Sumidoiro's Blog

01/05/2019

TERAPIA EM AZUL

Filed under: Uncategorized — sumidoiro @ 12:03 am

♦ A cor dolorida

Quando Picasso passou pelos momentos mais difíceis da sua vida, uma forma de aliviar as dores foi através da arte, gritando em azul. Mas azul carregado de cinza, seu modo de produzir tonalidades dramáticas e tristes.

Prostitutas de rua no bar (detalhe), tristeza em tons azulados & Picasso.

Diz a psicologia das cores que azul mais cinza, quando associados, representam impaciência e inquietude, também denotando estados de depressão. Quem de alguma maneira os utiliza, sente que não pode controlar a vontade e se afasta de ajudas. Por outro lado, torna-se irritadiço e impaciente, até que apareça alguma solução para suas dores(1). — Segundo Max Lüscher.

——

      Pablo Ruiz y Picasso(2) nasceu em 1881, em Málaga, cidade ao sul da Espanha. Ainda em tenra idade, já mostrava sua vocação, de certa forma herdada do pai, professor de desenho na escola de San Telmo. Algum tempo depois, quando contava 9 anos de idade, mudou-se para La Coruña – ao noroeste do país – acompanhando a família, onde viveu entre 1891 e 1895. Ali, frequentou a Escola de Artes e Ofícios, onde o pai, José Luiz Blasco, estava contratado como professor.

Na sua passagem por La Coruña, Picasso ficou marcado pela morte de sua irmã Conchita (Concepción), ocorrida de maneira dolorosa. O jornalista Carlton Lake(3) revelou detalhes de como as coisas ocorreram:

“No ano de 1895, quando Picasso tinha treze anos de idade, houve sua iniciação em dois mistérios, o do poder e o da morte. Em 10 de janeiro, sua irmã de cachos aloirados e sete anos de idade, Conchita, morreu de difteria*. Picasso presenciou sua decaída. Pouco antes de ser arrebatada pela morte, dela fez um desenho mostrando quão terno era o seu rosto, nada mais que um fantasma do que fora antes. Ele assistiu às idas e vindas desesperadas do dr. Ramón Pérez Costales, amigo do seu pai, a lhe prestar assistência. Viu como todos lutaram nas tentativas de salvar sua irmã. […] — * Difteria: o mesmo que crupe; doença respiratória.

Picasso, Conchita (foto e desenho) e Ramón Pérez Costales, médico em La Coruña.

Então, muito angustiado, Picasso teve o ímpeto de fazer um terrível pacto com Deus em prol de Conchita, o de que nunca mais tocaria nos pincéis se ela sobrevivesse. Assim mesmo, ficou dividido entre querer salvá-la ou tê-la morta, nesse caso para que o seu próprio estado presente fosse salvo.

Finalmente, quando ela veio a falecer, concluiu que Deus era o mal e o destino um inimigo. Ao mesmo tempo, assumira a ideia de que, devido aos seus pensamentos ambivalentes, fora Deus o responsável por ter matado Conchita. Assim sendo, ficou tomado por imensa culpa e, também, fracassado por não ser capaz de modificar o mundo ao seu redor. Mas, quando se consumou a morte da irmãzinha, entendeu que a fatalidade o estaria liberando para ser pintor, com todas as suas consequências.”

Revolta por Conchita: o diabo sentado num túmulo, sendo amaldiçoado por Cristo (por Picasso).

Em 1895, Picasso – aos 13 anos de idade – junto com a família, mudou-se para a bela e misteriosa Barcelona. Lá, o pai passou a lecionar na Real Academia de Belas-Artes enquanto ele se matriculava como aluno. Desde os primeiros momentos, estudava com pouco entusiasmo, até que fez amizade com Manuel Pallarès(4) – 19 anos de idade –, auxiliar do pai nas aulas de pintura. Esse relacionamento viria a transformar sua vida, começando pela sugestão de que assinasse suas obras apenas com o sobrenome da mãe: Picasso*. — * Maria Picasso y López.

