Sumidoiro's Blog

01/04/2020

INTERNET NO PAPEL

Filed under: Uncategorized — sumidoiro @ 8:52 am

♦ Correio singelo e democrático

 Quem se lembra de um pedacinho de papel encorpado, contendo uma ilustração em preto e branco ou em cores, com espaço para endereçamento, selo e mensagem? Bem sabem os mais idosos, certamente, e como sentem saudade! Seu nome: Cartão Postal.

Cartão Postal: “A amizade é uma flor que não morre.” (França)

    No princípio, o correio servia apenas a uma minoria. Ademais, quem nenhuma ou poucas letras tivesse, precisava apelar a alguém para ter suas mensagens no papel. Por tudo – pagamento de um escriba e transporte – era muito dispendioso. Até que, na segunda metade do século XIX, inventaram um bem-vindo socorro às multidões, de modo que pudessem trocar notícias e afetos à distância. Mais ainda, veio a calhar no ambiente do comércio e dos negócios, como poderoso meio de publicidade.

O SELO PRETO

Uma revolução nos sistemas de correio partiu da Inglaterra, com a instituição de uma tarifa fixa de valor irrisório, representada pelo selo denominado Penny Black*. Antes disso, os custos postais na Grã-Bretanha eram exorbitantes. As distribuições pelo país eram feitas por estafetas a pé ou cavaleiros e quem as recebia arcava com o custo do transporte. O valor dependia do número de folhas e da distância percorrida. Ou seja, o sistema não era acessível às pessoas comuns. — * Penny Black = Centavo Preto.

Selo Penny Black [1 penny].  / Roland Hill, pai do Penny Black.

Porém, em 1835, o professor Rowland Hill(1) iniciou uma campanha para reformar o sistema postal. Em 1837, idealizou um sistema padronizado e pré-pago, que poderia ser acessível ao grande público. Apesar de haver algumas objeções no parlamento, a proposta contou com enorme apoio popular, até que foi finalmente aprovada. Em seguida – 1839 –, Hill foi nomeado pelo governo para colocá-la em prática.

Para tanto, estabeleceu-se uma taxa de correio universal de um valor monetário mínimo, ou seja, 1 centavo, por 14 gramas de peso. Um selo adesivo preto foi então projetado, contendo a imagem do perfil da rainha Victoria, nos seus 15 anos de idade. O lançamento oficial se deu em maio de 1840. Assim nasceu o Penny Black, valendo 1 penny, o mesmo que 1 centavo. Um ano após o lançamento do correio de 1 Penny, dobrou o número de cartas enviadas no Reino Unido. Três anos depois, o sistema de selo de papel foi introduzido no Brasil e na Suíça.

No Brasil, similares com três valores distintos, foram imitados no Brasil e o lançamento se deu em 01.08.1843. A primeira sugestão para a estampa foi a imagem do imperador Dom Pedro II. Mas, afinal, as autoridades concluíram que, ao serem carimbados, cometeriam uma ofensa à Sua Majestade. Daí surgiam três versões, com diferente valores: 30, 60 e 90 réis. Os exemplares preservados tornaram-se um tesouro para os colecionadores. Devido à sua aparência, todos os três ficaram popularmente ditos como Olho-de-Boi.

Olho-de-Boi em três versões. / Folha Comemorativa: 100 anos do selo brasileiro.

UM PENNY POR CARTÃO 

Na Inglaterra, para a remessa de uma correspondência simples, o selo de 1 penny black era o bastante. O mais antigo exemplar de Cartão Postal, contendo esse adesivo, foi encontrado na Inglaterra, em 2002. É ilustrado com uma cena caricata de escribas dos correios, sentados em frente a um enorme tinteiro, cujo rótulo diz: Official. O conjunto possui o título “Penny Penutes”. No verso, vem colado um Penny Black. A peça fora enviada por Theodore Hook Esq.*, de Fulhan – Londres – para si mesmo, em 1840. O correspondente – também escritor de teatro e novelista –, se fazia tanto de remetente quanto de destinatário. — * Penny Black: Penny, devido a cor preta do impresso. // ** Esq. = Esquire = Escudeiro; título não oficial.

Conhecido por seu estilo jocoso e o grotesco, Hook(2), ao usar as palavras Penny e Penutes, manipulava as palavras para fazer rir. Pena, em inglês, é “pen” e, por sua vez, amendoim é “peanutes” mas, a segunda, na gíria londrina, quer dizer “insignificante quantidade de dinheiro“. De outro modo, ao intitular os escribas de “penny penutes”, construía um trocadilho buscando em três palavras: pen, penny e peanutes*. Fazia entender que lá estavam reunidos uma dúzia de indivíduos (penutes), cada qual tirando da pena (pen) u’a mensagem de pouca valia. — * Peanutes sem a transforma-se em penutes.

