Sumidoiro's Blog

01/01/2019

CONHECENDO CHERNOVIZ

Filed under: Uncategorized — sumidoiro @ 8:48 am

♦ Saúde para todos

Quando tanto se fala de médicos cubanos, há que se remeter para o século XIX, desde que um polonês, sozinho, promoveu uma revolução nos cuidados à saúde dos brasileiros. Seu nome: Piotr Ludwik Napoleon Czerniewicz(1), abrasileirado para Pedro Luiz Napoleão Chernoviz.

“Formulário” e seu autor: Pedro Chernoviz.

      O médico nasceu em Łuków, em 1812. Tempos depois, quando corria o ano de 1830 e estudava medicina na Universidade de Varsóvia, participou de um levante contra o domínio russo, mas que redundou em sua fuga para a França, onde foi acolhido. Lá, conseguiu terminar sua formação na faculdade de medicina de Montpelier, aos 25 anos de idade.

Passados três anos, com diploma na mão e buscando fortuna dirigiu-se ao Brasil, em 1840. Em seguida à sua chegada no Rio de Janeiro, teve o documento validado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, como também obteve admissão na Academia Imperial de Medicina.

Na então capital do país, ao examinar as possibilidades de exercer a profissão, percebeu que já contava com profissionais em demasia. Por outro lado, no interior, tanto em vilarejos como em locais mais ermos, a assistência à saúde se mostrava extremamente precária, pela falta de profissionais diplomados. Ao constatar tal fato, optou por escrever manuais médicos em língua portuguesa, mas adotando linguagem popular, de modo que pudessem orientar médicos e farmacêuticos práticos e, até mesmo, pessoas completamente leigas. Obteve sucesso no seu projeto e os manuais se espalharam pelos quatro cantos do Brasil.

Suas ideias se materializaram no Formulário e Guia Médico (1841) e no Dicionário de Medicina Popular e das Ciências Acessórias (1842), os quais se multiplicaram em várias edições. De fato, as obras foram disputadíssimas e vendidas em profusão. Entre os compradores havia médicos e farmacêuticos, mas a maioria eram os leigos, como fazendeiros, padres, chefes de família e, claro, até mesmo curandeiros, ou quem mais que se interessasse.

No jornal Correio Mercantil saiu uma nota:

“De há muito era reconhecida entre nós a necessidade de uma obra que reunisse em corpo regular, de baixo do nome Formulário, a descrição de todos os medicamentos, suas doses, suas propriedades, os casos em que se empregam, as plantas medicinais indígenas do Brasil e a indicação das fórmulas dos agentes farmacêuticos.” — * Cidade do Salvador, 07.08.1841.

O Diário Novo publicou um anúncio:

“Mui interessante aviso, principalmente à classe dos srs. lavradores – Vende-se na loja J. Cardoso Ayres […] o Dicionário de Medicina Popular, onde se descreve em linguagem acomodada à inteligência das pessoas estranhas à arte de curar, os sinais, as causas e o tratamento de todas as moléstias, tanto das que acometem os pretos, como as que afetam os brancos; os socorros que se devem prestar nos acidentes graves e súbitos, como aos afogados, asfixiados, fulminados de raio, etc. O meio de descobrir a falsificação do vinho e dos alimentos, a preparação dos remédios caseiros; as plantas úteis e as venenosas, etc.” — * Cidade do Recife, 24.05.1845.

O escritor sertanejo João Guimarães Rosa(2), médico formado, tinha em boa conta as obras de Chernoviz. Quem disse foi o escritor Mário Palmério(3), no seu discurso de posse na Academia Brasileira de Letras, quando o substituiu na cadeira nº 2, assim:

“… na hora favorável em que se habilitava em medicina […] Meteu na mala o Chernoviz e outros competentes guias da esculápia, pau-de-toda-obra, […] partiu de Belo Horizonte para a cidade do interior onde – alguém lhe disse – não havia médico. Nem trem de ferro, tampouco estrada de rodagem que prestasse. Mas limpo céu, ares sãos, alegre gente. Itaguara*, esse o nome do lugar.” — * Itaguara, a 95 km de Belo Horizonte.

