Sumidoiro's Blog

01/10/2016

SONHO DE UMA NOITE

Filed under: Uncategorized — sumidoiro @ 6:41 am

♦ O Saci de Shakespeare

Uma vez, disse Parmênides – o grego: “Nada vem do nada”. Muito tempo depois, Lavoisier – o francês – exclamou: “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”! Disso se conclui que também o Saci-Pererê evoluiu seguindo a regra.

post-robinRobin Goodfellow – ou Puck – com seu barrete à moda do Saci, ou vice-versa.

Pois bem, o dramaturgo William Shakespeare(1), ao final do século XVI, escreveu o “Sonho de uma Noite de Verão”, relacionando essa comédia à mitologia greco-romana. A representação abre-se com Teseu, duque de Atenas, que estava de casamento marcado com a amazona* Hipólita. Porém, antes do enlace, ele é chamado para mediar uma disputa amorosa, envolvendo uma tal de Hérmia e seu pai Egeu. — * Amazona (as): da mitologia grega – a (sem) mazós (mamas). Guerreiras que cortavam a mama direita para melhor tensionar a corda do arco.

A dificuldade é que Egeu, forçadamente, pretende casar sua filha Hérmia com Demétrio. Mas ela é apaixonada por Lisandro! Vai daí que ele diz ter o mesmo sentimento por Hérmia. Contudo, Demétrio também se revela apaixonado por Hérmia, apesar de haver uma Helena por ele morrendo de amores. E assim inicia-se a complicada trama.

A partir dessas preliminares e buscando por ordem na balbúrdia amorosa, o duque Teseu resolve agir radicalmente, impondo breve prazo para que Hérmia defina seu próprio futuro. Mas oferece-lhe apenas três dolorosas opções: casar-se com Demétrio, morrer ou entregar-se a Diana – deusa da lua e da castidade –, abandonando os homens e passando a viver na solidão.

Então, desenvolvendo esse devaneio a quatro amantes, Shakespeare lança-os numa floresta encantada, povoada por duendes, fadas e mistérios. Para complicar e provocando uma série de alvoroços, entra também em cena Oberon – o rei dos duendes –, que tem sob seu comando um assistente chamado Puck – ou Robin Goodfellow –, um capetinha, especialista em travessuras. Pois bem, esse é parente muito próximo do Saci-Pererê brasileiro, eternizado por Monteiro Lobato. E vamos ver por quê…

post-tre%cc%82s-sacisCapa do livro “O Saci”, de Lobato. Mais dois desenhos: por José Wasth Rodrigues e por Lobato.

Fortes evidências apontam para sua origem na Península Ibérica, onde são tratados como Trasgos. Muito tempo antes da Era Cristã, por ali perambularam seus ancestrais bem mais longínquos. Evidentemente, eram de tez branca, como os habitantes humanos, e tinham duas pernas. A perna que o Saci perdeu é outra história… Os povos celtas habitaram a região que engloba, hoje, territórios de Portugal, Espanha e França. Somente numa fase posterior é que emigraram, levando também sua cultura para os países mais ao norte, notadamente Inglaterra, Escócia e Irlanda.

Com a ajuda do Visconde de Castilho(2) – escritor português, do século XIX –, é possível fundamentar os fatos. Ao fazer uma “tradução” do sonho de Shakespeare, à qual deu o título de “Sonho d’uma Noite de São João”*, ele lançou luz sobre os ancestrais do Saci-Pererê. — * No hemisfério norte, a noite de São João cai no 23 ou 24 de junho: equinócio de verão.

Foram esses celtas da Península Ibérica que levaram a tradição dos trasgos para as plagas da Inglaterra e Irlanda. Recentes teorias, históricas e científicas, confirmam isso. Os deuses celtas não eram adorados em templos, mas sim nos campos e florestas de carvalhos. Contudo, suas práticas foram assimiladas pelos cristãos e, de certo modo, aceitas pela igreja.

Assim é que, no calendário britânico, comemora-se o Saint John’s Day – dia de São João Batista –, que corresponde ao nascimento do pregador judeu, em 24 de junho. Especialmente nessa data, os espíritos agitam a floresta, como aconteceu no “Midsummer Night’s Dream”, de Shakespeare. Essa é a justificativa pela qual o tradutor português preferiu escrever “Sonho d’uma Noite de São João”, bem como chamar de Trasgo ao duende Robin, como se diz na cultura portuguesa. O texto, em primorosa tradução, mostra as estrepolias de Robin Goodfellow* (*Bom Companheiro). Disso, um pouco:

post-robin-miniatura      ATO II – QUADRO III
Lugar selvático às abas (arredores) de Atenas. Noite de lua.
      CENA I
Entra, de um lado, uma FADA e, do outro, um TRASGO, que está continuamente em movimentos de brincalhão.

