabot” (centro) e da “galoche”  (direita)

Gênese da galocha

A galocha em si não tem nada de ridícula, pelo contrário, num determinado contexto deve ser levada muito a sério, porque outrora foi um ótimo calçado. Ela teve origem no “sabot” – tamanco, em francês –, talhado em madeira. Ambos são muito adequados para andar tanto sobre neve, água, terra firme ou lama. Além disso, servem para agasalhar os pés, protegendo e dando conforto nas épocas mais frias. Assim foi que, durante a primeira guerra mundial e até depois, as autoridades de saúde recomendaram seu uso, de modo a evitar a tuberculose.

A etimologia indica a origem da palavra galocha. Teria chegado ao francês através da forma latinizada caloges (plural), depois se transformando em galoche: calçado coberto de tecido grosso ou couro, com plataforma de madeira ou cortiça. Contam(5) que um erudito baiano, por demais avesso aos galicismos, tentou mudar o nome da galocha e o fez com toda ciência e conhecimento de etimologia. Propôs chamá-la de anidropodoteca. É claro que o terrível vocábulo não vingou, mas a infeliz tentativa fez do próprio autor um verdadeiro Galocha.

Apesar de tudo, sempre há quem consiga tirar poesia seja lá d’onde for, o que também aconteceu com os calçados. Assim:

L´herbe est douce à Pâques fleuries(6);
| A grama é doce no domingo de Páscoa;
Jetons mes sabots, tes galoches.
| Joguemos fora meus tamancos, tuas galochas.
Et, légers comme des cabris,
| E, ligeiros como os cabritos,
Courons après les sons de cloches. 
| Corramos atrás dos sons de sinos.
— Georges Brassens, 1953.

Post - Os plantadores de batatas“Os plantadores de batatas”: pés agasalhados com “sabots” (Van Gogh, detalhe).

Pois bem. O estilo desses calçados têm resistido ao tempo, de modo que, com novos designs, sempre voltam à moda. Desnecessário seria dizer que, da mesma maneira, o tal personagem de carne e osso – o Galocha – tem procurado se atualizar, dos pés à cabeça.

Recentemente, apareceu um revival da galoche francesa, esteticamente desastroso mas, a fim de evitar aborrecimentos, evitamos citar o nome do produto. Numa criança, até que dá para vesti-la, contudo, se algum adulto tiver muita vontade de fazer o mesmo, é recomendável que não se afobe, respire fundo, medite e troque, nem que seja por uma sandália havaiana. Cuidado, não convém se expor a um mal-entendido dessa natureza!

Leia mais, clique com o botão direito, aqui: “Pegando Bonde”.

Texto, tradução e imagens por Eduardo de Paula

Revisão: Berta Vianna Palhares Bigarella

———

(1) SANZ, Josef Ortiz y – “Los dies libros de Diogenes Laercio”, Imprenta Real, Madrid, 1792, tomo II, p. 52. // MOTHE-FÉNÉLON, François de Salignac de la – “Abrégé de la vie des anciens philosophes”, Imprimerie Honnert, Paris, 1795, p. 270.

(2) “Correio Paulistano”, 13.12.1941, p. 7 – “Rio de Janeiro, da sucursal – O diretor do Departamento Nacional de Propriedade Industrial, sr. Francisco Antônio Coelho, expediu as seguintes patentes de invenção: […] a Galocha Moderna Limitada, para um processo e fabricação de um aparelho para fabricação de galochas-botinas, conhecidas com “Snow-boots”, fundidas em uma só peça inteiriça…”

(3) “Correio da Manhã”, RJ – 13.03.1941, p. 9.

(4) FERNANDES, Millôr – Em “Poeminha maçante”, 03.10.1960.

(5) MAGALHÃES Júnior, R. – “Revista da Semana”, 25.11.1944, p. 3.

(6) “Pâques fleuries” – Domingo de Ramos ou Domingo de Páscoa* (*Pâques)Ocorre durante a primavera francesa, quando a natureza está florida* (*fleurie). Nome plural, em francês, para distinguir da Páscoa judaica, o Pessach. // O descobridor da Flórida (USA), Juan Ponce de León, avistou a península na primavera, em 27.03.1513, no Domingo de Páscoa ou “Pascua Florida”, em espanhol.

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6 Comentários »

  1. Olá Eduardo de Paula.
    Nada de chato em galochas. Porém elas são muito necessárias. Sempre foram. Você é espirituoso e talentoso. Mais uma vez parabéns pelos temas sempre escolhidos.
    Marilda

    Comentário por Maria Marilda pinto Corrrea — 01/04/2016 @ 8:58 am | Responder

    • Marilda:
      Não sei levar a vida com muito siso e digo-lhe mais, já usei galochas. Depois morri de rir.
      Um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 01/04/2016 @ 9:12 am | Responder

  2. Parabéns, Eduardo, por mais um post. Você conseguiu traçar um perfil do chato com leveza e precisão, sem ser chato. Seus textos sempre trazem novos conhecimentos. Eu não sabia do filósofo Crates, discípulo de Diógenes, e muito menos de Hipárquia, sua companheira na vida e na chatice. Creio que a diferença dos chatos gregos em relação aos chatos de galocha é que estes buscam apenas tirar proveito de suas relações enquanto aqueles pensavam e faziam pensar. A chatura com propósito me parece mais louvável.
    Obrigado por mais este texto que, além de ser de leitura prazerosa, abre perspectivas para várias análises, o que sempre me traz muita alegria.

    Comentário por Pedro Faria Borges — 01/04/2016 @ 10:39 am | Responder

    • Pedro: Pela minha idade, tenho que correr para colocar meus pensamentos no papel, melhor dizendo, na internet. Tenho mais coisas a dizer e espero não ficar demasiado chato. De qualquer modo, suas palavras me encorajam a continuar. Muito obrigado, por tanta gentileza, Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 01/04/2016 @ 1:50 pm | Responder

  3. Usei galochas quando criança. Para sair na chuva e não estragar os sapatos. As galochas femininas pareciam botinhas, muito bonitinhas. Eu adorava minhas galochas. Achava chique demais usar galochas e capas de chuva. Pelo que sei, nada disso existe mais. Nada sabia sobre a origem da expressão “chato de galochas”. Como sempre aprendo coisas no seu blogue. Muito interessante a história de Crates. Estudei filosofia pura no curso de formação. A única turma da escola que tinha essa matéria. Todas as outras estudavam Filosofia da Educação. Lembro-me de quando estudei Crates, o abridor de portas. Mas nunca vi ninguém dizendo que ele era um chato. Devia ser mesmo.

    Comentário por virginia Abreu de Paula — 08/04/2016 @ 3:04 am | Responder

    • Virgínia:
      A galocha típica do chato é essa de borracha preta, que você viu na ilustração. Creio que as galochas que usou eram de estilo mais moderno. Eram bonitinhas sim, feitas de plástico mais grosso e colorido.
      Muito obrigado e um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 08/04/2016 @ 7:41 am | Responder


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