Dicionário Chernoviz. / À direita: instruções sobre o abacate e o abaixa-língua.

Por outro lado, Rosa desfrutou da amizade de um tal Seu Nequinha – Manuel Rodrigues de Carvalho –, que viveu na fazenda do Mambré, no lugar do Sarandi*, em pleno sertão roseano**. Ao explicar o nome Mambré, dizia ser o mesmo que Morada seio de Abraão, copiando a Bíblia. De fato, em Gênesis 18:1, está escrito:

“O Senhor apareceu a Abraão nos carvalhos de Mambré, quando ele estava assentado à entrada de sua tenda, no maior calor do dia.”

Esse homem entendia que Deus lhe dera muitas missões e devia muito bem desempenhá-las. Inclusive a de médico e, de modo a cumprir o dever, virou curandeiro. Sua iniciação na arte de curar partiu do pai, que também não tinha diploma. — * Sarandi: grotão entre morros, na região de Cordisburgo. / ** Sertão roseano: modo de designar o território onde Guimarães Rosa nasceu e ambientou sua obra (centro-norte de Minas Gerais). 

Assim sendo, através de obras de medicina prática e principalmente as de Chernoviz, pôde aperfeiçoar os seus dotes. Às vezes, junto com a receita, determinava ao farmacêutico que entregasse os remédios por sua conta. Atendia a tudo, até partos, e era tido como ótimo remedista. Também, dizia ele, adjutorou* o amigo doutor Rosa em alguns chamados e aflições médicas. E, para completar, pelo fato de ser espírita, lhe socorriam as forças do além. — Adjuturou: socorreu.

Naquele tempo, ao praticarem a medicina por via de Chernoviz, havia muitos heróis como seu Nequinha, trazendo alívios e salvando vidas pelos ricões do Brasil.

   Escritores: João Guimarães Rosa e Visconde de Taunay.

Um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras – Alfredo d’Escragnolle Taunay(5) – que assinava como Visconde de Taunay e também Sylvio Dinarte, escreveu Inocência, um livro em capítulos. Em O Doutor, fala da medicina de Chernoviz:

O DOUTOR

• Fazei promessas: a ninguém causam desfalque e o mundo é rico de palavras. A esperança, quando se crê nela, faz ganhar muito tempo. — Ovídio, “A Arte de Amar”.

• Ao morreres, dota a algum colégio ou a teu gato. — Pope.

Sganarelo: – De toda a parte vem gente me procurar-me e, se as coisas continuam assim, sou de parecer que, para sempre, devo agarrar-me à medicina. Acho que, de todos os ofícios, é este o preferível, visto como, quer se faça bem, quer mal, recebe-se sempre pagamento. — Molière, “O médico à força”.

Cirino de Campos nascera, como tinha dito a Pereira, na província de São Paulo, na sossegada e bonita Vila da Casa Branca, a qual demora 50 léguas do litoral. Filho de um vendedor de drogas, que se intitulava boticário e acumulava a esse ofício o importante cargo de administrador do correio, crescera debaixo das vistas paternas até que, na idade de doze anos completos, fora enviado, em tempos de festas e a título de recordação saudosa, a um velho tio e padrinho, morador na cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais.

Esse parente solteiro, de gênio rabugento, misantropo, e dado às práticas da mais extrema carolice, recebeu o pequeno com maus modos e manifesto descontentamento, tanto mais quanto à presença de um estranho vinha interromper os hábitos de completa solidão a que se acostumara desde longos anos.

Era homem que trajava ainda à moda antiga, usando sapatos de fivela, calções de braguilha e cabeleira empoada com o competente rabicho.

Sua reputação de pessoa abastada era, em toda a cidade de Ouro Preto, tão bem firmada quanto a de refinado sovina, chegando a voz pública a afirmar que seu dinheiro, e não pouco, estava todo enterrado em buracos que crivavam o chão do seu quarto de dormir.

– Meu amigalhote, disse o tal padrinho a Cirino, poucos dias depois da chegada, fique sabendo que, por qualquer coisinha, lhe sacudirei a poeira do corpo. Dê-se por avisado e ande direitinho que nem um fuso.