      TRASGO
Por onde é o ir, espírita?

      FADA
Por vales por outeiros (colinas),
por sebes (cercas vivas) de espinheiros,
matas e matagais.
Traspasso o fogo, as águas;
tudo me dá passagem,
suavíssima viagem
como as da lua, e mais.

Sirvo à Rainha (fada Titânia); os círculos
que ela abre nos relvados,
sendo por mim regados,
criam-lhe a nossa flor:
as prímulas (primeiras flores da primavera). Das prímulas
as mais cimeiras (do alto), ela
suas as chama, as zela
com maternal amor.

Ver-lhe a roupagem áurea
de pintas salpicada!
são os rubis da fada,
e alma fragrância dão.
Mandou-me agora às pérolas
do orvalho, e as mais fulgentes,
pendê-las por pingentes,
ao corpo seu loução (porte elegante).

E adeus tu lá, dos gênios
o brincalhão mais louco!
Titânia dentro em pouco
será neste lugar.
As fadas do seu séquito (cortejo) 
havemos de acompanhá-la.
Adeus, jogral (artista de rua), abalas (vai-te embora);
não posso mais tardar.

      TRASGO
Aqui esta noite fazemos nós festa
com o nosso Monarca. Vai, vai, boa fada,
livrar a Rainha de que entre à floresta,
nem seja por ele de longe aventada (sugerida),
que El Rei Oberon (rei das fadas)
com todos seus gênios (espíritos), tão dado, e tão bom,
contra ela arde em fúria por causa do infante (menino)
que a um Rei lá das Índias furtara e incessante
conduz a seu lado. Jamais houve pajem (acompanhante)
que a este em lindeza levasse vantagem.

O esposo tem zelos (ciúmes), por isso queria
tal pagem tirar-lhe que aos seus juntaria,
e sempre o traria consigo correndo
por serras e bosques. Titânia acha horrendo
o antojo (o apetite extravagante!) do esposo;
tem preso e não larga seu pagem formoso;
coroa-o de flores, não vê, nem quer ver
no mundo outra glória nem outro prazer.

Aí tens porque nunca se encontram em mata,
em prado (campina), em nascente de líquida prata,
debaixo do manto celeste broflado (bordado),
sem mútuas querelas (discussões), sem ríspido enfado (tédio);
a ponto que os silfos (gênios do ar), de medo trementes (assustados),
se alapam (escondem) na concha das landes (sementes das flores) pendentes.

FADA
Tu és por força o espírito
perpetuo galhofeiro, malicioso, trêfego (traquinas),
amável trapaceiro,
que tem por nome e título
Robin (o Trasgo) o brincalhão,
pois não?

Não és? não és o gênio
que assusta as aldeanitas (moças de aldeia),
peças (maldades) de todo o gênero
faz para as ver aflitas,
e na cozinha rústica
põe tudo de travez? (atravancado, atrapalhado)
não és?
desnata o leite, em líquido
deixa a manteiga, impede
que dê farinha a máquina,
e que o fermento azede,
e estafa (se cansa) a errar por gândaras (descampados),
do viandante os pés?
não és?
e quanto mais descômodos
causou, mais ri; mas ama
a quem “lindinho mágico”
e “bom duendinho” o chama;
a esses tais ajuda-os,
colma-os (cobre-os) de bens sem fim;
és? sim?

TRASGO
Sim o tal sou que leva à tuna (à brincadeira)
a noite em peças (logros, ilusões); por fortuna (sorte)
consigo às vezes distrair
El-Rei (Oberon) meu amo, e faço-o rir.
Vejo um cavalo sossegado,
de boa fava (semente) arraçoado,
dou-lhe de longe o meu relincho
de égua amorosa;
é logo um pincho (salto), e orelha fita (em pé, alerta).
Encontro a Brazia,
comadre séria, ancha (larga), e durázia (mulher entrada em anos)
que está co’o olho na bebida,
faço-me, zás! maçã cozida
dentro na malga (tijela) ocultamente;
põe-se a beber; vou de repente
filo-lhe (selo-lhe) o beiço. A velha fula (furiosa)
pula; a cerveja com ela pula;
verte-se e toda se desata
pelas beiçolas e barbela (papada)
rugosa, flácida, amarela,
d’ela não há, não há cascata
de tanta graça como aquela!

