Sumidoiro's Blog

01/01/2020

A FORÇA DO SÍMBOLO

Filed under: Uncategorized — sumidoiro @ 7:11 am

♦ Para o bem ou para o mal

 A mensagem*, no processo da comunicação, é transmitida através de um meio** e de modo a atingir o indivíduo receptor, seja pela visão, audição, tato, olfato e paladar, em conjunto ou separadamente. Até que, quando a mensagem chega ao receptor, ele a decodifica numa representação mental. Esta não é completamente uniforme, uma vez que, de uma pessoa para outra e de alguma maneira, o significado pode variar.* O mesmo que informação. / ** O mesmo que medium ou veículo comunicador.

Passo da Paixão de Cristo sob o peso da cruz (Escultor Aleijadinho, Congonhas do Campo, MG).

      Cada coisa no seu lugar… No que toca ao sentido da visão, pode ser dito como sinal* o indicativo de algo simples e que seja captado pelo olhar. No cérebro, resulta numa informação ou mensagem singela. Por exemplo: um gesto, uma direção, um rastro, uma cicatriz, uma advertência, um indicador gráfico, um vestígio percebido pelo olhar atento, etc. — * Sinal vem do latim tardio signalis. 

Porém, à medida que o sinal vai crescendo em conteúdo, transforma-se em signo, ou seja, porque traz em si uma mensagem mais elaborada. Por exemplo: o signo de Aquário, uma assinatura pessoal, etc. Daí em diante, se há nele informações mais complexas, pode ser entendido como símbolo.

Nesse sistema perceptivo, são tênues as fronteiras que separam o sinal, o signo e o símbolo. Até certo ponto, isso ocorre porque cabe ao receptor interpretá-los ou, dizendo de outro modo, decifrar o significado de cada um. Por exemplo: o “sinal da cruz”, o “signo da cruz” e o símbolo da cruz, cada um no seu contexto.

Entre uma imensidão de símbolos dois se destacam, quais sejam, exatamente a Cruz de Cristo e a Cruz Suástica. O bom desenho, a simplicidade e a clareza qualificam muito bem ambas. A primeira está ligada á tragédia de Jesus, à fé cristã, ao poder religioso, às Cruzadas, etc. A segunda está ligada ao hinduísmo, budismo, jainismo e odinismo que, embora difiram nos conceitos, compartilham símbolos semelhantes, com poucas variações.

Buda com swastica: monastério de Po Lin (Ilha de Lantau, Hong Kong, China).

No hinduísmo, o desenho é acrescido de quatro pontos, de modo a traduzir os conceitos do karma ou carma. Dizem do que se chama causalidade, que são efeitos de experiências e procedimentos do passado, os quais se projetam num sistema de ações e reações ao longo da vida reencarnada.

A suástica, devido à sua forma, é também denominada Cruz Gamada, porque cada braço se assemelha à terceira letra maiúscula do alfabeto grego Γ (gama). Suas hastes podem ter as extremidades angulares ou recurvas. No todo, representa ideias que têm a ver com a felicidade. São bem aventuranças imagéticas, provenientes de vários sistemas filosóficos ou religiosos, mas que foram e tem sido usadas na comunicação, de modo geral.

O nome suástica foi retirado do sânscrito* e surgiu pela junção de su (ou swa), que se traduz como bom; e asti, que seria a própria existência. O ca (ou ka) é sufixo indicativo de nome. A mensagem, em síntese, seria: “aquilo que é bom e está acima de tudo“. — * Sânscrito: língua ancestral do Nepal e da Índia.

Como elemento de devoção, a suástica continua firme e forte em diversos países, especialmente na Índia, China, Indonésia e no Japão. Nesse sentido, o monge chinês Sheng Yen, mestre do chan budismo (zen budismo, no Japão), oferece uma lição:

“A suástica simboliza o infinito, a perfeita harmonia e a totalidade, em termos de tempo e espaço. É também uma das representações de grandeza, o sinal de plenitude da graça e bênçãos, representando a total sabedoria Buda e sua compaixão sem limites. Como forma, ela pode ser vista na cabeça das vacas e dos homens, no redemoinho formado pelo cabelos. Tem a ver com os ensinamentos do Buda Gautama, mostrando que tudo é cíclico e que se move continuamente para o futuro, assim como é nossa vida.”

