Sumidoiro's Blog

01/06/2015

SAUDADES DE TUTI

Filed under: Uncategorized — sumidoiro @ 6:46 am

♦ Querido primo Stuart Edgar Angel Jones

Stuart e eu somos primos, em primeiro grau. Sua mãe, Zuleika de Souza Netto (Zuzu) é minha tia, irmã de Maria Nazareth de Souza Netto(1), minha mãe, que, dentre onze filhos, é a mais velha. De idade, sou 7 anos e meio mais velho que meu primo. Aqui vai uma breve memória afetiva daquele que eu chamava de Tuti.

Post - Stuart e barcoStuart num passeio à beira do rio Paraúna, região de Curvelo (foto: E. de Paula).

Embora morássemos longe, ele no Rio de Janeiro e eu em Belo Horizonte, tínhamos intimidade e nossos contatos eram frequentes. Ficamos amigos fraternais, desde que nos encontramos pela primeira vez. Naturalmente, sentia-me como um irmão mais velho, não apenas por que era mais vivido, mas porque notava que minhas manifestações, em atos e palavras, sempre eram bem recebidas por Tuti.

Contudo, de minha parte, também nutri muita admiração pelo primo, por sua inteligência, sensibilidade, vontade de aprender e bom coração. Sua mãe dizia que ele sempre “foi um menino bom, estudioso, manso, uma doçura de pessoa. Sempre pedindo perdão de tudo, em suas cartinhas, em cartões de aniversário ou no dia das mães.” Com oito anos lhe escreveu: “- Sei que tudo que fiz não foi boa coisa, mas por isso resolvi dar-lhe um presente que, talvez, apague um pedaço de minhas artes* (* levadezas). Espero que este humilde presente lhe proporcione grande alegria. Do filho Stuart.” (2)

Post - Stuart remoStuart atleta do remo.

Além dessas, tinha outra admirável qualidade: a modéstia. Prova disso foi quando Zuzu, ao retornar de viagem aos Estados Unidos, lhe trouxe um par de sapatos novos. Mas ele, apesar de criança, sabia das dificuldades que, naquele momento, a mãe enfrentava para dar sustento a ele mais duas irmãs. Então, na sua infantil delicadeza, saiu com essa: “- Mamãe, mas para quê isso? Você bem sabe que já tenho um par de sapatos e só possuo dois pés.” (3)

Aliás, preciso relembrar um detalhe, de vez que ficava impressionado com seu domínio do inglês, lendo ou falando. Pudera, seu pai, Norman Angel Jones, era norte-americano e sua mãe, pelas circunstâncias, fluente no idioma. Tuti, desde menininho, devorava gibis do Donald Duck, Mickey, Goofy e Cia. Na época em que faleceu, sabia oito idiomas.

Não parou por aí. Meu bom primo tornou-se também adepto daquela regra latina: “Mens sana in corpore sano” – mente sã em corpo são – e, por isso, foi levado a a praticar diversos esportes, entre eles, o tênis, o jiu-jitsu e o remo, no qual tornou-se campeão em 1964 e 1965, pelo clube Flamengo (RJ).

Post - Tuti & Zuzu & NormanTuti, no apartamento da rua Barão da Torre, em Ipanema, e Zuzu & Norman – mãe e pai.

Tuti com frequência vinha a Belo Horizonte e se hospedava em casa de meus pais, onde eu ainda vivia. Naquele tempo, era comum fazermos passeios pelos sertões de Guimarães Rosa, pois aquela terra está misturada no nosso sangue. Minha mãe, Maria Nazareth – na intimidade conhecida por Nheié – é nascida no Morro da Garça, onde meu avô era farmacêutico. Rosa, no “Recado do Morro”, contou a história de Pedro Osório, minha mãe me contou outras, de arrepiar!

Certa feita, fizemos uma viagem até o arraial de Contria – fica além de Curvelo e depois de Corinto – bem perto do rio das Velhas e nas cercanias da serra do Cabral, naquele tempo morada de muitas onças. Para o meu primo, que nasceu baiano e vivendo desde menino no Rio de Janeiro virou carioca, foi um acontecimento extraordinário. Disso tenho certeza e, assim, atrevo-me a dizer que, por essa e por outras, Tuti trazia Minas Gerais guardada no coração.

Post - Tuti carregando caminhãoNo sertão, Tuti ajudando a transportar areia do rio Paraúna (fotos: E. de Paula).

A casa de meus pais sempre foi lugar acolhedor. Quem ultrapassava a porta de entrada, logo estava na cozinha, tomando café com pão-de-queijo. Deve ter sido isso que propiciou meu breve encontro com Norman, o pai de Tuti. Certa feita, lá esteve em visita, mas ficou para pernoitar numa cama ao meu lado. Naquela noite conversamos e, apesar do breve encontro, pude sentir o bom caráter e a generosidade daquele homem que, cabe lembrar, já estava separado de minha tia Zuzu.