Austera avó para contar
um caso atroz de arrepiar,
quer se assentar na tripecinha (tamborete de três pés)
que ao lado enxerga, e em que eu (Robin) me tinha
mudado adrede (de propósito); eu fujo, e truz!
Sentou-se no ar, cai de chapuz (de cabeça para baixo)!
fica no chão amesendada (refestelada);
falta-lhe a tosse; quer surgir (levantar-se),
a tosse cresce; está danada;
e tudo doído! a rir! a rir!

post-saci-mickeyMickey Rooney e Olivia de Havilland em “A Midsummer Night’s Dream”.

Caminhando, e dando suas voltas, vai a história, até chegar ao final:

CENA XIX / TRASGO (agradecendo ao público)
Fantásticos moradores (… referindo-se a si mesmo)
das regiões extramundo,
se desprovemos (falhamos) senhores,
a vós, inda habitadores
deste planeta profundo,
bom remédio; imaginai
que pelo sono passastes;
que estando a dormir, sonhastes;
o sonho durou um ai (instantezinho),
que n’outro aí acordastes.

D’este enredo frouxo e vão,
levai somente a lembrança
d’uma passada ilusão;
e em nós, co’o vosso perdão,
dobrai força e confiança.

Palavra de trasgo honrado:
se escapamos d’esta vez
aos silvos do drago (dragão) irado,
o bem que hoje se não fez,
far-se-á breve e melhorado;

crede no vosso Robin.

E agora, benigna gente,
essas mãos (… da plateia) todas a mim!
o Trasgo, esforçado assim,
vosso fica eternamente!

MAIS DO SONHO

Quando a peça foi escrita, ao certo não se sabe, tampouco sobre a primeira vez encenada, mas acredita-se que terá sido entre 1595 e 1596. Talvez fora de encomenda, para o casamento de Sir Thomas Berkeley(3) e Elizabeth Carey, realizado em Fevereiro de 1596. Mas, verdade é: o devaneio de Shakespeare encantou e ainda encanta todo mundo. Também foi assim com Felix Mendelssohn(4), que compôs o concerto “Sonho de uma noite de verão”, em 1826, tendo acrescentado a “Marcha Nupcial”, em 1842, tão frequentemente tocada em órgão.

Mais tarde, William Dieterle(5) e Max Reinhardt(6) levaram ao cinema “A Midsummer Night’s Dream” – filme americano de 1935 –, que é o primeiro trabalho de Olivia de Havilland(7). Ela faz o papel de Hérmia, a filha de Egeu, apaixonada por Lisandro. Robin Goodfellow é interpretado por Mickey Rooney(8). Durante as filmagens, Rooney quebrou uma perna e teve de ser dublado em várias cenas. Enquanto pôde, atuou com uma perna só. Isso não tem a ver com o Saci-Pererê?

O SONHO DO VISCONDE

Formidável é que Antônio Feliciano de Castilho – visconde – traduziu Shakespeare sem saber inglês! Em tempo: formidável(9) pode dizer maravilhoso ou, também, medonho. Como disse o padre Raphael Bluteau (Coimbra, 1713) é “cousa que se faz temer, ou que se deve temer muyto”. Mas, vamos em frente, porque a tradução é de fato admirável e não desmerece o original, pelo contrário.

post-visconde-de-castilho

← Visconde de Castilho.

Castilho foi escritor romântico, polemista, pedagogo e inventor de um método de leitura. Ainda na infância, apresentou sintomas de tuberculose e, aos 6 anos de idade, vitimado pelo sarampo, perdeu a visão quase totalmente. À essa altura, já sabia ler e escrever, mas teve de prosseguir seu aperfeiçoamento através da leitura de ouvido. Com muito esforço, tornou-se um erudito, dominou a fundo o latim e adquiriu algum conhecimento de outras línguas, especialmente o espanhol e o francês. Apesar de todas as dificuldades, conseguiu licenciar-se em direito pela Universidade de Coimbra, onde tornou-se catedrático. Distinguiu-se como poeta, prosador e tradutor, embora sua obra tenha sido produzida através de ditado.

Em 1865, esteve no Brasil propagando o seu “Método de Leitura”, sendo recebido amigavelmente pelo imperador d. Pedro II, a quem dedicou o seu drama “Camões”, e de quem foi sempre dileto amigo, até à morte.