O menino, transido de medo, passou a tarde a chorar num canto sombrio da casa, onde relembrou, até lhe vir o sono, a alegre vida de outrora, os folguedos que fazia com os camaradas na viçosa relva do Cruzeiro, à entrada da Vila de Casa Branca e, sobretudo, os carinhos da saudosa mamãe.

Em seguida àquela admoestação preventiva, fora o tio à casa de uns padres que tinham influência na direção do Colégio do Caraça* e, com eles, arranjara a admissão do afilhado naquele estabelecimento de instrução clerical. — * Famoso Colégio de Padres em Minas Gerais.

Como finório que era, conseguiu esse resultado sem muita dificuldade, pagando a juros compostos, com promessas tentadoras.

– Por ora, resmoneou* ele, nada poderei fazer pela educação do rapaz; mas… enfim… um dia..,. estou já velho, e tratarei de mostrar que não me esqueci dos bons padres que tanto me ajudam. — * Resmonear: resmungar.

Os clérigos farejaram logo um quantioso legado e, lançada assim a eventualidade de uma verba testamentária, ficou decidida a entrada de Cirino na casa colegial.

O pressentimento da falta de proteção natural torna os meninos dóceis e resignados.

O caipirazinho não tugiu, nem mugiu ao penetrar no internato em que devia, contudo, passar tristemente os melhores anos de sua adolescência a mastigar latim, gaguejar Telêmaco e entoar, dia e noite, e em falsete, o cantochão.

O velho tio fizera incontestavelmente ótimo negócio. Ia desembolsando tão boas palavras e, por estar agarrado à vida, chegou até a levar ao cemitério dois dos padres que tanto se haviam prendido à esperança de alguma valiosa recordação.

Afinal, como tinha também que pagar o tributo universal, um belo dia morreu quando menos se pensava, deixando muito recomendado um seu testamento, que foi com efeito aberto com sofreguidão digna de melhor êxito.

Testamento havia, força é confessar. Não já testamento, mas extenso arrazoado, todo da letra do velho. Barras de ouro, porém, ou maços de notas, nem sombra.

Esfuracou-se a casa de alto a baixo. Levantaram-se os soalhos. Escutaram-se todas as paredes. Quebraram-se os móveis. Nada apareceu, nada denunciou esconderijo de riquezas, nem coisa que com isso se avizinhasse.

Descobriu-se então que aquele carola fora um pensador desabusado, antigo admirador de Xavier, o Tiradentes, que nunca tivera vintém e que vivera como filósofo, grazinando* lá consigo mesmo, de tudo e de todos. — Grazinar: tagarelar.

O seu testamento era uma gargalhada, meio de gosto, meio de ironia, atirada de além-túmulo e corroborada pelo legado sarcástico que, em pomposo codicilo*, fazia aos padres do Caraça da sua biblioteca “a fim, dizia ele, de ajudar a educação dos mancebos e auxiliar as boas intenções dos seus honrados e virtuosos diretores”. — Codicilo: testamento.

Procuraram os tais livros e deparou-se com um baú cheio de obras, em parte devoradas pelo cupim e que, por ordem clerical, foram incontinente e em meio a gritos de indignação, e de horror, entregues às chamas de um grande auto-de-fé. Eram as Ruínas de VolneyO Homem da Natureza, as poesias eróticas de Bocage, o Dicionário filosófico de Voltaire, o Citador de Pigault-Lebrun, a Guerra dos Deuses de Parny e os romances do Marquês de Sade.

A consequência dessa brincadeira póstuma, que destruía pela raiz o conceito de uma vida inteira, foi a imediata exclusão de Cirino do Colégio do Caraça.

Tinha então dezoito anos e, como era vivo, conseguiu, apesar da natural pecha que lhe atirava o parentesco com seu singular e defunto protetor, servir de caixeiro numa botica não muito séria, onde entre drogas e receituários lhe foram voltando os hábitos da casa paterna.

O trabalho era leve. O aviamento de prescrições tão lento, que os ingredientes farmacêuticos ficavam meses inteiros nos embaçados e esborcinados* frascos, à espera de que alguém se lembrasse de tirá-los daquele bolorento esquecimento. — * Esborcinado: com a boca lascada.