Durante o relacionamento, o professor passou a tê-lo como protegido, tal como se fosse um irmão mais velho. E a convivência perdurou sólida e sem interrupção, durante 78 anos, só terminando com o falecimento* de Picasso. — * Em Mougins, França, 1973.

“Ciencia y caridad”, por Picasso. Seu pai foi modelo para a figura do médico.

NASCE A ARTE

Aos 16 anos de idade, Picasso pintou “a la prima”* o quadro “Ciencia y caridad”, que foi exposto mais tarde em Madri, durante a Exposición General de Belas Artes, no ano de 1897. A tela mostra uma mulher doente assistida por um médico** e uma freira. Essa obra revela sua obsessão pelo tema da morte e é considerada a última em estilo acadêmico. — * “A la prima”: de uma só vez. /  ** O pai de Picasso serviu como modelo para representar o médico.

No mesmo ano de 1897, quando tinha 17 anos de idade e ainda vivendo em Barcelona, Picasso passou a frequentar o bar e cabaré Els Quatre Gats (Os Quatro Gatos), onde conviveu com intelectuais e artistas. Entre eles, Ramon Casas, Isidre Nonell, Santiago Rusiñol, Miguel Utrillo, Ricardo Opisso, Adolf Mas, Vidal y Ventosa, Antoni Gaudí*, vários ligados ao mundo artístico de Paris. O pintor Ramon Casas(5), junto a Pere Romeu(6) – o proprietário – foram os idealizadores do Els Quatre Gats, inspirado no famoso cabaré de Montmartre, o Le Chat Noir – O Gato Negro(7).  * Arquiteto modernista; autor do templo da Sagrada Família.

Ramon Casas e Isidre Nonell(8) – também pintor – eram muito próximos a Picasso e o induziram a abandonar o academicismo, ao mesmo tempo em que lhe repassaram novas ideias. O mais influente foi Nonell, que chamou sua atenção para o estilo impressionista, então em voga na França. Além disso, teve seu interesse voltado para temáticas do cotidiano popular e das coisas da natureza.

Picasso: “Paisagem de Horta”. / Picasso, em 1900, por Ramon Casas.

Mais para a frente, entremeio os anos de 1898/99, Picasso teve sua saúde debilitada por uma escarlatina*. Nessa ocasião, se afastou de Barcelona a convite do professor Manuel Pallarès e ambos foram passar uma temporada em sua cidade natal, Horta**. Tempos depois, Picasso relembrou essa experiência: “No que se refere à minha experiência profissional mais pura, ela ocorreu na idade de 16 anos, quando viajei às agrestes terras espanholas para pintar.” — * Doença que provoca rubor (em tonalidade escarlate) no rosto e na língua. / ** Huerta de Sant Joan, na comunidade da Cataluña. 

Lá em Horta, conseguiu se livrar dos ranços acadêmicos e passou a pintar como os impressionistas*. Um dos quadros no novo estilo, “Costumbres de Aragón” (Hábitos de Aragão), recebeu prêmios em Madri e Málaga. — * Claude Monet foi o primeiro, em 1872, com o quadro “Impressão, sol nascente”.

O ano de 1900 tornou-se um divisor de águas na trajetória de Picasso. Foi nessa época que expôs individualmente no Els Quatre Gats – em Barcelona –, tendo ao mesmo tempo ilustrado o “menu” da casa. O desenho denota influências do estilo de Isidre Nonell, que costumava contornar as figuras com linhas fortes.

“Els Quatre Gats”: capa da frente por Picasso. / O proprietário: Pere Romeu.