Cartão Penny Penutes. / No canto superior direito (verso): selo Penny Black .

UM CARTÃO DE VERDADE

Anos depois, nos USA, ocorreu uma autêntica inovação no correio popular. Em 1861, John P. Carlton**, criou e obteve a patente de um Postal Card. Porém, em seguida, vendeu esse direito a Hymen Lipman***, que implementou a comercialização. Em papel encorpado, cada exemplar possuía uma face para o endereçamento e outra para lançar a mensagem.  — * Datada de 27.02.1861. / ** Carlton: impressor e comerciante de papelaria, nascido e morador da Filadélfia (USA). / *** Comerciante de papelaria, nascido na Inglaterra.

Pouco depois, na Alemanha, surgiu o “Aviskarte” ou “Drucksachenkarte”, em 01.06.1865. Nesse caso, para servir como auxiliar de agentes de vendas. Alguns exemplares continham imagens numa das faces, geralmente edifícios de fábricas.

Em outra oportunidade – 01.11.1865 –, durante a 5ª Conferência da União Postal, em Karlsruhe, também na Alemanha, o conselheiro dos correios, Heinrich von Stephan, apresentou outra ideia para um cartão. Na sua proposta, seria uma folha de correios aberta e sem carimbo. Entretanto, imediatamente e sem qualquer discussão, foi rejeitada pelo diretor geral dos correios da Prússia, Karl Ludwig Richard von Philipsborn. Segundo seu ponto de vista conservador, mensagens passíveis de serem lidas por qualquer pessoa, poderiam causar danos morais e, no mínimo, serem ofensivas.

CORRESPONDENZ-KARTE

A derradeira e decisiva ação – em 1869 –, para colocar em prática o Cartão Postal é atribuída a uma proposta de Emanuel Hermann(3), economista que atuava na Áustria. Quanto à aparência, possuía formato retangular, com dupla face e impresso em papel castanho claro. Na frente, trazia o título Correspondenz-Karte, mais quatro linhas reservadas aos dados do destinatário e espaço para selagem. Trazia ainda o símbolo do império – uma águia de duas cabeças – e, como elemento estético, um ornamento retangular. No verso, o espaço era livre para o remetente lançar sua escrita. A ideia foi abraçada pelo diretor geral* dos correios e, em setembro de 1869, foi oficializada. — * Vincenz Baron Maly von Vevanovič

Emanuel Hermann e o primeiro cartão postal, criado e oficializado na Áustria.

NA FRANÇA

Ao final do século XIX, devido à crescente demanda de material impresso, surgiu o processo do offset*. Essa técnica permite a reprodução de textos e imagens, em preto e branco e em cores, com mais rapidez, em maior volume e melhor qualidade. Assim, contando com essas facilidades, a França tornou-se importante disseminadora do hábito de enviar Cartões Postais. — * Offset: aperfeiçoamento da litografia.

Ao chegar o ano de 1883, por decisão do Ministério dos Correios, foi autorizada a postagem de quaisquer mensagens abertas, manuscritas ou impressas. O objetivo seria atender os interesses da Exposition Universelle(4) – uma feira mundial – que seria inaugurada em 1889, em Paris. Naquele momento, o jornal Le Figaro viu surgir a oportunidade de um bom negócio e publicou um Cartão Postal com a imagem da Tour Eifell. Foram vendidos 294 mil exemplares. Com tal iniciativa, estava sendo apresentada uma nova mídia*, capaz de competir com a imprensa e a publicidade tradicionais. — * Mídia: meio de comunicação.

Pouco depois, em 1900, em decorrência de outra Exposition Universelle(5), foi dado mais forte impulso na popularização do Cartão Postal. Durante o evento, quando acorreram à cidade 50,8 milhões de visitantes, eles foram vendidos aos montes. Em outubro do ano seguinte, um poeta francês(6) escreveu:

O que há de essencial,
Quando se atravessa um país,
Visitando aldeia ou capital,
É esgotar o estoque local 
Dos cartões postais ilustrados.

Cartão com a Tour Eifell (1889) e mensagem amorosa. / Cartaz da Exposition Universelle.