Em localidade pequena, de simples boticário a médico não há mais que um passo. Pois Cirino, com o tempo foi criando tal ou qual prática de receitar e, agarrando-se a um Chernoviz, já seboso de tanto uso, pôs-se a percorrer com alguns medicamentos no bolso, as vizinhanças da cidade à procura de quem se utilizasse dos seus serviços.

Nessas digressões, principiou a receber o tratamento de doutor. Então, para melhor firmá-lo, depois de se ter despedido da botica em que servia, matriculou-se na escola de farmácia de Ouro Preto e tratou de tirar a carta de boticário, que o Presidente de Minas Gerais tem o privilégio de conferir, dispensando documentos de qualquer faculdade reconhecida.

Uma vez na posse do tão lisonjeiro documento, fez-se Cirino de partida decidida e começou então a viajar pelos sertões povoados a curar, sangrar e retalhar, unindo a conhecimentos de algum valor, outros que a experiência lhe ia indicando ou que a voz do povo e a superstição lhe ministravam.

10ª edição do “Formulário Chernoviz”.

Toda a sua ciência se firmava no Chernoviz. Também era seu inseparável vade mecum*, o seu livro de ouro. Um Homero à cabeceira de Alexandre**. Noite e dia o manuseava, noite e dia o consultava, à sombra dos pousos ou junto ao leito dos enfermos. — *Vade mecum (latim): vai comigo, me acompanha. / ** “A Ilíada”, de Homero, livro de cabeceira de Alexandre, o Grande.

Contém Chernoviz, dizem os entendidos, tem muitos erros, muita lacuna, muita coisa inútil. Entretanto, no interior do Brasil, é obra que incontestavelmente presta bons serviços e cujas indicações têm força de evangelho.

Cirino conhecia o seu exemplar de cor e salteado. Abria-o com segurança nos trechos que desejava consultar e, por meio dele, formara um fundo de instrução até certo ponto exata, a que unira o estudo natural das úteis e ainda pouco aproveitadas ervinhas do campo.

A fim de aumentar os seus recursos em matéria médica vegetal, foi dilatando as excursões fora das cidades, para onde voltava, quando se via faltoso de medicamentos ou quando, digamo-lo sem rebuço, queria gastar o dinheiro que ajuntara com a clínica do sertão.

Afinal, afeito a hábitos de completa liberdade, resolvera empreender viagem para Camapuã e sul de Mato Grosso, não só com o intuito de estender o raio das operações, como levado pelo desejo de ver terras novas e longínquas.

Curandeiro, simples curandeiro, ia por toda parte granjeando o tratamento de doutor que, pouco a pouco, foi parecendo, a si próprio, titulo inerente a sua pessoa e à qual tinha incontestável direito.

O coração daquele moço era bem formado, sua alma nobre e incapaz de pensamentos menos dignos. Entretanto, no intimo do seu caráter, haviam gradualmente enraizado certos hábitos de orgulho, repassado de tal ou qual dose de charlatanismo, oriundo não só de sua própria insuficiência cientifica, como da roda em que sempre vivera.

Em todo caso afastava-se, mesmo com os seus defeitos, do comum dos médicos ambulantes do sertão, tipos que se encontram frequentemente naquelas paragens, eivados de todos os acessórios da mais crassa ignorância, mas rodeados de regalias completamente excepcionais.

O doutor, com efeito, entra em toda parte. Penetra no interior das famílias, verdadeiros gineceus. Tem o melhor lugar à mesa dos hóspedes, a mais macia cama. É, enfim, um personagem caído do céu e, junto ao qual, acodem logo de muitas léguas em torno, não enfermos, mas fanatizados crentes que, durante largos anos, haviam se medicado ou por conselhos de vizinhos ou por suas próprias inspirações e que, na chegada desse Messias, depositam todas as ardentes esperanças do almejado restabelecimento. — Visconde de Taunay (assinando como Sylvio Dinarte), Typographia Nacional, 1872. / Ortografia atualizada.

Texto e arte por Eduardo de Paula

Revisão: Berta Vianna Palhares Bigarella

• Leia também: Viver não é garantido, clique.