Norman estava residindo em Juiz de Fora, onde possuía loja e oficina das conhecidas máquinas de escrever Facit. Paralelamente ao seu trabalho, tratou de criar e manter, às suas expensas, um asilo para crianças desamparadas, na cidade próxima de Matias Barbosa. Ao escrever este Post, encontrei u’a mensagem, assinada por José Ribamar Figueiredo Silva, que mostra a importância dessa casa de caridade. Diz assim: “Morei em Matias Barbosa, em um orfanato, na década de 60, […] Zuzu Angel era esposa do dono do orfanato. Gostaria muito de encontrar alguém que foi interno, junto comigo, neste orfanato que não existe mais. Foi uma das melhores épocas da minha vida…”

Post - Tuti e SôniaTuti e Sônia, a esposa.

É fácil explicar a generosidade de Norman: vem da religião. Ele era filho do reverendo Edgar Jones, da igreja episcopal de Plymouth (Massachusetts) e chegou ao Brasil logo após o país entrar na Segunda Guerra Mundial. Tinha sido convocado para servir na base norte-americana no nordeste e, como era pacifista convicto, por natureza e fé, fez greve de fome durante vários dias. Quando se apresentou para o exame médico, estava tão debilitado que foi dispensado, temporariamente, até que recuperasse as forças. Sorte sua, a guerra acabou pouco tempo depois.

Post - Zuzu & filhosMãe Zuleika (Zuzu) com os filhos Hildegard, Ana Cristina e Stuart. 

Em 1959 e 1960 morei no Rio de Janeiro, foi a época em que nossos laços afetivos mais se estreitaram. Porém, ao final da segunda década dos anos 60, meus encontros com Tuti começaram a ralear. De minha parte, não encontrava maiores explicações para o distanciamento, mas procurei aceitar, com naturalidade, o que se passava. Afinal, cada pessoa tem o direito de optar por uma determinada trajetória de vida. Hoje, posso compreender melhor o que estaria ocorrendo.

Meu primo estava cursando a Universidade Federal do Rio de Janeiro e havia aderido à militância contra o regime militar. Posso imaginar os apelos que, no auge de sua juventude, levaram-no a se associar ao movimento denominado MR-8, que lutava para derrubar o governo.

Digo isso porque, quando eclodiu o movimento de 1964 eu trabalhava na imprensa e, embora não compartilhasse a ideologia de esquerda, tinha muitos amigos que se tornaram adeptos e participantes daqueles movimentos contra a ditadura. Conheci o jogo. Em 1967, ingressei no magistério superior, em Belo Horizonte, e senti de perto o clima político, de natureza esquerdista, então disseminado na universidade.

Naqueles tempos, acolhi em meu apartamento um importante e proeminente jornalista revolucionário, meu colega de trabalho, que sentia-se perseguido pelos militares. Também testemunhei, na justiça, em defesa de dois outros amigos comunistas, gente boa e bem intencionada. De qualquer modo, politicamente não posso dizer que tenha sido útil, preferi me colocar no rol dos “inocentes inúteis”. Meu primo, mais valente que eu, tomou outro rumo.

Recentemente, conheci um relato de Arnaldo Jabor (leia no final do Post) que lutou a seu modo e conviveu com Tuti. Agora e finalmente, meu quebra-cabeças se configurou e consegui compreender, com mais nitidez, o que estava se passando à época do nosso último encontro, antes da sua morte.

Post - Eduardo & StuartDois amigos – Eduardo e Tuti – brincando de lutar, na margem do rio Paraúna.

Ao findar o ano de 1971, às vésperas de meu casamento, estava na avenida Barbacena (em Belo Horizonte), em casa dos meus futuros sogros, quando soou a campainha. Era Tuti e um jovem companheiro, que eu nunca havia visto, nem sei o nome. Espantei-me com a visita inesperada e fui logo perguntando:

– Tuti, porque você não foi lá para a casa de papai, onde sempre se hospedou?

Então, ele respondeu-me reticente, o que já me causou estranhamento:

– Estou numa pensão.

Retomei a pergunta:

– Mas, por quê? Pensão, onde?

Ele respondeu:

– Na rua Mauá.

Com espanto, retruquei:

– Tuti, lá é rua de meretrício!

Daí, ele praticamente se calou, despediu-se de mim e nunca mais nos vimos. Entendi, estava cumprindo u’a missão determinada pelos seus mentores políticos. Foi assim, perdi meu querido Tuti, em corpo, mas não em espírito. Um dia desses, noutro lugar, ainda teremos muito a conversar…

Post - Tuti x 2Tuti fotografado pelo primo Eduardo.