Ao mesmo tempo, devido à nova mídia, surgiu um gênero textual sintético para relacionamento, entre pessoas ou mesmo como instrumento publicitário. No que toca aos casos amorosos, foi um facilitador para as aproximações. Nesse sentido, uma mensagem íntima (imagem acima) mas que se tornou pública, diz assim:

“9 out.1889.2h¾ – Querida, todos aqui escrevem; eu não quero fazer nada como os outros; não tenho nada a dizer a ti disso que tu já sabes, que eu serei sempre todo teu, devotado e fiel. Lucien Gérard.”

Além do mais, tornou-se poderoso meio de convencimento, desde que gerava muito dinheiro para o remetente. Para produzi-los a França estava bem preparada, pois contava com desenhistas, pintores e fotógrafos que dominavam muito bem as linguagens visuais. Ou seja, sabiam motivar as multidões pelo olhar, de modo a lhes despertar o desejo de comprar.

Cartão de Greve: operários esperando a sopa, em frente à Bourse du Travail (Fougères).

Como não podia deixar de ser, serviu também à política e muito apropriadamente com a Carte Postale de Grève (Carta Postal de Greve). A imagem abaixo, mostra uma delas, com operários em frente a uma casa sindical, a Bourse du Travail (Bolsa do Trabalho). Serve de exemplo um desses cartões, utilizado pelo senhor Prosper e dirigido à sua família parisiense. Foi enviado de Fougères, em 26.11.1906, contendo a seguinte mensagem:

“Envio-lhe a “fila da sopa”; é o ritual operário denominado sopa comunista”.

O entusiasmo pelos Cartões de Greve começou em 1902 e atingiu seu pico em 1906, mas avançando até a década de 1920. Calculam que, nesse período, emitiram-se 600 milhões de mensagens de cunho grevista.

A palavra grève, em francês – greve em português – tem origem no latim grava. Tanto no latim quanto no francês, significa seixo rolado. O sentido de protesto foi assimilado das manifestações que ocorriam em um terreno encascalhado. Situava-se na Place de l’Hôtel de Ville, em Paris, também chamada Place de Grève(7). Em francês, uma superfície encascalhada é dita como gravier*, que é areia grossa misturada com seixos rolados*. — * Seixo rolado: pequeno calhau liso e sem arestas, formatado pelo trabalho das águas. 

Cartão Postal: presente do magazine Belle Jardinière, incentivo para conquistar fregueses.

NO BRASIL

Os Cartões Postais chegaram ao Brasil por decreto de d. Pedro II e, como particularidade, já vinham com a despesa de porte incluída. Quem deu forma e redigiu os documentos foi o ministro Buarque de Macedo(vide destaque no final), então ministro da Agricultura e Obras Públicas. Em resumo, o decreto nº 7695, de 28.04.1880, diz:

“Segundo Vossa Magestade Imperial se diguinará ver a 1ª de taes alterações é a que estabelece o uso de bilhetes postaes. […] Geralmente admitidos nos outros Estados (países), e ainda em França, onde aliás houve durante algum tempo certa repugnância ou hesitação em os receber, os bilhetes postaes são de intuitiva utilidade para a correspondência particular, e , longe de restringirem o numero das cartas, como poderia parecer, verifica-se o contrario, que um de seus efeitos é augmental-o. […] Sou, Senhor, de vossa Magestade Imperial súbdito fiel e reverente. – Manoel Buarque de Macedo.”

1º Cartão Postal ou Bilhete Postal, valendo 20 réis (porte incluso). / Dom Pedro II.

Previa também a forma do impresso e o preço, de acordo com a categoria e variando a cor:

“…deveria ter, em uma das faces […] as armas imperiais estampadas no ângulo superior direito, indicando três classes […] de cor vermelha, para correspondência urbana […] de cor azul, para correspondência no interior das Províncias de todo o Império […] de cor laranja, para correspondência internacional…”

Aliás, antes mesmo das diversas melhorias nos correios, coube também a dom Pedro II a implantação da primeira linha de telégrafo, em 1852, ligando a Quinta Imperial ao quartel general do exército. Logo após, deu início à ampliação e aperfeiçoamento dos meios de transporte, urbanos e interurbanos. A primeira ferrovia foi inaugurada em 1854, ligando o porto de Mauá* à Serra da Estrela. Mais adiante, introduziu o serviço de bondes no Rio de Janeiro, inagurado em 26.03.1859, com sua presença e da esposa. — * Na baía de Guanabara.