Suas traduções foram feitas de maneira indireta ou, como se dizia, “de segunda mão”. É um método em que se confrontam várias traduções do mesmo texto e em várias línguas. Mas, nesse aspecto, ele esteve muito bem acompanhado. Pois o brasileiro Machado de Assis fez o mesmo e ainda lembrou-se de dedicar ao amigo Visconde, afetuosas palavras quando veio a falecer: “A língua e a poesia cobrem-lhe a campa de flores e sorriem orgulhosas do lustre que ele lhes dera. É assim que desaparecem da terra os homens imortais.”

Para ouvir o sonho do casamento, clique:

Pesquisa, texto e arte por Eduardo de Paula

Revisão: Berta Vianna Palhares Bigarella

———

• Clique com o botão direito e veja o Post anterior: “Moleque Saci”.

(1) SHAKESPEARE, William – (Stratford-upon-Avon, England, *23.04.1564 [batizado] / Stratford-upon-Avon, England, †23.04.1616) dramaturgo, poeta e ator. / O imaginário de Shakespeare reflete o seu tempo, quando havia forte crença em seres e coisas do “outro mundo”. Por isso, sua obra está repleta de incursões no terreno das superstições. Por exemplo, na peça Henrique IV: ” Glendover – Posso chamar espíritos das profundezas. / Hotspur – Porque então eu posso, ou assim pode qualquer homem; mas eles virão quando você os chamar?” 

(2) CASTILHO, António Feliciano de – (Lisboa, *28.01.1800 / Lisboa, †18.06.1875) Títulos: fidalgo da Casa Real, cavaleiro da Ordem da Torre-e-Espada, oficial da Ordem da Rosa do Brasil, sócio efetivo da Academia Real das Ciências, membro do Real Conservatório, vogal do Conselho Superior da Instrução Pública e do antigo Conselho Dramático, sócio da Sociedade Jurídica de Lisboa e da Literária Portuense, do Instituto Histórico de Paris, da Academia das Ciências e Belas-Artes de Ruão, da Academia de História de Madri. Teve o título de visconde de Castilho, concedido por D. Luís I.

(3) BERKELEY, Thomas – (*11.07.1575 / †22.11. 1611) 8º Barão Berkeley, membro do Parlamento por Gloucestershire, de 1604 até 1611.

(4) MENDELSSOHN, Felix – (Hamburgo, *03.02.1809 / Leipzig, †04.11. 1847) Compositor, pianista e maestro alemão do início do período romântico.

(5) DIETERLE, William – (Ludwigshafen am Rhein, Alemanha, *15.0.1893 / Ottobrunn, Alemanha, †09.12. 1972).

(6) REINHARDT, Max (Baden, Alemanha, *09.09.1873 / New York, †30.10.1943).

(7) HAVILLAND, Olivia Mary de – (Tóquio, Japão, *01.07.1916 / Ainda vive).

(8) ROONEY, Mickey – nome artístico de Joseph Yule, Jr. (Brooklyn, New York, *23.09.1920 / Los Angeles, †06.04.2014).

(9) Formidável vem do latim formīdābĭlis que, por sua vez, vem de formīdo (receio, medo, terror).

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12 Comentários »

  1. Eduardo: Muito bom mesmo, que tivéssemos uma rainha proteger as florestas. A estória do Saci povoa nossa memória e está presente, serena no nosso meio-ambiente.
    Parabéns! Ótimo assunto.
    Maria Marilda – Lagoa Santa, MG

    Comentário por Maia Marilda pinto correia — 01/10/2016 @ 8:48 am | Responder

    • Marilda:
      Suas palavras de amiga da natureza precisam ser ouvidas. O Saci agradece.
      Um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 01/10/2016 @ 9:23 am | Responder

  2. Eduardo,

    Em seu livro “Uma história da leitura”, Alberto Manguel diz: “Parece que mesmo para ler no nível mais superficial o leitor precisa de informações sobre a criação do texto, o pano de fundo histórico, o vocabulário especializado e até sobre a mais misteriosa das coisas, o que Santo Tomás de Aquino chamava de ‘quem auctor intendit’, a intenção do autor”.
    Você, com suas leituras, ajuda-nos a sermos melhores leitores, ao mostrar-nos que a intertextualidade – conjunto das relações e influências entre um texto ou mais textos literários, um ou mais autores na elaboração de um novo texto – é que permite ler com mais proveito.
    A leitura de seus textos é bastante agradável, porque nos poupa tempo e nos dá aquilo de que precisamos para saborear qualquer assunto abordado por você.
    Grato, Eduardo, por mais este texto, que nos dá a oportunidade de conhecer mais do personagem tão fascinante. Eu diria que você tem as manhas do Saci, quando desarranja o que pensamos com suas traquinices.