——— Por Eduardo de Paula

 Post - JaborAs três vezes que vi Stuart

Por Arnaldo Jabor 

Eu dirigia meu Volks 66, em silêncio. No banco de trás, estava um casal abraçado, como se estivesse namorando. Mas, um filete de sangue escorria da cabeça do rapaz, que a moça estancava com um lenço. Ao meu lado, estava Stuart Angel Jones me indicando o caminho. “Por ali, por aqui, dobra a esquina…” Em um determinado ponto, Stuart me mandou parar o carro. “Daqui em diante eu vou dirigir. Vocês fechem os olhos” – tanto eu quanto o casal ferido.

De olhos fechados, notei que Stuart deu mais umas voltas com o carro dentro da noite. Vislumbrei, por um segundo, que entrávamos na região do Catete, por ali. No aparelho*, para onde eles iam (eu era um mero simpatizante-chofer), encontrariam um médico que tivera a filha assassinada pela repressão e que, agora, tratava dos outros guerrilheiros. Ele já tinha operado um ferido na mesa de jantar de um amigo, na base do clorofórmio e poucos instrumentos. — * Aparelho = célula subversiva.

Post - Stuart nuNunca entrei de cabeça no movimento MR-8, por descrença, e, também, por medo de morrer. Falta de coragem e de fé. Eu e alguns cineastas já fôramos procurados por Mário Alves (fundador do PCBR), para entrar na luta armada. Ninguém foi. Alguns meses mais tarde, soubemos que Mário Alves fora preso e levado ao quartel da Polícia do Exército, na rua Barão de Mesquita. Foi espancado barbaramente de noite, empalado com um cassetete dentado, o corpo todo esfolado por escova de arame, por se recusar a prestar informações exigidas pelos torturadores.

Depois disso, eu estive apenas duas vezes com Stuart Angel (foto ao lado). Já abalado pela violência e pela eficiência da polícia, conversei com ele na casa de uma amiga, que o abrigou durante um tempo. Lembro-me que ele estava ouvindo uma música de João Gilberto, na vitrola da sala.

A segunda vez, tive um encontro com ele em frente ao antigo Jardim Zoológico, em Vila Isabel. Foi levar uma mala cheia de aparelhos cirúrgicos e munição. Não me segurei e falei: “Você não tem medo de ser preso, Stuart?”

Ele sorriu e respondeu: “Se eu for preso não digo nem meu nome.” Impressionou-me a imensa calma de sua resposta. Não fez bravata, não mostrou medo. Apenas disse que não diria nem o nome. E foi em frente, depois de me abraçar. Fiquei emocionado com sua figura solitária indo embora, movido por uma certeza profunda. Foi a última vez que o vi, olhando sua partida com misto de grande admiração por sua coragem e um grão de menosprezo, por sua louca luta contra um exército inteiro. A outra vez já contei acima.

Semana passada, li no jornal que Stuart tinha sido enterrado na cabeça da pista de um aeroporto. Depois que foi preso, ninguém soube dele, apesar dos esforços de sua mãe, Zuzu, e de sua ascendência americana – Angel Jones. […] – O GLOBO, 17.06.2014 

——

Stuart Edgar Angel Jones – (Salvador, Bahia, *11.01.1945 / Rio de Janeiro, †14.06.1971) Estudante de economia. — Mãe: Zuleika de Souza Netto (Curvelo, MG, *05.06.1927 / Rio de Janeiro, †14.04.1976); pai: Norman Angel Jones, nascido no Canadá, naturalizado norte-americano (*01.04.1920 † 09.11.1985).

Post - Sônia Sônia de Moraes Angel – (Santiago do Boqueirão, Rio Grande do Sul, *09.11.1946 / São Paulo, †30.11.1973) Professora de português. Casou-se com Stuart em 18.08.1968. →

(1) Pais de Zuzu: Pedro de Souza Netto e Francisca Gomes dos Santos – Irmandade: Maria Nazareth (Nheié), Virgínia (Viziu), Leopoldina (Dina), Eudóxia, Helena (falecida c/ 2 anos de idade), Helena, Zuleika (Zuzu), Pedro Júlio (falecido prematuramente), Pedro Júlio (Pedrinho), Lúcia Teresa (Lucinha) e Carlos Alberto.

(2) Fonte: VALLI, Virgínia – “Eu, Zuzu Angel, procuro meu filho”, Philobiblion, 1986, p. 107.

(3) Relato de Carlos Alberto de Souza Netto, tio de Stuart.