NA CAPITAL DAS ARTES

Ao final do mês de outubro, Picasso e Carlos Casagemas(9) – amigo muito próximo –, viajaram a Paris em visita à 50ª Exposição Universal*. Lá chegaram no dia 25, quando Picasso estava a completar 19 anos de idade. Exibindo produções de todo gênero e de vários países, o evento foi inaugurado em 14 abril de 1900, tendo seu encerramento em 12 novembro. O objetivo da Exposição era o de celebrar os progressos das ciências, técnicas e artes do século XIX e, ao mesmo tempo, incentivar avanços para século XX. No setor das artes, foi muito valorizado o estilo Art-Nouveau, que se transformaria em um dos símbolos da Belle Époque. — * Picasso foi um dos expositores. / O evento obteve quase 50 milhões de visitantes.

Nessa primeira viagem a Paris, Picasso e Casagemas se instalaram num apartamento cedido por Isidre Nonell, situado na Rue Gabriele, nº 49, em Montmartre, onde permaneceram até o final de dezembro.

A estada foi breve, mas houve tempo para provarem um pouco dos encantos de MontmartreMontparnasse. Puderam manter contato com vários pintores e intelectuais, e se envolveram com mulheres liberadas. Em Montmartre, Picasso se encantou com os bailes do Moulin de La Galette*, onde, além da dança, havia bebida e prazeres à vontade. Vários artistas pintaram cenas desse ambiente, como também Picasso, numa tela em estilo impressionista. — * Instalado num antigo moinho de trigo, movido a vento.

No “Moulin de la Galette”: o cavalheiro e as grissetes (por R. Casas, amigo de Picasso).

Entre novembro e dezembro, houve um envolvimento relâmpago de Casagemas com uma  modelo profissional e frequentadora do “Moulin de la Galette”. Foi Laure Gargallo, que atendia pelo nome “artístico” Germaine Gargallo. A moça tinha sido lavadeira de profissão que, como tantas outras, habitualmente se trajavam em cinza – “gris”, em francês.  Por isso mesmo as chamavam de “grisettes”. Após o horário do trabalho principal, costumavam frequentar o meio intelectual e boêmio, ao mesmo tempo em que se prostituíam. A participação dessas moças na vida de Paris foi marcante, a ponto de erigirem em praça pública um monumento em sua homenagem.

Porém, a tal Germaine – a “grisette” – não correspondeu à paixão de Casagemas, fazendo com que ele entrasse em desespero. Mas havia motivos de sobra para tanto, desde que nunca fora capaz de controlar suas emoções. E, ademais, porque vivia sempre alcoolizado.

Para orientar os visitantes sobre o melhor da cidade, o “Guide de Paris”, foi publicado em 1899. No capítulo intitulado “Paris le Jour”, ao elencar os inúmeros prazeres disponíveis, cita o de hábito de beber absinto. Diz assim:

“O estrangeiro que quiser se familiarizar com vida de Paris, em captar o jeito dos parisienses e das lindas mulheres, deve começar por um passeio pelos ‘boulevards’. Depois, fazer uma ou mais subidas ao terraço dos grandes cafés que, hoje, estão quase todos transformados em cervejarias luxuosas. Os parisienses gastam parte do seu tempo de lazer nesses cafés. Pois é num ‘café-brasserie’ que o passeante almoça, recebe seus amigos, joga cartas e bilhar, lê os jornais, escreve sua correspondência e, mais tarde, retorna para jantar após o teatro.

Das 5h às 7h – horas do absinto – é muito difícil encontrar mesas na parte externa do terraço. Meia xícara de absinto custa 40 a 50 cêntimos. Um café servido em um copo, simples ou com leite, o mesmo preço. Champagne fina, de 1 franco a 2 francos – a taça pequena. Um quarto de cerveja, 30 a 40 cêntimos, …” 

Os três amigos. / Àngel de Soto, “O bebedor de absinto”, por Picasso – Fase Azul (1901).