Upadeśaratnakośa: manuscrito da Índia com o símbolo “swastika” (1694).

Por outro lado, a suástica foi adotada como motivo arquitetônico na arte greco-romana e se propagou entre os povos cristãos. Assim aparece em faixas ou frisas que, entre os gregos, recebe o nome de maiandros (μαίανδρος), o mesmo que meandros.

Em Roma, há um notável monumento construído para celebrar as vitórias do imperador Augusto. Nele, há uma profusão de gregas constituídas de suásticas. Tudo indica que, nesse caso, há também um simbolismo místico. Trata-se de pequeno templo denominado Ara Pacis*, todo ele decorado com gregas contendo a figura da suástica. Entre vários painéis, há um que representa a figura feminina Tellus – a Mãe Terra – alimentando Rômulo e Remo, fundadores de Roma. A obra foi inaugurada no ano 9 a.C. — * Ara Pacis ou Altar da Paz de Augusto.

Grega aos pés da Deusa Tellus, que alimenta Rômulo e Remo (detalhe).

Quem visita o Vaticano, pode ver dois arcos decorados com suásticas. Um deles contorna o painel “A Escola de Atenas”, outro o painel “O Párnaso”, ambos do pintor Rafael(1). Na Sala Redonda(2), há uma exuberante decoração com suásticas. Fora da Itália, ainda encontram-se dois notáveis exemplos:

O primeiro em Portugal, na milenar Conímbriga(3), outrora dominada pelos romanos, onde há imagens preservadas que remontam à era pre-cristã. Trata-se de ruínas de uma cidade que tivera uns dez mil habitantes. Ali existem, na hoje denominada Casa da Cruz Suástica, uma série de mosaicos com o desenho de suásticas.

Conímbriga, Portugal (povoação da república romana): piso da Casa da Cruz Suástica.

O segundo está em Israel, na atual Shavei Zion(4) – pequena cidade junto ao mar Mediterrâneo –, onde existe um piso decorado com suásticas, pertencentes às ruínas de um templo cristão. A edificação remonta aos tempos do Império Bizantino(5) e tem, pelo menos, 1.500 anos de idade.

← Piso em Shavei Zion (clique e veja mais).

FALAR EM LÍNGUAS

Ao chegar o século XX , agentes da propaganda abraçaram a suástica com o propósito de ganhar dinheiro. Nesse mister, ela se tornou ferramenta de muita serventia. De fato, utilizando o apelo místico (ou mítico) que trazia em si a mensageira, os formadores de opinião se sentiram dotados de um sublime “falar em línguas”*.

Certo é que o símbolo lhes deu o poder de manipular o grande público, contudo, quase sempre escorregando nas verdades. A estratégia vingou primeiramente nos Estados Unidos e, mais adiante, repercutiu no estrangeiro, em terras da Europa e América Latina. — * Na Bíblia: Sob a inspiração do Espírito Santo, os seguidores de Jesus teriam falado à multidão de estrangeiros e, cada um, entendido no seu próprio idioma (6).

Ao adquirir essa nova formatação, o discurso da felicidade fora associado ao consumismo. Aplicado tanto nas rotulações e nas embalagens, quanto nos anúncios de modo geral, fazia crer que suástica agregava um monte de benefícios ao produto. E ainda mais, volta e meia, douravam a fantasia com a forte expressão “Seja Feliz!“.

Nos relacionamentos sociais, surgiu também o hábito  de enviar mensagens de felicidade com a suástica. Aqui abaixo, dois exemplos, onde se lê:

No primeiro: “Swastika, boa sorte. — Luz, vida, amor. / Mais os adornos de uma ferradura, dois corações trespassados por uma flecha, o alvorecer através de uma montanha e o planeta terra.” No segundo: “Guarde isso, lhe trará boa sorte.”

Postais: o primeiro de 1908 e o segundo do mesmo início de século

De fato, há incontáveis registros do uso da swastika na comunicação visual. Podem ser vistos em anúncios como da cerveja Carlsberg, do Boy Scouts (scouts = escoteiros) e do Girl’s Club of America. Até mesmo nos aviões de guerra da U.S. Army* (*Armada dos Estados Unidos), os Boeing P-12 F4B, que voaram entre 1929 a 1932. — * Sua revista tem título e subtítulo: “SWASTIKA – escrita, distribuída e lida pelo The Girl’s Club”

Avião Boeing da armada dos EUA e revista do Girl’s Cub of America.