Além do mais, desde que era excelente fotógrafo amador, fez por onde incentivar os profissionais brasileiros. Com esse apoio, ao final de século e início do seguinte, já havia grandes fotógrafos no país mas, no que toca às imagens postais, foi Marc Ferrez(8) – descendente de franceses –, quem obteve o maior brilho.

Ademais, ficou muito popular enviar, receber e colecionar Cartões Postais. Na revista(9) “A Estação”, propriedade de Lombaerts & Cia., há um texto que comenta a nova mídia:

“Hoje, com efeito, entrou nos hábitos de todos os dias, a correspondência por meio de cartões postais ou telegramas. Não se pode deixar de reconhecer quão preciosa pode ser uma linguagem só inteligível para que entre si correspondem.” — * “A Estação”, 15.11.1882, nº 21, p. 230.

Cartão: Indiozinho do Mato Grosso, fotografado por Marc Ferrez. / Anúncio da Casa Staffa.

Na comercialização, a Casa Staffa foi a mais importante do país. Situada na rua do Ouvidor, 127 – Rio de Janeiro –, fazia publicidade nos jornais, numa delas dizendo:

“Temos à venda em nosso grande estabelecimento cartões postaes, desde 100 réis, até 5$000, o que há de mais fino. Somos os únicos que recebemos directamente da Europa, todas as semanas, grandes e variadas novidades. O nosso sortimento é tão “chic” e tão grande, que é preciso mais de uma semana para vel-o e adimiral-o.

Ver para crer: Ultima erupção do Vesuvio. Collecção de 52 cartões diferentes, por 5$000. [Assinado: o proprietário, Jacomo Rosario Staffa].”

Cartolina Postale – Eruzione del Vesuvio – Aprile 1906 / Boscotrecase [região da Campania].

Apesar da sua simplicidade, o Cartão Postal foi também um potente fármaco. Ou seja, um remédio para ajudar o cérebro a soltar palavras, especialmente as dos vocacionados à poesia. Assim demonstrou Guillaume Apollinaire(10), no seu estilo econômico e sem pontuação:

• Cartão Postal
Escrevo a ti debaixo da tenda
Ao morrer esse dia de verão
Onde uma floração deslumbrante
Dentro do céu em plena beleza
Parecendo brilhante explosão
Se esvai antes de ter verão

Conclusão: desde que nasceu e num crescendo, o Cartão Postal foi ganhando adeptos por toda parte. Verdade é que, entre mil e uma utilidades, servia para cultivar amizades, trocar afetos e incentivar amores, mas também fazer publicidade. Entretanto, acabou sendo vencido pela internet, talvez infelizmente!

Tudo pela pátria

Homem público e cidadão exemplar, assim foi Manoel Buarque de Macedo(11), co-partícipe na introdução do Cartão Postal. Doutor em matemática, lecionou no Colégio Pedro II, do Rio de Janeiro. Vivendo uma temporada na Europa, lá estudou na Escola de Pontes e Estradas, em Paris. Seguidamente, durante algum tempo, participou de departamentos ligados às Ferrovias Estatais da Bélgica e, em 1859, recebeu o diploma de doutor em Ciências Políticas e Administrativas, pela Universidade de Berlim.

De volta ao Brasil, engajou-se na política e foi eleito deputado. Em desdobramento das suas atividades, tornou-se Ministro da Agricultura e Obras Públicas. Ao mesmo tempo, exerceu o papel de conselheiro de dom Pedro II, a quem prestou os mais variados serviços. Devido às suas vivências e impressionado com os progressos que ocorriam nos Estados Unidos e Europa, nasceu seu entusiasmo pela implantação do Cartão Postal no Brasil.

Contudo, a morte prematura impediu que realizasse tudo aquilo que desejaria. O fato ocorreu de maneira inesperada, quando estava a participar da inauguração de um novo trecho da Ferrovia Oeste de Minas, em São Del Rei (MG). A propósito, o Jornal do Commercio (RJ), deu uma notícia:

“Com a mais dolorosa surpresa […] recebeu a capital do Império e terão recebido por as treze províncias a que se estende a linha telegráfica, a lutuosa notícia de haver falecido ontem(28.08.1881), às 9:45 horas da manhã, na cidade de São João Del Rei […] o conselheiro Manoel Buarque de Macedo […] sucumbindo ao insulto de uma congestão pulmonar…”

Logo depois, o Jornal do Commercio, publicou uma nota:

“Rio de Janeiro, 31 de agosto de 1881 […] Os engenheiros e industriais abriram, no Clube deEngenharia […] uma subscrição para se adquirir uma casa e oferecê-la à […] viúva e filhos do finado Ministro da Agricultura […] É geralmente sabido que Buarque de Macedo deixa sua família na pobreza, ao passo que são do mais alto valor os serviços por ele prestados à pátria.”