(1) CHERNOVIZ, Pedro Luiz Napoleão – (Łuków, *11.09. 1812 / Paris, †31.08.1881) Médico, escritor e acadêmico.

(2) ROSA, João Guimarães – (Cordisburgo, MG, *27.06.1908 / Rio de Janeiro, †19.11.1967) Escritor, médico e diplomata. Obra maior: “Grande Sertão: Veredas”.

(3) PALMÉRIO, Mário de Ascenção – (Monte Carmelo, MG, *01.03.1917 / Uberaba, MG, †24.09.1996) Escritor, professor, político e historiador.

(4) TAUNAY, Alfredo Maria Adriano d’Escragnolle – (Rio de janeiro, *22.02.1843 / Rio de Janeiro, †25.11.1899) Engenheiro militar, professor, político, historiador, romancista, teatrólogo, biógrafo, etnólogo e memorialista.

 

10 Comentários »

  1. Eduardo, Muito bom o assunto. Parabéns!
    Meu avô era estudioso das obras de Chernoviz.
    Maria Marilda
    Lagoa Santa MG

    Comentário por Maria Marilda Pinto Correa — 01/01/2019 @ 1:53 pm | Responder

    • Marilda:
      Quando descobri Chernoviz, fiquei encantando com sua história.
      Muito obrigado, Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 01/01/2019 @ 3:42 pm | Responder

  2. Eduardo, parabéns pela erudição e pela elegância no tratamento do tema! Muito obrigado!
    Arthur José Diniz

    Comentário por Arthur José Diniz — 01/01/2019 @ 2:57 pm | Responder

    • Caro Arthur:
      Vamos em frente, a conhecer a história do nosso querido Brasil.
      Um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 01/01/2019 @ 3:40 pm | Responder

  3. Eduardo, com suas pesquisas, você presta um bom serviço à História deste país, trazendo à tona a vida e as obras de pessoas raramente estudadas em nossas escolas. Fiquei com vontade de reler “Inocência”, de revisitar Mário Palmério e de ler cada vez mais Guimarães Rosa.

    Comentário por Pedro Faria Borges — 02/01/2019 @ 10:14 pm | Responder

    • Pedro:
      Com suas leituras e empolgado interesse, você colabora no sentido de não deixar nossa história morrer. Povo sem história não existe!
      Muito obrigado e um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 03/01/2019 @ 9:01 am | Responder

  4. Eduardo: Muito interessante seu post sôbre estágio inicial da medicina no Brasil, destacando a figura do polonês Dr. Chernoviz. E, de repente, você consegue mostrar as conexões Chernoviz, Rosa, Seu Nequinha, Taunay e Cirino. Percebe-se que a chegada de Chernoviz teve mesmo efeito catalisador. Quanto a Guimarães Rosa, não sei porque, prefiro lembrá-lo como escritor. Se não cheguei a ler “Grandes Sertões Veredas “, contento-me em ter saboreado “Primeiras Estórias”, um belíssimo conjunto de contos em que sobressaem os costumes e a linguagem das gentes de Minas. Há quem diga que “Primeiras Estórias” é certamente o melhor livro para se começar a entender Guimarães Rosa. Parabéns pelo seu relato, rico em detalhes e elegância.

    Comentário por Estevam de Toledo — 07/01/2019 @ 11:42 pm | Responder

    • Estevam:
      Realmente, Chernoviz é um personagem fascinante. Há inúmeros outros na nossa história que estão esquecidos. Por que será?
      Muito obrigado e um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 08/01/2019 @ 4:35 pm | Responder

  5. Boa leitura. E penso que ainda existe aqui em casa o livro do Dr. Chernoviz. Ficava na biblioteca de meu pai. Como algumas coisas foram emprestadas e não retornadas, não sei se ainda está lá. Mas era muito apreciado por meu pai.

    Comentário por sertaneja — 30/03/2021 @ 4:07 pm | Responder

    • Sertaneja:
      Na Biblioteca da Faculdade de Medicina da UFMG há vários exemplares. Tive o prazer de folheá-los. Um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 31/03/2021 @ 7:56 am | Responder


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