No jornal Morning Enterprise (da Oregon City) – de 15.06.1912 –, fizeram um anúncio para vender biscoitos da marca Swastika, com o seguinte texto:

“As delícias do lanche de verão, em casa ou em certo ponto de um país sombrio, podem ser maior servindo Wheatsaver* Crackers. Um rico alimento que satisfaz e que economiza trigo. Da próxima vez, diga Wheatsaver ao seu fornecedor, você ficará contente. —  Pacific Coast Biscuit Company | Portland | Oregon.” * “Wheatsaver”: que economiza trigo.

Ainda, noutras embalagens do mesmo fabricante, aparecia a estátua da Liberdade e, aos seus pés, um grupo de soldados avançando no campo de batalha. A peça publicitária sugeria o engajamento no conflito que estava em andamento, a primeira Guerra Mundial. Queriam dizer que o biscoito “economizava trigo”, ou seja, fazia racionamento em benefício da pátria.

Biscoitos “Wheat Saver” (poupa trigo). / Suástica no jornal “Morning Enterprise”.

Quase tudo podia estar sob o manto da suástica. Uma publicidade de jornal, datado de 1917, e arquivada na The New York Public Library, mostra uma série de broches trazendo o símbolo. No cabeçalho do texto se diz:

“Suástica — ‘O usuário da suástica receberá dos quatro ventos do céu, boa sorte, longa vida e prosperidade.’ A suástica é a mais antiga cruz e também o símbolo mais antigo do mundo. De origem desconhecida, em uso frequente desde tempos pré-históricos, foi encontrada pela primeira vez em moedas no ano 315 a.C. A Suástica foi descoberta neste continente* (*América) em meio às ruínas do México e da América Central, sendo atualmente usada com frequência pelos índios do sudoeste, como ornamento e amuleto. Os seguintes similares* (*do anúncio) são mostrados em tamanho real. São todos de prata esterlina* (*composta de prata e cobre). O esmalte é azul escuro. ” * “De um jornal arquivado na “The New York Public Library”.

Amuletos em anúncio de jornal (“The New York Public Library”, 1917, arquivo).

Não há como negar, esse símbolo tão carregado de significados, tem servido para colocar em movimento as multidões em prol da fé, mas também para iludir. Aliás, Nesse sentido, Zig Ziglar(7), famoso vendedor e teórico estadunidense, que viveu entre 1926 e 2012, fez um instrutivo alerta:

“As pessoas compram não por razões lógicas.
Compram por razões emocionais*. * Do latim emovere: colocar em movimento.

Na mesma toada, até a Coca-Cola insistiu na “lenda da felicidade”, em palavras e com o adorno da suástica nas suas publicidades. Uma delas dizia:

“Drink a bottle of Coca-Cola and be lucky”* (*Beba uma garrafa de Coca-Cola e seja feliz). E mais [traduzindo]: “Olhe embaixo da cortiça e você poderá encontrar um cupom pagando um prêmio em dinheiro de 5c a US$ 1.00”.

Felicidade líquida, com gás, açúcar e prêmio.

EUROPEUS NA MIRA

Contudo, enquanto milhares de consumidores se encantavam com a suástica, nas três Américas* e em grande parte da Europa, Adolf Hitler talvez nem sonhasse com ela. Nem mesmo imaginava que seria o todo poderoso líder da segunda Guerra Mundial. Até então, estava imbuído do desejo de se tornar artista pintor. Nesse sentido, quando contava 18 anos de idade, por duas vezes tentou entrar na Academia de Belas-Artes, a primeira em 1907 e a segunda em 1908. Fracassou em ambas e depois disso, ainda insistiu como autodidata, mas tudo resultou em repetidas frustrações. — * Do norte, central e do sul.

Tempos depois, em 1920, ocorreu a fundação do Partido Nazista. O termo Alemanha Nazista ou Terceiro Reich* designava o projeto de dominação oriundo do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, que se propagou por vários países da Europa. — * Reich: reino, domínio. 