A “hora do absinto” tornara-se um costume elegante da Belle Époque. Pois sim, desde que a bebida ganhou a fama de que propiciaria um completo estado de felicidade e bons sonhos. Mas, na verdade, como qualquer produto alcoólico, se ingerido em exagero, gerava alucinações e debilitava a saúde. Por isso mesmo, recomendavam que o absinto em estado puro fosse sempre dissolvido*. Havia a ideia que, ao ingeri-lo em demasia, provocaria a sensação de estar sob o domínio de uma fada verde – “fée verte” –, que seria uma mensageira da morte. — * Em estado puro, o teor alcoólico chegava aos 72º.

O boêmio Àngel de Soto(10), um dos amigos mais chegados de Picasso, foi por ele retratado em pleno torpor químico, no quadro “O bebedor de absinto”. Tanto Picasso quanto Casagemas, sabidamente estavam entre os que pegaram a mesma onda dos prazeres. O poeta Oscar Wilde falou sobre o absinto:

“Depois do primeiro copo, você vê as coisas como gostaria que fossem. Depois do segundo, vê as coisas como elas não são. Daí para a frente, vê as coisas como elas realmente são, as mais horríveis do mundo!”

Pois bem, diante do que estava presenciando e ao perceber o sofrimento do amigo apaixonado, Picasso decidiu levá-lo a passarem juntos o Natal e Ano Novo em Málaga. Chegando lá, ficaram hospedados na pensão Las Tres Naciones e, logo, trataram de pintar e desenhar. A temática girou em torno da tragédia que acabara de ocorrer na cidade – no dia 16 de dezembro –, qual seja, o naufrágio de uma fragata alemã durante um temporal. Houve inúmeros feridos e mortos, entre eles o comandante Krestchmann, enterrado no cemitério local. Focado no acontecimento Picasso pintou entristecido “O naufrágio da fragata Gneisenau”.

No “Grand Palais”, Picasso expôs representando a Espanha.

GÊNESE DO AZUL

1901 — Após breves dias em Málaga, deprimido com tudo que acabara de presenciar e ainda louco de amor, Casagemas retornou a Paris. Lá chegou em 17 de fevereiro de 1901. O jornal “Le Rappel”, que circulou logo à noitinha, deu notícias do tempo: “Paris, média = 5 graus positivos. / Na parte da tarde, neve, com temperatura acima de 0º”.

A cidade estava gelada e pronta para uma tragédia, que ocorreria logo à noite num café do Boulevard de Clichy. Justamente o suicídio de Casagemas, diante dos olhos atônitos de Manuel Pallarès, Manolo Hughé e da própria Germaine Gargallo.

Os detalhes estão no jornal “Gil Blas”, de 19 de fevereiro, noticiando o resultado do que fora uma “relação a três”:

“Um drama se desenrolou ontem, à noite, às 10 horas, no estabelecimento do senhor Guilleminot, no Boulevard de Clichy, nº 128. Um pintor espanhol, Carlos Casagemas – 22 anos de idade – morando junto com o compatriota senhor Manuel Pallarès, igualmente pintor, domiciliados no Boulevard de Clichy, nº 130, deu um tiro de revólver contra sua amante Laure Florentin*, modelo, de 20 anos de idade, moradora na Rue du Chappe, nº 11, e, em seguida, atirou contra si mesmo. * Até então, Germaine estava mais “compromissada” com Vital Florentin, de quem assumira o sobrenome.

Ocorreu após uma discussão, provocada por pretexto fútil, quando então o pintor sacou seu revólver. Ele não conseguiu atingir a moça mas, volvendo a arma contra si mesmo, meteu uma bala na têmpora. Após receber atendimento numa farmácia, foi transportado ao Hospital Bichat, onde faleceu à meia-noite.

O senhor Dupuy, comissário de polícia, ao proceder as inquirições, admitiu que o drama deve ter sido premeditado. De fato, uma carta foi encontrada num bolso do senhor Casagemas, endereçada ao chefe de polícia, ao qual pede desculpas pelo incômodo que seu ato lhe causaria […] Abriu-se uma investigação para apurar as motivações desse drama tão misterioso.”