    Pedro Borges

    Comentário por Pedro Faria Borges — 03/10/2016 @ 10:03 am | Responder

    • Pedro:
      As manhas não são minhas. São de meu “alter ego” chinês, que foi-me sugerido pelo poeta Mário Quintana. Pois, há anos, quando visitei a China, cuidei de trazer o meu. É um anjo velho e careca, com apenas um resto de cabelos formando numa trança e que lhe cai sobre as costas. É invisível e fala mandarim, mas não compreendo sequer uma palavra. Sou comandado por ele através de beliscões que me aplica na perna.
      Muito obrigado e um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 03/10/2016 @ 3:30 pm | Responder

  3. Maravilha. Você foi longe encontrar um antepassado do nosso Saci. O danadinho é celta! E não é que o brasileiro herdou suas estrepolias? Obrigada por incluir sua conversa com a fada. Li em voz alta! Encantador. Li “Sonhos de uma Noite de Verão”, em 1966 ou 67. Uma amiga tinha em casa vários livros de Shakespeare. Fui pegando um a um. Infelizmente, não vi o filme de Mickey Rooney. A foto mostra que ele ficou perfeito no papel. Muito curioso ter de atuar com apenas uma perna… Coisa do saci! Vi a refilmagem, de Michael Hoffman, que saiu nos anos 90. Alguns termos que você esclareceu são meus conhecidos. Um deles era muito usado por minha avó materna: Pajem. Lembro-me de quando procurava alguém para cuidar da netinha e encontrou uma Maria. Ela logo passou a chamá-la de “Maria Pajem”.

    Comentário por sertaneja — 09/10/2016 @ 2:18 am | Responder

    • Virgínia:
      Creio que sua alegria tem muito a ver com o que aprendeu com o Saci. Continue assim.
      Muito obrigado e um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 09/10/2016 @ 9:13 am | Responder

  4. Simplesmente maravilhoso o que você nos faz descobrir com seu Blog.

    Comentário por Vania Perazzo Barbosa Hlebarova — 11/10/2016 @ 8:59 am | Responder

    • Vania:
      Suas palavras de apoio são maravilhosas. Aguarde os próximos Posts. Todo dia 1 tem novidade.
      Muito obrigado e um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 11/10/2016 @ 4:04 pm | Responder

  5. Amigo, sem palavras… Somente conhecer a tradução do Visconde já foi maravilhoso. Aliás, permita-me outra lembrança. No Sítio do Pica-Pau da tv, nos anos setenta (com trilha sonora maravilhosa, até hoje não alcançada em qualidade, foram colocados dois ciganos que, ao referirem-se ao Saci, chamavam-no de “elfo-negro”. Nunca me esqueci da cena.

    Comentário por Corintiano Voador — 07/02/2017 @ 1:29 pm | Responder

    • Marcos:
      Realmente, o Saci é um elfo. É pena que estão acabando com as matas e as fantasias.
      Um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 07/02/2017 @ 3:52 pm | Responder

      • Foi ótimo reler seu blog. Quanta coisa nos revela! O Saci e o Elfo… maravilha! Somos todos habitantes de uma Pangeia, a deriva dos continentes modificou a geografia, mas nosso inconsciente coletivo aflora em forma de arte aqui e ali, até hoje mesmo que em forma de insuportáveis monstros e robôs. Já visitei a Grécia e o tempo todo via nosso Cariri – uma Grécia sem ruínas. Logo ao voltar, soube, pela filha de José Lins do Rêgo, que ele tivera o mesmo sentimento…
        E Mickey Rooney quebrar a perna e às vezes atuar com uma perna só é realmente sincronicidade pura! Peripécias do nosso Saci.
        Muito obrigada também pelo Visconde Castilho – impressionante! Depois as pessoas riem quando dizem que, no interior da Paraíba, tem uma surda-muda que telefona para a rádio local pedindo música…

        Comentário por Vania Perazzo Barbosa Hlebarova — 07/02/2017 @ 5:54 pm

      • Vania:
        Pelo que está a dizer e, também, pelo seu livro “O Egito de Moisés”, percebo que é uma pessoa especial. Fico alegre por tê-la como correspondente.
        Muito obrigado e um abraço do Eduardo.

        Comentário por sumidoiro — 07/02/2017 @ 7:31 pm


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