No ano seguinte e por obra do acaso, a suástica passou a representar a ideologia da agremiação, porém tendo seus valores originais completamente deturpados. Hermann Goering(8) foi quem assumiu o símbolo, depois de avistá-lo junto à lareira* do conde Eric von Rosen, durante uma estada** na Dinamarca. Na verdade, tratava-se de um emblema familiar, nada além disso, mas serviu como artifício poderoso para promover o ideário nazista. — * No seu castelo de Estocolmo. / Inverno de 1920/21. / A ideia foi repassada para Joseph Goebells, o mago da publicidade nazista.

AMÉRICA: CENTRO & SUL

Apelou também à força do símbolo, na América Latina, a Anglo-Mexican Petroleum. A identificação dos seus produtos se fazia com a marca Swastika e mais os nomes particulares Energina – para a gasolina –, e Aurora – para o querosene. Ademais, adotaram o vermelho como cor da marca, porque denotava força e vigor. A partir de 1913, tendo sua sede no Rio de Janeiro, a empresa passou a abastecer vários pontos de venda através do país.

Em 1914, foi instalado o primeiro depósito de óleo combustível na Ilha do Governador. Logo depois, em 1917, e com o crescimento da empresa, a sede foi transferida da rua da Alfândega para a rua 1º de Março. Nessa época, o Kerosene Aurora era o produto mais vendido.

Desde então, os brasileiros, fosse ele empresário ou o particular, tiveram a “garantia” de que se consumissem Energina – a marca da boa sorte – ficariam extremamente felizes. Contudo, embora fosse baixo o preço dos derivados de petróleo, tal tipo de felicidade atingiu a poucos, uma vez que só puderam adquiri-los os mais abastados.

Anúncios da Swastika: apelo à boa sorte.

De maneira didática, uma das propagandas brasileiras explica a marca:

“Swastika – Symbolo da Bôa Sorte – no 1 __ As formas antigas de uma velha marca __ A origem dessa curiosa marca data de tempos remotos, antes dos dias do troglodyta. As gravuras acima representam algumas das inscrições encontradas no Este, mostrando aquella marca como um symbolo do sol, fonte de luz e energia, assim como o centro do systema planetario. Os circulos menores e os pontos parecem representar estrelas.

Swastika é hoje a marca registrada da Gasolina Energina e Lubrificante desse nome, isto é, ella representa a excellencia nesse genero de produtos e a maxima satisfacção para aquelles que os usam. / Gasolina ENERGINA – Anglo-Mexican Petroleum Co. Ltd.” — * Diario de Pernambuco, 11.11.1930 (ilustração acima).

Duas marcas, antes e depois.

Paralelamente, uma canção popular, dita como Rag Time Canção(9), foi composta por encomenda da Shell/Swastika a João Dornas Filho(10) (letra) e Luiz Melgaço (11) (música). Com o título de Puxa Mais, assim era entoada:

PUXA MAIS
Mulata,
Fina flôr do meu Brasil, 
Obra prima de buril
e creação de Portugal!
Vem comigo mulatinha que a furréca
Quando corre leva a bréca
todo o Codigo Penal…

Não tenha medo, Josephina, do passeio,
É bobage esse receio,
Vem comigo, minha Venus…
Confiemos no sinal da gasolina, 
tem meu carro a Energina,
Puxa mais e gasta menos.

Folheto da “Puxa Mais”.

Era assim, falando como poeta, Dornas induzia a confiar no sinal da gasolina, ou seja, na marca de óleos e combustíveis, produtos miraculosos. Porém, seu truque nada tinha de inovador, tal gênero de canções bem como os “jingles”*, já proliferavam na publicidade e na propaganda(12) do país. Porém, havia alguns senões: para os mais prevenidos, seria absurdo acreditar que um sinal ou qualquer ideia pudesse agir nos motores. Assim mesmo, sobrava gente que ia na conversa do sinal da gasolina, na verdade mais que isso, absolutamente um símbolo. — * “Jingle”, breve mensagem musical, com refrão simples.

Gasolina Energina e óleo Swastika.