“Carte de visite” – verso: A mon ami Manuel Pallarès, Germaine.Casagemas, por Picasso.

O jornal “Le Petit Parisien”, do dia 19, acrescentou:

“… de repente, Casagemas avançou precipitadamente em direção a ela, censurando-a pela conduta em relação a ele:

‘- Se você não está feliz – ela respondeu –, me desculpe, mas estou cansada de viver com você. Sou livre, para fazer o que bem desejar!’

‘- Certo! Desde que você não quer ser fiel a mim, vou agir de acordo com a minha vontade e a matarei. Você não será de outro!

E, antes que as testemunhas da discussão pudessem intervir, o pintor pegou um revólver e atirou na garota.”

Pois sim, desse modo ocorreu a morte de Casagemas. Contudo, a tragédia teve mais um capítulo pois, quando a mãe de Casagemas tomou conhecimento da morte do filho ela também veio a falecer.

TRISTEZA EM AZUL 

Até então, naquele limiar do século XX, Picasso tateava em busca de um estilo verdadeiramente pessoal e, claro, sofria influências de vários pintores. Contudo, após o suicídio de Casagemas e quando a tristeza lhe bateu forte, usou a linguagem das cores. Sua paleta* foi então tomada por um azul melancólico, a maneira que encontrou para falar da morte e da dor. Assim é que, ainda em 1901, surgiu “Casagemas no caixão”, o primeiro quadro da chamada Fase Azul. Daí em diante e até 1904, permaneceu apegado à narrativa do azul, marcada pela dor, tristeza e miséria. — * Paleta: placa de madeira onde se misturam as tintas.

“Casagemas no Caixão”: cores temperadas com cinza (Picasso, 1901) e Germaine Gargallo, a “grisette”.

Mais tarde, num certo dia, Picasso fez uma revelação ao amigo Pierre Dax(11), dessa vez explicando a origem do azul dolorido:

“Foi pensando em Casagemas morto, que comecei a pintar em azul.”

——

Pesquisa, texto e arte por Eduardo de Paula

Revisão: Berta Vianna Palhares Bigarella

—— A continuar, clique: “No bordel filosófico”.

(1) LÜSCHER, Max – (Basileia, Suíça, *09.09.1923 / Lucerna, Suíça, †02.02.2017) Psicoterapeuta. Sua obra: “Lüscher Color Test”, c. 1948. / Abordando o mesmo tema, Johann Wolfgang Goethe – na sua obra “Teoria das Cores” (1810) –, sustenta que, em oposição ao alaranjado – quente e luminoso -, o azul – profundo, frio e sombrio -, estimula a negatividade.

(2) PICASSO, Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de los Remedios Cipriano de la Santísima Trinidad Ruiz y – (*25.10.1881 / †08.04.1973).

(3) LAKE, Carlton Munro – (Brockton, Massachusetts, USA, *07.09.1915 / Austin, Texas, †05. 05.2006). Jornalista e crítico de arte.

(4) GRAU, Manuel Pallarès – (Horta de Sant Joan, Espanha, *06.03.1876 / †1974).

(5) CARBÓ, Ramon Casas y – (Barcelona, *04.01.1866 / †29.02.1932).

(6) BORRÀS, Pere Romeu i – (Torredembarra, *1862 / Barcelona, †1908).

(7) LE CHAT NOIR – Boulevard de Rochechouart, 84. / Funcionou de 08.11.1881 até 1897.

(8) NONEL, Isidre – (Barcelona, *30.11.1872 / Barcelona, †21.02.1911).

(9) COLL, Carles Casagemas – (Barcelona, *27.09.1880 / Paris, †17.02.1901).

(10) LLASSAT, Àngel Fernández de Soto – (Barcelona, *??.??.1882 / Barcelona, †??.09.1937).