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14 Comentários »

  1. Eduardo:
    Conheci seu primo. Fui militante do MR-8. Reuníamos muito com frei Mateus e outros. Ele não foi compreendido pelos militares e era um pacifista. Lágrimas desceram dos meus olhos ao ler o Post. Uma imensa saudade tocou meu coração. / Maria Marilda Pinto Correa – cidadã de Lagoa Santa

    Comentário por maria marilda Pinto Correia — 01/06/2015 @ 8:54 am | Responder

    • Marilda:
      Você que conheceu o Tuti está comprovando o que eu escrevi. Tuti era uma boa alma.
      Muito obrigado e um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 01/06/2015 @ 1:58 pm | Responder

  2. Eduardo, suas crônicas continuam com a sensibilidade de sempre, a dose certa de emoção. Fiquei sabendo do seu parentesco com Stuart Angel Jones no post em que você relata a homenagem em BH à sua tia, Zuzu Angel, e outros que não se curvaram diante da ditadura militar.
    O nome de Stuart Jones sempre me foi familiar por ser um dos desaparecidos políticos, vítima dos anos de chumbo, porque eu militava na esquerda (não na luta armada) e acompanhava pela imprensa os acontecimentos daqueles tempos. Foi uma grande surpresa quando fiquei sabendo do seu parentesco com ele e me emocionei muito com esta crônica.
    Mais uma vez, parabéns pelo seu talento.
    Abraço do “primo/amigo”,

    Aluízio Viana

    Comentário por José Aluízio Viana — 01/06/2015 @ 12:53 pm | Responder

    • Aluízio:
      Fico feliz de saber que você gostou do meu relato. Esse texto serve como homenagem ao querido primo.
      Muito obrigado e um abraço do Eduardo

      Comentário por sumidoiro — 01/06/2015 @ 2:01 pm | Responder

  3. Impressionante seu texto; histórico, eu acho. Aprendi mais um pouco com ele. Comovente. Parabéns!

    Comentário por Vanda Souto — 02/06/2015 @ 11:02 am | Responder

    • Vanda:
      Muito obrigado pelas palavras gentis e estimulantes.
      Um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 02/06/2015 @ 12:48 pm | Responder

  4. Eduardo, fiquei emocionada com seu relato. Talvez, pela sua forma de escrever, cheguei a pensar, por segundos, que conheci o Tuti. Agora, de certa forma, o conheço. Tocante homenagem de um primo amigo. Texto também histórico. Bem me lembro dos anos de chumbo. Impressionou-me também saber sobre o pai dele, por fundar um orfanato onde as crianças eram felizes e, uma delas, até lembra do lugar com saudade. Prova de sua vocação humanitária.

    Comentário por sertaneja — 15/06/2015 @ 1:09 am | Responder

    • Virgínia:
      Tentei escrever com palavras vindas do coração.
      Muito obrigado e um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 15/06/2015 @ 9:29 am | Responder

  5. Fiquei pasma ao saber que você é sobrinho de Zuzu Angel – até hoje, uma heroína, e que tenha vivido, ao vivo e em branco e preto, a tragédia que acompanhou toda a família!
    Não serve de consolo mas, acredito que o Brasil consciente sofreu sinceramente com a trajetória da mãe e do filho.

    Comentário por Vania Perazzo Barbosa Hlebarova — 09/02/2017 @ 8:59 am | Responder

    • Vania:
      A vida é assim… Quando estamos no começo da estrada, não conseguimos imaginar o que virá pela frente. O Tuti, meu queridíssimo primo, encontrou um monstro no caminho. E não tinha nem um canivete para se defender.
      Um abraço do Eduardo.

      Comentário por sumidoiro — 09/02/2017 @ 9:35 am | Responder

      • Reli, hoje, suas recordações de Tuti e emocionei-me como da primeira vez. Tenho certeza que, se fosse da minha família eu teria apelidado seu primo de Tutti Frutti. É pena que a geração atual não conheça os heróis do passado, que lutavam por um país melhor e desconheciam os horrores do outro lado do muro.

        Comentário por Vania Perazzo Barbosa Hlebarova — 26/02/2017 @ 8:33 pm

      • Vania:
        Sinto que você está vendo meu querido primo com toda ternura feminina. Isso é muito bom. Agradeço em nome dele.
        Um abraço do Eduardo.

        Comentário por sumidoiro — 26/02/2017 @ 9:47 pm

  6. Caríssimo…sem palavras.

    Comentário por Corintiano Voador — 26/02/2017 @ 1:34 am | Responder

    • Corintiano:
      Tomando emprestadas as palavras de Pablo Neruda, digo: Confesso que vivi. Sou testemunha de muito mais coisas sobre aqueles anos difíceis que mudaram o Brasil. Na época, trabalhava na imprensa e vivi no olho do furacão, embora não tivesse envolvimentos políticos.

      Comentário por sumidoiro — 26/02/2017 @ 9:18 am | Responder


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