Ainda na década de 1930, introduzindo a marca Shell, lançaram no Brasil um novo produto, dessa vez um inseticida para uso doméstico, que já existia na Europa, denominado Shell Tox. A propaganda anunciava:

“Chegou o homem vermelho, para proteger sua saúde contra infecções! Agora é a epoca de […] preparar-se contra a invasão dos insectos traiçoeiros, que apparecem com o tempo quente. O modo mais economico de combater […] esses terríveis portadores de doenças é com o novo Insecticida Shell – a última palavra do genero.”

Desse inseticidaencontra-se uma série de anúncios incorporando o logotipo SHELL* (*marca escrita em letras) junto ao símbolo da swastika.

Anúncio da Shell, associada à marca Swastika.

Em 1933, tendo a Aglo-Mexican vendido a empresa à Royal Dutch Petroleum, o símbolo swastika foi substituído. Adotaram então o desenho de uma concha marinha e o nome Shell. Em dezembro do mesmo ano, a novidade foi repassada ao público, assim: 

“… Sendo desejo do Grupo de Companhias de Petróleo Shell, […] uniformizar em todos os países do mundo a marca registrada […] vimos comunicar […] que acabamos de adotar essa mesma marca (shell = concha), em substituição à marca atual (cruz gamada), comunicamos outrossim que os nossos óleos e graxas Swastika passarão a chamar-se Energina…” 

Naquela época, outra empresa de petróleo, a TULSA – dos Estados Unidos –, fundada em 1914, viu também na Swastika um apelativo para as estratégias de venda. Durante algum tempo, seus produtos de nome TROCO*, do mesmo modo traziam o desenho da suástica invertido, tal e qual a do Partido Nazista alemão. — * TROCO, abreviatura de Tulsa Refined Oil Company.

Contudo, não vingaram os símbolos da Shell e da TROCO, desde que surgiram sérios motivos para a morte da swastika do petróleo. O Partido Nazista, criado em 1920, havia adotado a tradicional suástica como símbolo. Desde então, abusando da ingenuidade e boa-fé populares, passou a levar multidões em direção ao sofrimento.

——

— Adoph Hitler, em 30.01.1933, fora nomeado chanceler da Alemanha. Praticamente seis anos depois, em 1° de setembro de 1939, eclodiu a segunda Guerra Mundial. Esse capítulo da história, sir Marcus Samuel(13) – fundador da Shell e judeu –, não teve o dissabor de vivenciar, falecera em 1927.

Texto, tradução e arte de Eduardo de Paula

Revisão: Berta Vianna Palhares Bigarella

—— 

(1) SANZIO, Rafael – “A Escola de Atenas”, afresco no Vaticano, 1509.

(2) SIMONETTI, Michelangelo  – “Sala Redonda”, Vaticano, 1779.

(3) Conímbriga – Portugal; povoado que nasceu na Idade do Cobre.

(4) Shavei Zion – Mosaicos descobertos em 1955.

(5) Império Bizantino – Continuação do Império Romano na Antiguidade Tardia e Idade Média. Capital: Constantinopla, originalmente conhecida como Bizâncio

(6) Bíblia — Atos dos Apóstolos / Vinda do espírito Santo 2 1. Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos num só lugar. 2. De repente veio do céu um ruído, como de um vento muito forte, e encheu toda a casa onde estavam assentados. 3. E viram o que parecia línguas de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. 4. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito os capacitava. 5. Havia em Jerusalém judeus, devotos a Deus, vindos de todas as nações do mundo. 6. Ouvindo aquele ruído, ajuntou-se uma multidão que ficou perplexa, pois cada um os ouvia falar em sua própria língua. 7. Atônitos e maravilhados, eles perguntavam: “Porventura não são galileus todos estes homens que estão falando?” 8. Como então os ouvimos, cada um de nós, falar em nossa própria língua materna?

(7) ZIGLAR, Hilary Hinton (Zig Ziglar) – (*06.11. 1926 / †28.11.2012) Escritor, vendedor e orador motivacional norte-americano.

(8) GOERING, Hermann – (*12 .01.1893 / †15.10.1946) Membro do Partido Nazista, desde 1922. Mais adiante, Adolf Hitler promoveu-o ao posto de Reichsmarschall, o mais elevado em relação aos outros comandantes da Wehrmacht. Em 1941, Hitler nomeou-o seu sucessor e assessor em todos os gabinetes.

(9) Ragtime / Rag Time – Gênero musical norte-americano, que teve seu pico de popularidade entre os anos 1897 e 1918.