(11) DAX, Pierre – Dramaturgo, ator e biógrafo.

12 Comentários »

  1. Eduardo, post maravilhoso. Uma linda aula e li duas vezes. Maravilha!

    Comentário por maria marilda pinto correa — 01/05/2019 @ 8:38 am | Responder

    • Marilda:
      Admiro muito a obra de Picasso. Preparei uma continuação abordando o Período Rosa. Publicarei em breve.
      Muito obrigado e um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 01/05/2019 @ 9:12 am | Responder

  2. Muito interessante e bem escrita a história de Picasso, parabéns Eduardo!

    Comentário por Rodrigo De Paula Pinto — 01/05/2019 @ 10:12 am | Responder

    • Caro Rodrigo:
      Agradeço o estímulo.
      Um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 01/05/2019 @ 10:19 am | Responder

  3. Eduardo, é impressionante como a morte sempre ronda a vida dos grandes artistas, ou melhor, é impressionante como os grandes artistas vivem a morte que ronda a todos nós como inspiração para obras tão singulares. Eu sabia muito pouco sobre Picasso; agora, depois da leitura de seu post, sei um pouco mais. Espero pela fase rosa, post prometido à Marilda.

    Comentário por Pedro Faria Borges — 02/05/2019 @ 10:44 pm | Responder

    • Pedro:
      Gosto muito de saber da vida e intimidade dos gênios, na medida do possível. Só assim podemos nos aprofundar nas suas obras. No caso dos pintores, não basta ver um quadro na parede. Levei muito anos para compreender isso.
      Muito obrigado e um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 03/05/2019 @ 6:04 pm | Responder

  4. Prezado Eduardo. Se *resiliência* é termo que se refere à capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar à má sorte ou às mudanças, então convenhamos, Picasso revelou-se uma pessoa resiliente. Chamou-me a atenção, por exemplo, o quanto de energia lhe terá sido necessário para aprender a saber dizer adeus a sua irmãzinha Conchita. Este seu “Terapia em Azul” parece-me muito bem elaborado: possibilita-nos como que uma introdução à trajetória de vida e obra daquele que é sempre apontado como figura dentre as mais expressivas da Arte Moderna. Li em algum lugar que ele chegou a produzir 50.000 trabalhos e que era também um excelente ceramista. Verdade? Se entendi bem, V. promete voltar brevemente com um post complementar brindando-nos com mais detalhes sobre esta figura ímpar da Arte Moderna. Fuerte abrazo!Estevam.

    Comentário por stevantoledo — 05/05/2019 @ 11:42 pm | Responder

    • Estevam:
      Picasso foi sim ceramista. Seus trabalhos são magníficos.
      Muito obrigado e um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 06/05/2019 @ 1:59 pm | Responder

  5. Caro Eduardo
    Quantos detalhes sobre Picasso e sua linda fase azul. Vi obras dessa fase em Barcelona e fiquei muito encantada. Agora compreendo muito mais o estado da alma do pintor e lhe agradeço por isso!

    Comentário por VANIA PERAZZO BARBOSA HLEBAROVA — 06/05/2019 @ 12:31 pm | Responder

    • Vania:
      Que bom você ter gostado! Vai ter uma continuação.
      Muito obrigado e um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 06/05/2019 @ 1:56 pm | Responder

  6. E assim, mais uma vez, me identifico com pessoas famosas com as quais nunca convivi. Algumas coisas sentidas por Picasso são sentidas por mim. A frase de Oscar Wilde me calou fundo, mesmo sem ter tomado absinto. Parabéns pelo texto. Gostei muito de ler sobre Picasso.

    Comentário por sertaneja — 07/03/2021 @ 2:59 pm | Responder

    • Sertaneja:
      Para apreciar as artes da pintura, não basta ver os quadros. Além das telas, há coisas que podem nos tocar profundamente. Muito obrigado e um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 08/03/2021 @ 6:17 pm | Responder


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