Texto, tradução e arte de Eduardo de Paula

Revisão: Berta Vianna Palhares Bigarella

——

(1) HILL, Sir Rowland – (*03.1. 1795 / †27.08. 1879) Professor e político.

(2) HOOK, Theodore Edward – (*22.09.1788 / †24.08.1841).

(3) HERMANN, Emanuel Alexander – (Klagenfurt, Austria, *24.06.1839 / Vienna, Austria, †13.07.1902 )

(4) Exposition Universelle de 1889 – Inaugurada em Paris, no dia 06.05, e encerrada no dia 31.10, do mesmo ano. A Torre Eifell foi um chamamento para a exposição e construída com esse propósito, ao mesmo tempo celebrando o centenário da Revolução Francesa.

(5) Exposition Universelle de 1900 – Foi a 50ª Exposição, instalada em Paris, após as de 1855, 1867, de 1878 e de 1889. A proposta foi intitulada como “Bilan d’un siècle” (Revisão de um século).

(6) LEGRAND, Maurice Étienne , dito como Franc-Nohain – (*25.10.1872 / †18.10.1934) Jornalista, escritor e poeta, fabulista e libretista.

(7) Place de Gréve ou praça do Hôtel de Ville* (*em francês: Prefeitura).

(8) FERREZ, Marc – (Rio de Janeiro, *07.12.1843 / Rio de Janeiro, †12.01.1923). Descendente de família francesa. Deixou um dos mais importantes legados fotográficos sobre o Brasil do seu tempo.

(9) A ESTAÇÃO – Primeiro número em 15.01.1879. Editores proprietários: Livraria Lombaerts & Comp. – Rua dos Ourives, 7 – Rio de Janeiro.

(10) APOLLINAIRE, Guillaume  – (Roma, *26.08.1880 / Paris, †09.11.1918). Escritor e crítico de arte. Importante ativista das vanguardas culturais do início do século XX. Sua poesia chama atenção por não fazer uso de pontuações. Escreveu importantes manifestos em nome das vanguardas francesas, como a do Cubismo. Foi o criador da palavra Surrealismo.

(11) MACEDO, Manoel Buarque de – (Recife, PE, *01.03.1837 / São João Del Rei, MG, †28.08.1881). Falecido aos 44 anos de idade.

4 Comentários »

  1. Eduardo, o post é acerca do cartão postal, mas o que mais me chamou a atenção foi a história do Manoel Buarque de Macedo. A última frase do texto é a prova concreta de que já vivemos dias melhores: “É geralmente sabido que Buarque de Macedo deixa sua família na pobreza, ao passo que são do mais alto valor os serviços por ele prestados à pátria”. Sua pesquisa não deixa dúvidas sobre a importância do cartão postal no Brasil e no mundo, mas tudo passa. Será que tudo passa? Exemplo como o deixado por Buarque de Macedo, parece-me, não haverá de passar. Ainda que não o sigamos, ele continuará a nos incomodar. Não fosse a quarentena, eu lhe enviaria um cartão postal, e você teria ainda mais a certeza da amizade de alguém que muito o admira. Um grande abraço!

    Comentário por Pedro Faria Borges — 02/04/2020 @ 11:26 am | Responder

    • Pedro:
      Sua mensagem, para mim, está a substituir o cartão postal. Consigo colocar nela u’a imagem colorida, do caro amigo fazendo uma caminhada na praia e mirando o infinito.
      Muito obrigado e um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 02/04/2020 @ 12:32 pm | Responder

  2. Olá Eduardo! Realmente me lembro bem dos cartões postais! Vi muito deles nos documentos do meu pai, lembranças de viagens ao litoral etc. De fato era mais humano e afetuoso escrever de próprio punho para quem quer que seja ou mereça.
    Hoje estamos tomados pelos Correios eletrônicos e mensagens instantâneas não é?
    Mensagem igual a essa que eu lhe escrevo… fazer o que né? É a evolução dos tempos!
    Abraços.

    Comentário por Marcel Giuliano — 08/04/2020 @ 9:32 am | Responder

  3. Ainda guardo vários deles numa pasta…Com muito carinho.

    Comentário por sertaneja — 09/12/2020 @ 4:37 pm | Responder


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