(10) DORNAS Filho, João – (*Itaúna, MG, 07.08.1902 / Belo Horizonte, MG, †11.12.1962) Poeta, historiador e contista. Membro da Academia Mineira de Letras.

(11) MELGAÇO, Luiz Gonzaga – (Dores do Indaiá, MG, *04.06.1903 / †11.08.1983) Compositor, regente; professor do Conservatório Mineiro de Música e da Universidade Mineira de Arte.

(12) PUBLICIDADE: Palavra derivada do latim publicitus (do povo, popular); publicus (público, que pertence ao povo). – Arte de vulgarizar; de levar ao povo uma mensagem; de divulgar. / PROPAGANDA: Palavra derivada do latim propagandus; recurso para multiplicar, aumentar. / PROPAGAR: Palavra derivada de propagare: multiplicar, semear, espalhar, difundir. Ação de multiplicar por meio de reprodução (p. ex., a propagação do gênero humano; as ideias, as ondas sonoras, etc.).

(13) SAMUEL, Marcus – (Londres, *05 11.1853 / Londres, †17.01.1927) Primeiro visconde de Bearsted. Fundador da Shell Transport and Trading Company que, juntamente com a Royal Dutch Petroleum Company, formou o grupo petrolífero Shell, desde 1907. A partir de 2004, passou a ser denominado Royal Dutch Shell. // Marcus Samuel nasceu de família judia iraquiana, no distrito de Whitechapel, em Londres. Seu pai, que também leva o nome de Marcus Samuel, dirigiu um bem sucedido negócio de importação e exportação com o Extremo Oriente.

7 Comentários »

  1. Eduardo, muito interessante seu post.

    Comentário por Maria Marilda pinto Correa — 01/01/2020 @ 7:40 am | Responder

    • Marilda:
      Como sempre, suas palavras me dão força para continuar.
      Muito obrigado. Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 01/01/2020 @ 8:43 am | Responder

  2. Eduardo, “A FORÇA DO SÍMBOLO” faz parte daquele conjunto de textos que a gente lê, relê e deixa guardado para futuras releituras. Apesar de não ser um texto grande, são muitas as informações e, além dessas informações, são inúmeras as implicações decorrentes das ideias expostas. Apenas um exemplo: Suástica – aquilo que é bom e está acima de tudo. Não há como resistir a uma ideia tão forte. A publicidade (aqui, como sinônimo de propaganda) não nos vende produtos, mas ideias, conceitos, estilos de vida, sonhos… A coca-cola (Beba uma garrafa de coca-cola e seja feliz) nos entrega a felicidade aqui mesmo, na Terra; as religiões, de um modo geral, numa outra vida, quando já não é possível questionar o que não deu certo. O subtítulo “Para o bem ou para o mal” é, no meu entender, um alerta para os incautos. Não basta tomar uma coca-cola para ser feliz; não basta comprar um carro para ter sucesso na vida; não basta o símbolo da suástica para garantir uma humanidade melhor. Pode acontecer justamente o contrário. Grato, por mais esse brilhante trabalho de pesquisa, e minha admiração por sua capacidade de organizar as ideias de maneira tão atraente.

    Comentário por Pedro Faria Borges — 01/01/2020 @ 6:21 pm | Responder

    • Pedro:
      Meu caro crítico e incentivador de minhas pesquisas, muito obrigado pelo precioso comentário.
      Um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 01/01/2020 @ 8:00 pm | Responder

  3. Eduardo, ao acabar de ler seu texto, falei com meus botões: estou atônita!
    Obrigada pelas informações e digo que fiquei pesarosa pelo mau uso que o Hitler fez da suástica. Ydernéa

    Comentário por Ydernéa — 02/01/2021 @ 12:10 pm | Responder

    • Ydernéa:
      É verdade, foi uma lástima o uso da suástica para fazer o mal.
      Um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 02/01/2021 @ 3:06 pm | Responder

  4. Eu sabia que a suástica tinha sido usada antes de Hitler, (e que Hitler a usava invertida). Mas nem imaginava que tinha sido tanto assim. E você ainda fornece as provas. Perfeito.

    Comentário por sertaneja — 08/01/2021 @ 3:36 pm | Responder


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